13 outubro 2016

COM FIDELIDADE RECORDE NA CÂMARA, TEMER QUER ACELERAR PAUTA-BOMBA

 

ntusiasmado com os 83% de fidelidade dos deputados no primeiro grande teste de seu governo na Câmara, o presidente Michel Temer quer usar o momento para acelerar a aprovação de medidas que considera prioritárias, como a reforma da previdência, a Medida Provisória que altera o Ensino Médio, o projeto de lei do pré-sal, a MP que trata das concessões e o projeto que permite a "venda" de créditos da União, Estados e Municípios.
Por trás dessa pressa toda está a preocupação na base com o impacto do aumento do desemprego já esperado pelo governo —estimativas indicam que deve chegar a 14 milhões até março de 2017, segundo o Estado de S.Paulo.
"Não pode ser uma novela, te de ser uma ministrei bem rápida", disse Romero Jucá, sobre o ritmo que o governo pretende imprimir na apreciação das propostas.
O bom desempenho é atribuído a vários fatores. Como, por exemplo, o fato de Temer ter montado um ministério com muitos parlamentares. "Dos 24 ministros, dez são deputados e senadores licenciados, dois são ex-deputados e um é suplente de deputado. Outros dois são presidentes de partidos. Além disso Temer já presidiu a Câmara por três vezes."
"Dados do Basômetro, ferramenta do Estadão Dados,mostram que Temer obteve nos cinco meses à frente do Palácio do Planalto —incluindo o período de interinidade — uma taxa de apoio entre os deputados de 83%, mais de 20 pontos percentuais superior ao que a ex-presidente Dilma Rousseff conquistou em idêntico período do início do segundo mandato. É a maior adesão nos primeiros meses do mandato desde a primeira gestão de Lula."
Mesmo com os 366 votos a favor, 58 a mais do que o necessário para a aprovação da PEC 241, o governo não quer dar margem para deserções. Já há ameaças de retaliar quem da base aliada tenha votado contra a medida.

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