21 maio 2017

Lula convoca: todos às ruas pelas diretas

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva convoca, em vídeo, todos os brasileiros para irem às ruas neste domingo (21) pedir eleição direta para presidente da República.
"Neste governo ilegítimo o estudante não cabe na faculdade, o trabalhador não cabe na folha de pagamento e o aposentado não cabe nas contas da Previdência. Eles acham que o povo é um problema. Eu continuo afirmando que o povo é solução", afirma o ex-presidente.
Alvo da maior perseguição judicial da história do País, Lula lidera em todos os cenários de intenções de voto, de acordo com pesquisa Datafolha, divulgado no final do mês passado. O petista alcançou números entre 29% e 31% das intenções de voto no primeiro turno (veja aqui).
Pesquisa feita pelo 247 com 5.757 internautas aponta que nada menos que 98,5% dos brasileiros defendem a realização de eleições diretas para presidente (leia aqui).
As eleições diretas são uma necessidade para solucionar para a maior crise institucional no Brasil, provocada por um golpe contra Dilma Rousseff, inocentada tanto pelo Ministério Público (MPDFT) como por uma auditoria do Senado, e que aumentou com as denúncias de corrupção contra Michel Temer, que será investigado por corrupção passiva, associação criminosa e tentativa de obstrução à Justiça.
Os delatores e donos da JBS, os empresários Joesley Batista e seu irmão Wesley, afirmaram que Temer indicou o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS).
Depois, o parlamentar foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley. O empresário disse a Temer que estava dando ao ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e ao operador Lúcio Funaro uma mesada na prisão para ficarem calados. Diante da informação, Temer incentivou: "Tem que manter isso, viu?". O teor das delações foi publicado pelo colunista Lauro Jardim, do Globo.
Em nota, Temer disse que "jamais" solicitou pagamentos para obter o silêncio de Cunha e negou ter participado ou autorizado "qualquer movimento" para evitar delação do correligionário. 
Mas o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirma que Michel Temer e o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) agiram "em articulação" para impedir o avanço da Lava Jato. "Verifica-se que Aécio Neves, em articulação, dentre outros, com o presidente Michel Temer, tem buscado impedir que as investigações da Lava Jato avancem, seja por meio de medidas legislativas, seja por meio de controle de indicação de delegados de polícia que conduzirão os inquéritos", afirma Janot.

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