01 junho 2017

Janot pede prisão do homem da mala de Temer, agora sem foro

 
247 - No mesmo dia em que Osmar Serraglio reassumiu o mandato na Câmara e deixou Rodrigo Rocha Loures sem foro privilegiado, a Procuradoria Geral da República protocolou no Supremo Tribunal Federal (STF) um novo pedido de prisão do homem da mala de Michel Temer.
Pedido anterior da PGR havia sido negado pelo ministro Edson Fachin sob o argumento de que ele estava no exercício de mandato.
Filmado pela Polícia Federal saindo de um restaurante em São Paulo com uma mala de R$ 500 mil de propina que recebeu da JBS, cujo destinatário seria Michel Temer, Rocha Loures fica agora cada vez mais perto de concretizar uma delação premiada.
Leia reportagem da Agência Brasil sobre o assunto: 
Janot pede ao Supremo prisão preventiva de Rodrigo Rocha Loures
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu, novamente, hoje (1º) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão preventiva do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), flagrado pela Polícia Federal (PF) recebendo uma mala com R$ 500 mil na Operação Patmos, investigação baseada na delação premiada da JBS.
O pedido foi feito após o ex-ministro da Justiça Osmar Serraglio voltar para o cargo de deputado federal. Com o retorno, Loures, que era suplente de Serraglio, perdeu o foro privilegiado.
No recurso, Janot afirma que a prisão de Loures é "imprescindível para a garantia da ordem pública e da instrução criminal". O procurador justifica que há no inquérito aberto pelo Supremo escutas telefônicas e outras provas que demonstram que Loures atuou para obstruir as investigações da Operação Lava Jato.
A decisão sobre o pedido de prisão será avaliada pelo ministro Edson Fachin, relator da delação da JBS no Supremo.
A Procuradoria-Geral da República havia feito, no dia 18 de maio, um pedido de prisão preventiva de Rocha Loures quando ele era deputado federal. No mesmo dia, Fachin negou o pedido, mas afastou o parlamentar do cargo, mantendo suas prerrogativas, como o foro privilegiado.

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