20 junho 2017

O dia D de Aécio Neves, que decidiu destruir o Brasil "só para encher o saco"

 
Minas 247 – A primeira turma do Supremo Tribunal Federal, composta pelos ministros Marco Aurélio Mello, Alexandre Moraes, Luis Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux, decidirá, nesta terça-feira 20, o destino do político que mais danos causou ao Brasil, em toda a sua história.
Sim, ele mesmo, o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG), que perdeu as eleições presidenciais de 2014, mas, inconformado com a derrota, agiu como uma criança mimada e decidiu se associar a um notório corrupto, o então deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para golpear a democracia brasileira.
Nessa aliança funesta, Aécio liderou a farsa sobre as chamadas "pedaladas fiscais" que culminou com o golpe parlamentar de 2016. Em 2015, lado a lado com Cunha, ele paralisou a agenda legislativa com as pautas-bomba e sabotou o início do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.
Como consequência dessa política do "quanto pior, melhor", milhões de brasileiros perderam seus empregos, a economia afundou mais de 10% e o Brasil tem hoje na presidência o governo mais corrupto de sua história, liderado por Michel Temer – "chefe da maior organização criminosa do Pais, segundo Joesley Batista, e também corrupto, de acordo com o relatório da Polícia Federal (leia aqui).
No governo Temer, Aécio passou a ter papel decisivo. Indicou vários ministros, o presidente da Petrobras e influiu até no comando da Vale, uma mineradora privada com sócios ligados às empresas estatais. Ganhou tanto poder que conseguiu pedir R$ 2 milhões em propinas à JBS em troca de nomeações na Vale.
No episódio, Aécio confidenciou ao empresário Joesley Batista que liderou sua cruzada moralista "só para encher o saco". O resultado dessa aventura é que o Brasil foi aniquilado, mas Aécio conheceu também a lei do retorno. Sua irmã, Andrea, foi presa, assim como seu primo Fred Pacheco, que vem sendo aconselhado pela família a delatá-lo.
Na terça-feira passada, a primeira turma do STF formou uma maioria de três votos a dois, que traz maus presságios para Aécio, ao julgar um habeas corpus impetrado por sua irmã. Com os votos de Rosa, Fux e Barroso, ela continuou presa. A se repetir o placar, Aécio terá se convertido de quase presidente a presidiário num prazo de pouco mais de dois anos.

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