27 maio 2016

Franklin Martins: o golpe não prevalecerá por muito tempo

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Em entrevista ao Bafafá, jornal impresso teimosa e valentemente mantido pelo meu amigo Ricardo Rabelo, o ex-ministro da Secretaria de Comunicação de Lula, Franklin Martins, fala da imprensa – “esse golpe foi organizado pela mídia” – do que se ficou a dever  sobre uma lei e meios de comunicação concedidos – “é muito difícil aprovar isso no Congresso porque os deputados têm medo de ser bombardeados pela imprensa”-  e das perspectivas e resistir a um governo ilegítimo;
O que fazer agora?
Vamos fazer política, construir maiorias, tentar reduzir o isolamento. É preciso oxigenar, gerar pensamentos com o que vem de novo. Nos últimos meses, a sociedade despertou. Hoje ela quer mais, a garotada tem pautas diferentes. Existe um Brasil novo pulsando, acho que vai reforçar a luta. Eu olho para o governo Temer e para a TV Globo e digo: nós perdemos, não vamos subestimar, a democracia foi seriamente atingida. Mas, sinceramente, o futuro é nosso.
Esse golpe era irreversível? 
O futuro ao Deus pertence. Esse governo é fruto de um golpe. Ele rasgou o instituto do voto sem que Dilma tenha cometido nenhum crime de responsabilidade. Ela foi tirada do poder, posto um vice que vai aplicar um programa que foi derrotado nas eleições. É gravíssimo, mas acredito que o povo brasileiro vai resistir, vai defender a democracia. Esse golpe não prevalecerá por muito tempo.
Caminhamos para uma crise maior?
Esse governo vai sofrer uma instabilidade muito grande porque não é fruto do voto. É fruto de um golpe articulado pelas grandes corporações de mídia, pelos partidos de oposição, pelo Congresso, pelo Ministério Público, parte do judiciário que omitiu-se. O que vai sair do governo Temer? Não vai ter nenhum céu de brigadeiro não. Acho que vai tentar impor um programa de retrocesso que o povo brasileiro não aceitará.
Qual é recado para a sociedade?
O povo saberá encontrar os mecanismos para fazer prevalecer os seus interesses.
E o Supremo continuará omisso?
Nós temos Supremo?
A entrevista de Franklin está aqui, no site do Bafafá.

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