04 março 2017

Padres brasileiros disputam copa de futebol no Vaticano

A 11ª edição da curiosa competição começa hoje em Roma e reunirá 404 religiosos de 66 nacionalidades, em 18 times!
Rio - Um Neimar (com I) e de batina promete defender a bandeira brasileira na 11ª edição da inusitada Clericus Cup, a Copa do Mundo dos Sacerdotes Católicos, ou Campeonato Mundial Pontifício, como também é conhecida a competição que começa hoje no Vaticano. O meio campista Padre Neimar, de 34 anos, chama a atenção por ser o capitão da equipe e, principalmente, porque é xará do atacante Neymar.
"Só que o meu nome é com I e não com Y. Como sou mais velho, foi ele (Neymar) que copiou o meu nome", diz, em tom de brincadeira. Padre Neimar vem dando até entrevistas para a imprensa esportiva italiana por conta de seu homônimo famoso.
Padres de chuteiras: Leandro (o primeiro agachado à direita) e Neimar, o quarto, são as estrelas do time Divulgação
"Sei da minha responsabilidade em virtude do nome de craque. Mas tenho minhas qualidades. Espero ser digno de honrá-lo. Que Deus me abençoe”, afirmou Neimar, em entrevista ao DIA ontem pelo WhatsApp. Natural de Curitiba e torcedor do São Paulo, ele destaca suas principais qualidades com a bola nos pés: "explosão e rapidez".
No time dos homens de batinas verdes e amarelas, representados pelo Colégio Pio Brasileiro — constituído por padres e seminaristas que estudam em Roma —está também Leandro Nunes Teixeira, de 35 anos, pároco de Volta Redonda, no Sul Fluminense. Padre Leandro é torcedor fanático do Flamengo e atua no time como lateral direito.
"Não somos profissionais, mas temos um grupo bom. Somos fortalecidos dentro e fora das quatro linhas pela fé, convivência, cooperação e fraternidade", garante padre Leandro, ressaltando que entradas mais duras nos colegas são evitadas a todo custo.
"Xingar a mãe do juiz, nem pensar", diz o sacerdote volta-redondense, às gargalhadas.
Outro destaque do Pio Brasileiro, escola mantida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), é o goleiro Carlos Gomes, 37, que antes de optar pela vida no altar, jogou no Goiás.
Na copa, que reunirár 404 padres de 66 nacionalidades em 18 times, as regras são um pouco diferentes do futebol convencional. O tempo para cada lado é de 30 minutos e não 45. E há apenas um cartão, de cor azul, que, diante de alguma indisciplina, digamos, menos religiosa, bota o faltoso para "pensar e se arrepender do que fez" por pelo menos oito minutos.
O primeiro desafio dos padres brasileiros será dia 12, contra o Chape Cusmano Belga, dirigido pelo padre brasileiro Adenis de Oliveira. Os belgas jogarão de verde em homenagem à Chapecoense, vítima do desastre aéreo que matou 71 pessoas em 2016.
A melhor performance dos brasileiros no campeonato foi em 2010, com um tímido terceiro lugar. Quem quiser acompanhar o campeonato e, claro, torcer pelo Brasil, basta acessar o site www.clericuscup.it.

Obs: Nestes jogadores do Brasil tem um filho de Patú, criado em Mossoró, com mãe nascida em Jardim de Piranhas e pai do Sítio Olho D'Água. Padre Ionaldo Pereira, o primeiro de pé da esquerda para a direita.

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