Crack está presente em 106 cidades do RN



Pelo menos em 106 municípios potiguares as drogas circulam livremente. Essa é a constatação do Observatório do Crack, estudo idealizado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) que teve como objetivo traçar um perfil de quais e quantas cidades brasileiras convivem com a sombra dessas substâncias químicas. Além disso, a pesquisa visava ainda saber quantas dessas localidades mantêm centros de apoio direcionados ao tratamento dos dependentes químicos.
Apresentaram alto consumo de crack 29 municípios potiguares. A grande maioria foi enquadrada como consumo médio e 36 foram catalogados de baixa consumação da droga. Algumas cidades não informaram as respostas solicitadas pelo levantamento, inclusive Natal uma das únicas do estado que conta com o Centro de Atenção Psicossocial de Álcool e Drogas (Caps-ad).
Natal, assim como as demais capitais do país, está entre os principais municípios consumidores de entorpecentes. Para tentardiminuir a presença dos "zumbis do crack", a Secretaria Municipal de Defesa Social (Semdes) está realizando uma ação nas ruas da cidade e tentando diminuir a concentração desses usuários em um só local. Até o momento, o órgão já fiscalizou duas áreas: na avenida Juvenal Lamartine e no cruzamento das avenidas Prudente de Morais e Antônio Basílio.
"Além das reclamações informais, nós recebemos reclamações através do Ciosp (Centro Integrado de Operações da Segurança Pública)", declarou o secretário da Semdes, Carlos Paiva. Os profissionais da secretaria estão avaliando os principais pontos de encontro dos usuários. O trabalho de observação na Juvenal Lamartine constatou que os "rodeiros", que trabalham no sinal limpando carros, recebiam o dinheiro do motorista e depois seguiam para comprar pedras de crack. Somente neste local 16 pessoas foram abordadas porque estavam utilizando os canteiros para usar drogas, praticas sexo e explorar crianças e adolescentes. "Nenhum delas aceitou ser ajudada", disse o secretário.
A aceitação do trabalho da Semdes foi melhor no terreno baldio no cruzamento da Prudente com Antônio Basílio. Das 21 pessoas orientadas a deixar o local, três foram encaminhadas para o Albergue Municipal. "Lá, além de dormir, eles poderão ser inseridos em programas sociais", explicou Carlos Paiva. O órgão além de encaminhar os usuários socialmente, caso eles aceitem, também ajuda no trabalho da segurança pública. As pessoas encontradas nestas condições têm os dados avaliados pelo Ciosp, para saber se não há dívidas com a Justiça. "Eu peço que as pessoas não entregue o dinheiro no sinal. A maior parte dos rodeiros gastam tudo com droga", apela o titular da pasta.
Fonte: Diário de Natal

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Um comentário:

  1. Sobre violência - uma reflexão... Boa reflexão!
    O múnicípio por meio de seu gestor e dos órgãos competentes não tem demonstrado uma preocupação real com a situação vivenciada. Alguém já tomou conhecimento de uma ação do COMAD - Conselho Municipal Anti-droga? Alguém conhece um programa municipal para enfrentamento da situação a qual está tomando conta de parte de nossa juventude e de nossos adolescente? Será que as autoridades estão relacionando a grande maioria das mortes e de tantos outros delitos ao uso e tráfico de drogas?

    Se exite o problema e ele cresce diariamente, então por que nossas autoridades "competentes" não tomam as devidas providências?

    Será que a violência é romântica aos olhos de nossos gestores que parecem assitir tudo de camarote?

    Nós legisladores, de um modo geral, estamos cumprindo com o nosso papel de provocar, discutir e mostrar caminhos para modificar este quadro?

    A própria sociedade, está agindo para frear a situação ou está apenas esperando por alguém que parece esperar por todo mundo?

    E a família, qual seria o papel da família diante dos problemas que desfilam diante de nossos olhos?

    A igreja, qual seria o papel das igrejas independentemente de religião? Ela poderia atuar mais em relação a crescência da violência?

    E a escola, está de um modo geral cumpindo com sua função social ou está intimidada, inibida diante do quadro que assusta, de fato?

    Como agente de saúde tenho conversado com jovens e com as próprias famílias sobre o riscos das drogas e a relação dela com a violência, talvêz possa fazer mais, intensificar mais.

    Como parlamentar presidi uma audiência sobre a situação da violência e das drogas, talvêz tenha sido uma ação isolada, mas a prória sociedade se omitiu da discussão.

    Como parlamentar propus um total de R$ 100.000.00 no Orçamento Geral do Município para o Programa de Combate às Drogas, talvêz seja pouco, mas o Prefeito Municipal havia assegurado apenas R$ 8.000,00.

    UMA CERTEZA:

    O problema é sério e só se ameniza se houver o empenho do conjunto da sociedade. Unir a classe política, as igrejas, as escolas, e o povo em geral, é o caminho que se apresenta neste momento de aflição social.

    Vamos gritar, pois, a situação é gritante e requer que possamos ecoar nosso grito aos quatro cantos do mundo implorando que as autoridades possam adotar ações e projetos que assegurem dias melhores.

    Por Lucicláudio Bezerra

    Agente Comunitário de Saúde e Vereador de Santa Cruz-RN

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