26 junho 2016

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"Quando admiro a maravilha de um pôr-do-sol ou a beleza da lua, minha alma se expande em reverência ao Criador".

Meditando o Evangelho do dia

Anúncio do Evangelho (Lc 9,51-62)
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós!
PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
Glória a vós, Senhor!
Estava chegando o tempo de Jesus ser levado para o céu. Então ele tomou a firme decisão de partir para Jerusalém e enviou mensageiros à sua frente.
Estes puseram-se a caminho e entraram num povoado de samaritanos, para preparar hospedagem para Jesus. Mas os samaritanos não o receberam, pois Jesus dava a impressão de que ia a Jerusalém.
Vendo isso, os discípulos Tiago e João disseram: "Senhor, queres que mandemos descer fogo do céu para destruí-los?"
Jesus, porém, voltou-se e repreendeu-os. E partiram para outro povoado.
Enquanto estavam caminhando, alguém na estrada disse a Jesus: "Eu te seguirei para onde quer que fores".
Jesus lhe respondeu: "As raposas têm tocas e os pássaros têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça".
Jesus disse a outro: "Segue-me".
Este respondeu: "Deixa-me primeiro ir enterrar meu pai".
Jesus respondeu: "Deixa que os mortos enterrem os seus mortos; mas tu, vai anunciar o Reino de Deus".
Um outro ainda lhe disse: "Eu te seguirei, Senhor, mas deixa-me primeiro despedir-me dos meus familiares".
Jesus, porém, respondeu-lhe: "Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus".
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Defesa de Dilma usará confissão da líder do governo interino de Temer

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A presidente afastada Dilma Rousseff (PT) pretende usar em sua defesa do Senado as declarações da senadora Rose de Freitas (PMDB­-ES), líder do governo Michel Temer (PMDB), de que a petista não foi afastada por conta das pedaladas fiscais e sim por conta da crise política.
"Porque o governo saiu? Na minha tese, não teve esse negócio de pedalada, nada disso. O que teve foi um país paralisado, sem direção e sem base nenhuma para administrar. A população não queria mais e o Congresso também não dava a ela os votos necessários para tocar nenhuma matéria", disse a senadora em entrevista à rádio Itatiaia neste sábado (25).
O ex-ministro José Eduardo Cardozo, que defende Dilma no processo de Impeachment no Senado, afirmou à Folha (leia aqui) que vai anexar a transcrição das falas de Rose de Freitas na defesa da presidente afastada.
Para Cardozo, as declarações de fala de Rose provam que houve "desvio de poder" na abertura do processo de impeachment.
"A senadora foi muito transparente. Até porque, de fato, sendo presidente da Comissão Mista do Orçamento, estudou profundamente a matéria. É a prova, portanto, que não há fundamento para o impeachment, reforçando a tese da existência do desvio de poder que alimenta esse processo desde o início", disse Cardozo ao jornal paulista.
Para Cardozo, o discurso da senadora é uma importante prova da defesa e pode auxiliar na busca dos senadores que faltam para impedir a consumação do golpe. Dilma precisa de 26 votos para não ser definitivamente cassada. Na primeira etapa do processo, a petista teve 22 em seu favor.
Na entrevista, A senadora ainda fez uma crítica velada a Michel Temer: "Eu, como presidente, não levaria ninguém que tivesse qualquer processo, ainda que a pessoa fosse inocente, eu esperaria o tempo para ela se comprovar inocente para depois voltar ou ser nomeada".
Rose se refere aos três ministros que foram demitidos após envolvimento com as investigações da Lava Jato, Romero Jucá (Planejamento), Fabiano Silveira (Transparência) e Henrique Eduardo Alves (Turismo).

Léo Pinheiro, da OAS: Aécio cobrou propina de 3% na Cidade Administrativa

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Citado em inúmeras delações da Lava Jato, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que atirou o País no abismo ao não aceitar o resultado eleitoral de 2014 e criar as condições para um golpe parlamentar contra a presidente Dilma Rousseff, está prestes a sofrer o mais duro golpe de sua carreira política, segundo informa a jornalista Bela Megale, na manchete deste domingo da Folha de S. Paulo (leia aqui).
Aécio será delatado, com base em documentos, por Léo Pinheiro, ex-presidente e sócio da OAS. De acordo com a delação, Aécio cobrou 3% de propina nas obras da Cidade Administrativa do governo Mineiro, a maior obra dos seus governos, em Minas.
Léo Pinheiro afirmou, ainda, como eram pagas as propinas, por meio de Oswaldo Borges da Costa, ex-presidente da Codemig. Oswaldinho, como ele é conhecido em Minas, é o tesoureiro informal das campanhas de Aécio e também casado com uma prima de Gilberto Faria, padrasto do senador. É ele também o dono do avião usado por Aécio em seus deslocamentos.
Ao todo, a obra custou R$ 1,3 bilhão e foi licitada pela Codemig, presidida pelo tesoureiro de Aécio. Como a OAS recebeu R$ 102,1 milhões, os 3% da suposta propina seriam equivalentes a pouco mais de R$ 3 milhões. Se todas as empreiteiras tiveram pago a mesma propina, seriam R$ 390 milhões.
Segundo Aécio, as acusações são "falsas e absurdas".

DCM: "Romário perdeu a máscara de político sério"

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O jornalista Paulo Nogueira, do Diário do Centro do Mundo (DCM), publica uma Carta aberta ao senador Romário (PSB-RJ) em que desnuda a chantagem do Baixinho para conseguir um cargo no governo Michel Temer. "O senhor deu um drible na democracia e na integridade ao sugerir que poderia dizer não, em vez de sim, na sessão decisiva sobre o impeachment de Dilma", escreve o missivista.
Para Nogueira, a estratégia de Romário é semelhante ao do senador mineiro Zezé Perella, que após a votação do impeachment mandou petardo contra Temer indicando que ele estava na mão do Senado. "Mais do que uma contagem matemática, ele deu um recado. Ou fez uma chantagem. Poucos dias depois, o filho de Perrella recebeu um cargo na CBF. Perrellinha estava, ou está, tão envolvido no escândalo do helicoca quanto seu pai. Nominalmente, era o dono do helicóptero".
Para Nogueira, Romário simboliza uma política putrefata e será lembrado pela posteridade como um político desprezível. E provoca: "Antes de me despedir, lembro que ainda esperamos os devidos esclarecimentos sobre aquela conta milionária na Suíça que você disse que não era sua: ficou mal contada a história".

25 junho 2016

Conjunto habitacional em Jardim de Piranhas já está com a iluminação pronta

A prefeitura de Jardim de Piranhas está fazendo os últimos ajustes para entregar as casas do conjunto habitacional Prefeito José Henrique de Araújo, no próximo dia 01 de julho. Na noite deste sábado 25, foi testado a iluminação publica do conjunto."Estamos fazendo o máximo de esforço para deixar tudo pronto para este dia que vai ficar na história de Jardim de Piranhas, várias obras serão entregues e outras ficarão prontas ainda este ano. Mesmo em tempo de muita dificuldade, a nossa administração vem se empenhando para oferecer sempre o melhor para os jardinenses". Disse Elídio Queiroz.
Além do conjunto habitacional, Elídio quer entregar a praça de eventos, postos de saúde e ruas pavimentadas. No mesmo dia será dada ordem de serviço para outras obras a serem realizadas no município.

COMUNICADO

A Paróquia Nossa Senhora dos Aflitos, comunica aos casais que se inscreveram para participarem da Jornada Matrimonial, que hoje, logo após a Celebração da Santa Missa, terão sua primeira reunião, encerrando-se amanhã às 12h.
"O matrimônio cristão é coisa de três, o homem, a mulher e Deus. O que é impossível tantas vezes para o casal humano, Deus – que também faz parte desse matrimônio – o faz possível".
Boa sorte!

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Passando pelo Sítio Olho D'Água/RN, terra mãe dos meus avós por parte da minha mãe, recordei uma parte da minha infância, "Casa dos Pacientes", frente e oitão, me lembrei das vezes que subi no sótão e brincava, tempo bom que não volta mais...
 

Acompanhe o Papa Francisco na Armênia!


Temer elogia Cunha: não me atrapalha em nada

Lula Marques/ Agência PT: <p>Brasília- DF 01-07-2015- Vice-Presidente Michel Temer, Eduarado Cunha, Renan Calheiros, Presidente do PT, Rui Falcão durante posse da presidente do PCdoB, Luciana Santos. Foto: Lula Marques/ Agência PT</p> 
Na semana passada, o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) se tornou réu novamente no Supremo Tribunal Federal, desta vez por 11 votos a zero, mas recebeu elogios do interino Michel Temer, que, ontem, concedeu uma entrevista fechada a cinco jornais.
"Falo com ele, esteve comigo há umas três semanas. Fizemos análise do quadro dramático que ele vive. Mas ele não me atrapalha em nada. Aqui no Brasil temos esse preconceito. Acham que não se pode falar com ninguém", disse Temer.
Cunha, como se sabe, é investigado por ter mantido várias contas no exterior e por ter se beneficiado de esquemas de desvios em obras públicas e em projetos financiados pelo FI-FGTS. Graças ao golpe parlamentar capitaneado por Cunha, Temer hoje é presidente provisório.
Na mesma entrevista, o interino também disse que a Lava Jato não deve se prolongar indefinidamente. "Eu acho que ela deve prosseguir enquanto houver eventuais irregularidades. Mas, num dado momento, o país não pode ficar dez anos nessa situação. Mas, evidentemente, ela deve manter-se enquanto houver irregularidades", afirmou. "As instituições estão funcionando de uma tal maneira que há pessoas presas, pessoas processadas, pessoas investigadas. E dia a dia até muitas vezes aumenta. Então, acho que isso, ao contrário, deveria dar muita confiança para dizer o seguinte: olha aqui, o Brasil está sendo, para usar uma expressão rotineira, passado a limpo."
Temer também deixou claro que aumentos de impostos virão após a eventual aprovação do impeachment no Senado; "Economia é assim. Você tem que fazer readequações, mas fa-las-á no tempo certo".

Meirelles desmonta tese de Temer sobre herança

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Diferentemente do que afirmou o presidente interino Michel Temer, que reclamou, em entrevista à imprensa, de uma suposta herança maldita, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, desmontou, em nota, nesta sexta-feira (24), a tese do chefe.
"A situação do Brasil é de solidez e segurança porque os fundamentos são robustos. O país tem expressivo volume de reservas internacionais e o ingresso de investimento direto estrangeiro tem sido suficiente para financiar as transações correntes. As condições de financiamento da dívida pública brasileira permanecem sólidas neste momento de volatilidade nos mercados financeiros em função de eventos externos. O Tesouro Nacional conta com amplo colchão de liquidez", afirmou Meirelles, a despeito do resultado do plebiscito realizado no Reino Unido, que decidiu pela saída do país da União Europeia.
Segundo o ministro, "a dívida pública federal do Brasil é composta majoritariamente de títulos denominados em reais". Além disso, frisou ele, "o governo anunciou medidas fiscais estruturantes de longo prazo". "A recente melhora nos indicadores de confiança e na percepção de risco do país reflete essas ações. Nesse contexto, o Brasil está preparado para atravessar com segurança períodos de instabilidade externa", reforçou.
A nota de Henrique Meirelles derruba a declaração dada por Temer mais cedo. "Recebi uma herança mais complicada do que eu imaginava", disse Temer, como se não fizesse parte do governo Dilma Rousseff, no qual seu partido detinha o comando de sete pastas.

Veja confirma: Valério irá delatar Aécio Neves

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Uma nota publicada na coluna Radar deste fim de semana aponta que o empresário Marcos Valério de Souza, pivô do chamado "mensalão", irá delatar o senador Aécio Neves (PSDB-MG), presidente nacional do PSDB; "Valério deve falar sobre a suposta tentativa de Aécio Neves (PSDB) de maquiar documentos do Banco Rural na CPI dos Correios, revelada por Delcídio do Amaral", diz o texto; delação também deve atingir o senador Clésio Andrade (PMDB-MG), que é presidente da Confederação Nacional dos Transportes.

24 junho 2016

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Em Jardim de Piranhas, a cada fim de tarde o céu ganha um novo tom, com mistura de cores, mistura de pensamentos...
Bom dia Amigos meus de verdade!
 

Papa na Armênia: "Eu venho à vossa terra abençoada para fortalecer a nossa comunhão"

O Papa Francisco viaja à Armênia de sexta-feira 24 a domingo, 26 Junho. Esta será a 14ª viagem apostólica (fora da Itália) do seu pontificado, e na Armênia será o seu 22º país a visitar. Após ter ido a Albânia e a Bósnia, o Papa realiza uma nova viagem à periferia da Europa, num pequeno Estado. Mas o quadro desta viagem é bastante diferente: trata-se, desta vez, de prestar homenagem à fé cristã de uma nação mártir profundamente enraizada na fé.
"Eu venho à vossa terra abençoada para fortalecer a nossa comunhão, avançarmos em direção à reconciliação e deixar-nos animar pela esperança" disse o Santo Padre, numa vídeo-mensagem divulgada nesta quarta-feira ao povo armênio.
A santa Missa dos mártires da Armênia celebrada na Basílica de São Pedro a 12 de Abril de 2015, com a presença dos líderes de todas as igrejas da Armênia permanece na memória.
Francisco será recebido como um amigo. Ele nunca visitou o país, mas conheceu muitos armênios na Argentina, considerada a 10ª nação na diáspora, com cerca de 130.000 descendentes de armênios.
O Papa seguirá os passos de João Paulo II que visitou a Armênia em 2001, mandou construir um hospital na região Gyumri, cidade devastada por um terremoto alguns anos antes.
A irmandade entre o Vaticano e a Armênia está enraizada na história trágica desta nação durante o "Medz Yeghern", o "Grande Mal", como tem sito chamada a dizimação de armênios, de 1915, em que numerosas famílias armênias foram recebidas em Castel Gandolfo, sob a proteção do Papa Bento XV. Francisco reencontrará alguns dos seus descendentes, que mantêm um grande reconhecimento pela ação protectora da Igreja de Roma.

José Henrique, seus ensinamentos vão permanecer vivos na minha memória...

Observai o Evangelho de Jesus "Todos por um e um por todos".
Nossa bandeira é a da paz, sua cor é branca. Nela se estampa apenas as palavras que dizem tudo: "Amor e fraternidade"...

Renan fecha com Temer e faz jantar para Meirelles

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O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), voltou a operar alinhado com o governo do presidente interino Michel Temer.
Segundo a colunista Mônica Bergamo, ele convidou senadores para um jantar em sua residência com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, na próxima semana.
A articulação, no entanto, já conta com baixas no PMBD: "Dispenso comida indigesta. Esse cardápio, de entrega da soberania nacional, tendo os direitos sociais dos trabalhadores como sobremesa, não me apetece", diz o senador Roberto Requião (PMDB-PR).

Lula vai ao Supremo por direito de resposta no JN

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O ex-presidente Lula apresentou reclamação no Supremo Tribunal Federal contra a TV Globo, mais especificamente contra uma reportagem do Jornal Nacional. A defesa do ex-presidente afirma que ele não teve direito de resposta numa reportagem exibida em 10 de março. A reclamação será analisada pelo ministro Edson Fachin.
A matéria tratava de uma denúncia feita por três promotores de Justiça do Ministério Público de São Paulo contra Lula, a mulher dele, Marisa Letícia e mais 14 pessoas. A reportagem narrava a acusação do MP de que Lula ocultou patrimônio no caso do triplex no Guarujá (SP) e informava sobre o pedido de prisão preventiva do ex-presidente feito pelos três promotores.
Segundo a defesa de Lula, a reportagem "sequer deu a oportunidade ao reclamante de apresentar sua versão dos fatos". Ao STF, Lula pede que seja concedida a liminar para determinar à TV Globo que divulgue, no Jornal Nacional, a sua resposta.
Os advogados de Lula citam a decisão do STF na ADPF 130 que, em 2009, declarou inconstitucional a Lei de Imprensa e, com isso, eliminou também a regulação infraconstitucional do direito de resposta. "O direito de resposta não garante apenas os direitos da personalidade, mas assegura a todos o exercício do direito à informação exata e precisa", afirmou.

23 junho 2016

Palavras do Papa Francisco

"Peço que rezem por mim, pois amanhã irei como peregrino à Armênia, a primeira entre as nações a acolher o Evangelho de Jesus".

Padre João Maria de Jardim de Piranhas/RN

Nasceu em Jardim de Piranhas – RN, na Fazenda Logradouros a 23 de junho de 1848, onde sua mãe veio a lhe chamar João por causa da sua devoção a São João. Seus pais foram Amaro Cavalcanti Soares de Brito e Ana de Barros Cavalcanti de Brito. Entrou no Seminário de Olinda (PE), aos 13 anos. Ordenou-se sacerdote no Seminário de Prainha em Fortaleza (CE) no dia 30 de novembro de 1871. Celebrou a sua primeira Missa em Caicó, sua terra natal. Assumiu a Paróquia de Nossa Senhora da Apresentação em Natal (RN) em 07 de agosto de 1881. Passou 24 anos como vigário desta Paróquia. Seu zelo sacerdotal e a fidelidade à vocação, fizeram de sua caminhada um exemplo para todos, onde a oração e o serviço ao próximo foram o centro de sua vida. Foi um padre de vida espiritual intensa, conseguindo grande frequência de fiéis aos atos religiosos. Junto aos poderes públicos obteve um terreno para construir uma nova Igreja. Hoje nesse terreno está erguida a Catedral de Nossa Senhora da Apresentação em Natal (RN). Durante seu ministério em Natal houve vários períodos de seca e grande epidemia de varíola no estado, causando grande emigração do interior para a capital, o que o motivou a ser além de sacerdote, médico, enfermeiro e amigo, levando conforto espiritual (os sacramentos e a catequese) e o apoio material de tudo o que podia dispor, para aliviar o sofrimento dos que sofriam. tinha como lema: "Tudo para todos".

A Eduardo Cunha, só restou a delação premiada

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Réu pela segunda vez no Supremo Tribunal Federal, e novamente por unanimidade, numa votação em que perdeu por 11 a zero, o presidente afastado da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pôde se dar conta, no dia de ontem, de que suas possibilidades jurídicas estão praticamente esgotadas.
Réu por corrupção e lavagem de dinheiro, acusado de receber propinas em negócios internacionais da Petrobras e também de manter várias contas e trustes no exterior, Cunha fatalmente será condenado à prisão pelo resto de sua vida. Seus recursos e de suas empresas, como a Jesus.com, já estão bloqueados. Para piorar, o Supremo também aceitou o desmembramento das ações contra sua família – o que significa que sua esposa Cláudia Cruz e sua filha Danielle Dytz serão julgadas pelo juiz Sergio Moro do Paraná, o que também deve acontecer com Cunha, caso sua cassação, que hoje parece inevitável, seja aprovada.
Chamado de "batalhador político e jurídico" pelo interino Michel Temer, em sua entrevista a Roberto D'Ávila, Cunha tem hoje uma única saída para aliviar suas penas: buscar um acordo de delação premiada, em que revele os nomes de todos os políticos favorecidos por seus esquemas.
Parece evidente, por exemplo, que quando recebia R$ 52 milhões de uma empresa como a Carioca Engenharia, Cunha não utilizava esse dinheiro apenas para si. Com essa montanha de dinheiro, ele comprava parlamentares, financiava campanhas e também cooptava aliados na cúpula do PMDB. E vale dizer que o esquema da Carioca era apenas um dos esquemas de Cunha.
Com tanto dinheiro, Cunha se tornou capaz de controlar 55% dos votos na Câmara, produzindo, assim, o dia da infâmia, que foi a votação de 17 de abril deste ano, que abriu espaço para o golpe parlamentar em curso no Brasil. Cunha se orgulha de ter afastado a presidente Dilma Rousseff e o PT do poder, mas, se não decidir entregar seus comparsas, seu destino será muito pior.

Lindbergh será líder do bloco anti-Temer


: Até aqui divididos em dois blocos formais, senadores de oposição ao governo Temer decidiram atuar numa frente única que terá como líder o petista Lindbergh Farias. Além de somarem forças para tentar derrotar o impeachment, o novo bloco terá como prioridade combater as medidas neo-liberais do governo interino e denunciar o desmonte de políticas sociais e instituições democráticas. Afora o combate ao golpe, a primeira batalha legislativa já tem nome: será o "levante contra a MP do mal", a medida provisória que fixa teto para o gasto público nos próximos 20 anos e suprime a vinculação de receitas para Saúde e Educação.
- Ela é a MP do mal porque promoverá um retrocesso intolerável, aumentando a pobreza, restringindo direitos e restaurando a desigualdade que conseguimos reduzir nos últimos anos. É do mal também porque pretende fixar na Constituição uma medida de política econômica que Temer pode ter a pretensão de adotar para seu governo mas não pode impor aos futuros governantes. Em nenhuma democracia do mundo isso seria objeto de emenda constitucional – diz Lindbergh.
O "núcleo duro" do bloco é composto pelos 22 senadores que votaram contra o afastamento da presidente Dilma mas já conta com adesões de senadores que votaram a favor. Dele fazem parte as bancadas do PT, PC do B e PDT e, individualmente, senadores do PSB (João Capiberipe e Lídice da Mata), Rede (Randolfe Rodrigues) e até do PMDB (Roberto Requião). No curso das votações de propostas do governo Temer o bloco espera ganhar adesões de senadores governistas que não estão dispostos a chancelar todas as propostas do Planalto. Até ontem, a oposição formava dois blocos: o PT-PDT e o PSB-PC do B-Rede.
Uma assessoria técnica qualificada e multidisciplinar, com especialistas em várias áreas, chefiada pelo embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, está sendo montada por Lindbergh para assessorar a liderança e o bloco anti-Temer no enfrentamento da agenda neo-liberal do Governo, que deve inclinar-se ainda mais à direita se o impeachment de Dilma for confirmado em agosto. É Samuel que aponta os embates mais importantes que estão no horizonte.
- Nossa tarefa será produzir a análise crítica das medidas nefastas que estão sendo anunciada, denunciar seus efeitos e apresentar alternativas. Esta PEC sobre o gasto público congelado é desastrosa. Se for aprovada, produzirá uma devastação social. Se o teto de gastos proposto tivesse sido adotado em 2006, por exemplo, hoje o orçamento de Saúde teria R$ 37 bilhões a menos e o da Educação seria menor em R$ 72 bilhões. Imagine-se em 20 anos de continuado congelamento do gasto público nestas áreas, como se a população não crescesse e as demandas não aumentassem! Uma medida tão drástica nunca foi imposta sequer pelo FMI. Os pobres ficarão mais pobres e todo o crescimento futuro da economia será destinado aos bancos, aos financistas e aos segmentos mais abastados.
No Brasil, diz o embaixador, segundo dados da Receita Federal, 71 mil pessoas, no topo da pirâmide renda, ganham mais que 160 salários mínimos mensais. Ou seja, R$ 1,4 milhão por mês. Dois terços destes rendimentos são isentos de tributação pois derivam de rendimentos e ganhos de capital. "Se o governo taxasse esta renda em apenas 10%, arrecadaria no mínimo R$ 20 bilhões anuais, e com isso poderia evitar muitas das maldades que estão prometidas aos brasileiros". Mas a criar impostos, o governo prefere congelar o gasto e cortar direitos.
Segue-se a lista de maldades já mencionadas por autoridades do governo:
- Reforma da Previdência, com fixação de idade mínima de 65 anos para aposentadoria.
- Fim do abono do Pis-Pasep e restrições de acesso aos benefícios da LOAS para idosos sem previdência e deficientes pobres. Nos dois casos, renda per capital familiar de um quarto do salário-mínimo. Ou seja, pessoas muito pobres mesmo. O benefício será desatrelado do salário-mínimo.
- Reforma trabalhista, com prevalência dos pontos negociados sobre as garantias legisladas, ou seja, postas em lei. Aprovação, pelo Senado, da nova regra para terceirização de mão-de-obra, já aprovada por Eduardo Cunha na Câmara.
- Abertura do pré-sal e mais privatizações.
- Mudanças na regra de demarcação de terras indígenas e quilombolas.

- Flexibilização das regras ambientais.
- Supressão do subsídio à energia de consumo doméstico.
- Desmonte das políticas para a agricultura familiar.
A lista não se esgota aqui e muitas propostas só devem ser apresentadas se Temer for efetivado. "Estamos diante de um governo que comunga do culto ao mercado. Da crença de que, reduzindo o Estado e atraindo capitais para investimento, todas estas milhões de famílias que hoje dependem da ação governamental terão seus problemas resolvidos pelo mercado. Essa gente finge desconhecer a realidade social brasileira".
Lindbergh fará nesta quinta-feira seu primeiro pronunciamento como líder da oposição, atacando toda esta agenda que, segundo Temer, será facilmente aprovada pelo Congresso. É para este enfrentamento que a oposição se arma e se prepara.

Dilma: 'Agenda da esquerda deve ser defesa integral da democracia'

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A presidente eleita Dilma Rousseff concedeu uma entrevista exclusiva a Antonia Pellegrino, do Mídia Ninja, em que definiu como sua "maior prioridade neste momento" a defesa da democracia contra o golpe que está em curso e defendeu que a agenda da esquerda e das forças democráticas brasileiras vá na mesma linha.
"A maior prioridade neste momento é defender a democracia contra o golpe que está em curso. Ao agir para impedir a interrupção ilegal do mandato que me foi conferido pela população, estou defendendo, como é minha obrigação, a Constituição e o direito dos cidadãos e das cidadãs de escolherem, por voto livre e secreto, seu governante, e lutando para que o programa de governo vencedor nas últimas eleições seja efetivamente implementado", declarou.
Para ela, "a agenda da esquerda e das forças democráticas brasileiras, devido ao golpe, tem de ser uma defesa integral da democracia".
Dilma disse ver um comportamento misógino em meio ao processo de impeachment e faz críticas à imprensa. "Embora seja difícil mensurar o quanto, é inegável que proliferaram argumentos e comportamentos misóginos ao longo de todo esse processo de impeachment. Um olhar crítico sobre a imprensa brasileira vai encontrar matérias afirmando meu desequilíbrio, minha dificuldade em lidar com situações difíceis, e tratando de forma pouco crítica adesivos e panfletos machistas e inaceitáveis em um País civilizado contra qualquer mulher".
"Estar sob a liderança de uma mulher, receber comando de uma mulher, ser dirigido por uma mulher ainda é uma novidade que incomoda e perturba a ordem supostamente natural da sociedade em nossos países. No caso do Brasil, o estranhamento é ainda maior, pois eu fui a primeira a ocupar este cargo", observou a presidente. "Nossas sociedades somente serão mais justas se incorporarem a igualdade de gênero como um valor inquestionável", ressaltou.
Leia aqui a íntegra.

22 junho 2016

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Precisa da ajuda de Deus?
Ele quer ajudar você. Comece agora seu relacionamento com Deus.

Supremo julga hoje nova denúncia contra Cunha

: <p>Presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, em coletiva de imprensa, em Brasília 05/05/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino</p> 
O Supremo Tribunal Federal (STF) deve julgar hoje (22) denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por supostas contas atribuídas a ele na Suíça. A partir das 14h, os ministros vão decidir se abrem a segunda ação penal contra o parlamentar nas investigações da Operação Lava Jato.
A denúncia foi apresentada em março pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Em outubro do ano passado, o Ministério Público da Suíça enviou ao Brasil documentos que mostram a origem de aproximadamente R$ 9 milhões encontrados nas contas atribuídas a Cunha.
De acordo com os investigadores da Lava Jato, os valores podem ser fruto do recebimento de propina em um contrato da Petrobras na compra de um campo de petróleo no Benin, na África, avaliado em mais de US$ 34 milhões.
A mulher de Cunha, Claudia Cruz, também foi citada na ação, mas a parte da investigação que envolve os parentes do deputado foi enviada ao juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba. A denúncia contra Claudia foi recebida no dia 9 de junho.
Ontem (21), Eduardo Cunha voltou a afirmar que está "absolutamente convicto' de que não mentiu à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras quando prestou esclarecimentos sobre denúncias de participação no esquema investigado pela Lava Jato.
No último dia 14, o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou pedido de cassação do mandato de Cunha por quebra de decoro parlamentar. Ele é acusado de ter mentido, em depoimento à CPI, sobre contas no exterior.
Cunha já responde a uma ação penal no Supremo, na qual é acusado de receber US$ 5 milhões de propina por um contrato de navios-sondas da Petrobras. Na terceira e mais recente denúncia que chegou à Corte, ele é acusado de cobrar propina para liberar verbas do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS ) para construtoras nas obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro.
Fonte: Andre Richter - Repórter da Agência Brasil 

Temer admite golpe, adia reformas, nega processo a Machado e elogia Cunha

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O interino Michel Temer concedeu uma entrevista reveladora ao jornalista Roberto D'Ávila, na noite de ontem, na Globonews. Num ato falou, admitiu a existência de um golpe contra a presidente Dilma Rousseff. Numa inconfidência, revelou que só tomará medidas duras, como aumentos de impostos e da idade mínima para a aposentadoria, após a segunda votação no Senado. E, numa demonstração de certo receio, sinalizou que não irá processar Sergio Machado, o ex-presidente da Transpetro que o acusa de pedir doações oriundas de propina para a campanha de Gabriel Chalita, em 2012.
O ato falho ocorreu quanto Temer explicou por que impede que a presidente Dilma Rousseff utilize o avião presidencial em seus deslocamentos. Ele afirmou que ela "utiliza o avião, ou utilizaria, para ir fazer campanha denunciando o golpe", sem falar em "suposto golpe" ou "o que ela considera ser um golpe".
"A senhora presidente tem o palácio da Alvorada, tem o palácio do Torto, tem avião para se locomover para o seu estado. Sim, porque, convenhamos, ela não está no exercício da presidência, portanto não tem atividades de natureza governamental", disse ainda Temer, que também afirmou que "jamais faltou comida" para a presidente afastada – numa referência ao bloqueio dos cartões de crédito do Alvorada.
Plebiscito sobre novas eleições
Temer também questionou a tese sobre novas eleições, defendida por setores do PT e pela própria presidente Dilma Rousseff. 
"Eu não acho útil para a senhora presidente. Porque, no instante em que ela diz que aceita um plebiscito para eleições, é porque ela deseja voltar para depois não governar. Não é útil porque, se vai voltar para depois convocar eleições, então é porque não quer governar", disse Temer.
Na verdade, o que se busca, com o plebiscito, é apenas uma saída democrática para o País, que devolva à população um governo com legitimidade. A tese de novas eleições também já é defendida pela maioria do povo brasileiro, como comprovam pesquisas de opinião já realizadas.
Reforma da previdência
Na entrevista, Temer também explicitou a lógica de seu governo. Na interinidade, benesses para os aliados. Após o impeachment, medidas duras, como o aumento de impostos e da idade mínima para aposentadoria.
"Então certas questões que neste momento ainda não deu tempo de tratar, eu tratarei depois. A questão da reforma da Previdência. Acho que eu só poderei pleitear uma reforma da Previdência se tiver a efetivação", afirmou. Ele também disse que não pensou em elevar impostos "ainda".
Caso Sergio Machado
Citado na delação de Sergio Machado, ex-presidente da Transpetro que o acusa de pedir uma doação oriunda de propina para Gabriel Chalita, Temer também disse por que não irá processar seu acusador.
"O que ele [Machado] mais deseja é isso. [...] Ele quer polarizar com o presidente da República. Eu não vou dar esse valor a ele. Eu não falo para baixo", afirmou o peemedebista.
Ao comentar a situação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acusado de manter diversas contas no exterior, Temer disse que o correligionário "está se defendendo como pode" e que é "batalhador no campo político e no campo jurídico."

21 junho 2016

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Para todos aqueles realmente capazes de ver, a fotografia tirada por você, representa o testemunho da sua existência.

Lula: "vamos começar uma nova experiência política neste país"

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O ex-presidente Lula participou, nesta segunda-feira (20), na Fundição Progresso, do lançamento da pré-candidatura da deputada federal Jandira Feghali (PC do B) à prefeitura do Rio de Janeiro.
Abaixo os principais trechos do discurso do petista:
"Esta será a primeira eleição sem financiamento empresarial de campanha. Vamos começar uma nova experiência política neste país. Vamos ter que provar que a nossa militância e o compromisso com a verdade são mais importantes do que a dinheirada que a classe empresarial colocava na campanha";
"A gente vai aprender a valorizar o trabalho de base";
"Nada será mais fictício. Não haverá programa de TV como filme, não será cenário de filme. Será a nossa candidata conversando olho no olho com cada mulher e homem do Rio";
"Se alguém tem vergonha das Olimpíadas, eu tenho orgulho";
"A medalha mais importante que vamos ganhar é mostrar ao povo do mundo que vem aqui que somos cidadãos e cidadãs que sabemos respeitar o outro"
"Governador e prefeito, não escondam os pobres. Mostrem a cara do nosso povo";
"Quero terminar dizendo pra vocês: será com muito orgulho e prazer que em algum momento a partir das convenções estaria aqui no Rio fazendo campanha para aquela pessoa que eu acho que será melhor para a cidade."

Globo vê Aécio no banco com alto teor de propina

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Minas 247 – A descoberta de que a Odebrecht mantinha um banco no exterior, em sociedade com o grupo Petrópolis, da cervejaria Itaipava, para realizar pagamentos de natureza política, pode esclarecer o conteúdo do listão da empreiteira, apreendido na Operação Xepa, uma das etapas da Lava Jato.
Com o vazamento da lista, surgiram indícios de que a Odebrecht distribuiu pelo menos US$ 117 milhões para o pagamento de propina entre 2008 e 2014. A novidade é que, agora, o operador Vinícius Veiga Borin revelou que a compra do Meinl Bank, pela Odebrecht e pelo empresário Walter Faria, do grupo Petrópolis, visava facilitar o pagamento de propinas.
Na reportagem desta segunda-feira, o jornal O Globo cita Aécio como um dos beneficiários dessas doações. "O delator não envolve diretamente a cervejaria no esquema, só informa que era sócia da Odebrecht no banco e que distribuidoras de bebidas ligadas ao grupo Petrópolis fizeram doações eleitorais. Na 23a. etapa da Lava-Jato, foi achada com um diretor da Odebrecht planilha em que essas empresas aparecem fazendo doações a políticos, entre eles Aécio Neves (PSDB-MG)."
O Globo se refere à empresa Leyroz, que doou R$ 1,6 milhão a Aécio e ao PSDB em 2010, no ano em que ele concorreu ao Senado Federal, após dois mandatos como governador de Minas (saiba mais sobre o caso aqui). À época, Aécio declarou que as doações foram legais e declaradas ao Tribunal Superior Eleitoral.

Cunha vai renunciar

: <p>Presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, em coletiva de imprensa, em Brasília 05/05/2016 REUTERS/Ueslei Marcelino</p>
Não é fácil abandonar a mansão da presidência da Câmara dos Deputados e a mordomia estimada em mais de 500 mil reais por mês e o poder inerente ao cargo, mas se quiser preservar seu mandato, a sua liberdade de ir e vir e a sua fortuna, Eduardo Cunha terá que renunciar.
É a concessão que teve de fazer dentro de um acordo costurado por Temer, que não consegue governar com a bagunça que virou a Câmara e que será o principal prejudicado se Cunha for cassado e, em consequência, preso na Operação Lava Jato e virar delator premiado.
Dada a sua importância no cenário político, onde é um protagonista de peso, somente uma delação robusta, implicando outros protagonistas, poderá livrá-lo da humilhação de ficar atrás das grades, com todo o desconforto que isso proporciona.
Não há dúvida que Temer está mais preocupado com a votação de Cunha na Câmara do que com a do impeachment no Senado, pois o conteúdo de sua provável delação poderá implicar na perda de ministros, da sua governabilidade e até no fim prematuro do seu governo.
Mas somente a renúncia não seria o bastante para Temer colocar Eliseu Padilha em campo atrás de votos para Cunha.
Ele teve também de abrir mão de fazer seu sucessor, condição exigida pelo PSDB para continuar apoiando o governo Temer e ajudá-lo a preservar o mandato de Cunha.
De acordo com esse roteiro, os tucanos têm tudo para eleger o próximo presidente da Câmara, em parceria com o PT, alijando a tropa de Cunha do poder. Na atual conjuntura, o presidente da Câmara é o primeiro na linha de sucessão de Temer, que não tem vice. Qualquer coisa que aconteça com ele, o PSDB poderá chegar à tão sonhada presidência da República.
Manter Cunha longe de Curitiba é o principal objetivo de Temer nesse momento. Não só por gratidão, pois Cunha foi imprescindível para levá-lo ao poder, mas por medo do que poderá acontecer.
No entanto, se Temer está nas mãos de Cunha, Cunha também está nas de Temer.
Nem o governo Temer resiste a uma delação premiada de Cunha, nem Cunha evita a prisão se Temer não se empenhar por ele, colocando à disposição dos senhores deputados tudo o que a máquina de governo pode oferecer para desencorajá-los a destruir Cunha.
Para início de conversa, Cunha tem a seu lado os tais "151 deputados" que ele poderia denunciar. Claro que, para se salvarem, eles precisam, antes, salvar Cunha.
Além deles, há, no entanto, (se o número for esse mesmo) 362 votos em disputa, 257 dos quais bastam para cassar Cunha. Convencer 106 deputados a apoiarem Cunha é a missão (quase impossível) de Padilha, pois a opinião pública não vai perdoá-los, se descobrir quem são.
Nada indica que, se não for cassado Cunha receberá anistia do STF, que o afastou da presidência e do mandato por tempo indeterminado, mas, mesmo se continuar afastado, como pato manco, em casa, não correrá o risco de ser preso até 2018, pois o STF não manda prender parlamentares a não ser em flagrante e os crimes de Cunha, até onde se sabe, estão no passado pretérito.
Desse modo, aguentando-se até à próxima eleição, poderá se candidatar de novo e, graças à sua eficiente máquina eleitoral (e aos votos de cabresto que tem, ao que parece, na Baixada Fluminense e junto ao eleitorado evangélico) poderá se reeleger e assim continuar protegido pelo foro privilegiado do STF, onde os processos tendem a se arrastar ad infinitum.
A vantagem para Cunha, além disso, é que, ao renunciar e se recolher à sua caverna dourada ele sai dos holofotes da imprensa, podendo desfrutar de um saudável quase anonimato, o que favorece negociações de bastidores.
Não se sabe se a sua renúncia será suficiente para aplacar o ódio que os brasileiros nutrem em relação a ele, mas ele não tem outra escolha.
Ou renuncia já ou faz as malas para Curitiba.

20 junho 2016

MINHA FOTO MINHA ARTE!

A bondade é o pilar que sustenta a grandiosidade, por isso dizemos que para ser grande é preciso estar ao lado das pessoas, e não acima.

Empresário que citou Temer desiste de delação

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Um dos donos da Engevix, José Antunes Sobrinho, que citou o presidente interino Michel Temer na Lava Jato, desistiu do acordo de delação.
Ele prometia entregar provas à Lava Jato do pagamento de R$ 1 milhão a um interlocutor do presidente interino Michel Temer (PMDB), como forma de agradecimento pela participação em contrato de R$ 162 milhões da Eletronuclear, refere à usina de Angra 3. No entanto, ele decidiu interromper a negociação depois de, segundo seus advogados, ter sido absolvido em uma das ações da operação por falta de prova. Investigadores acreditam em outras motivações.
A Argeplan, uma empresa de arquitetura de São Paulo que seria ligada a Temer, ganhou licitação da Eletronuclear para operar na usina de Angra 3 em 2012. Sobrinho teria feito ao menos dois encontros no escritório de Temer, em São Paulo, acompanhado de um dos sócios da empresa, João Baptista Lima Filho, para tratar de assuntos ligados à Eletronuclear. O executivo afirma que pagou R$ 1 milhão para a campanha do peemedebista em 2014, sob pressão de Lima, que dizia agir em nome de Temer. O vice confirma os encontros, mas nega pagamentos ilícitos.

Rollemberg: Temer precisa pensar nos outros estados

Pedro Ventura/Agência Brasília: <p>Governador Rodrigo Rollemberg</p> 
O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, que hoje recebe diversos governadores antes de uma reunião com o presidente interino Michel Temer, defende que a renegociação da dívida dos estados seja feita de forma geral – e não apenas para o Rio de Janeiro.
"É importante alinhar uma proposta dos governadores. A renegociação é fundamental para o Rio, São Paulo e Minas, por exemplo. Acho que o Rio merece nossa solidariedade nesse momento difícil. Perdeu muitos recursos em função da redução do preço do petróleo. Mas o governo também precisa olhar para os demais Estados. O melhor seria fazer uma renegociação de caráter geral e depois uma mais específica, atendendo a cada federação", disse ele.
Rollemberg afirma que é possível aceitar um ano de carência para os pagamentos das dívidas, em vez de dois anos, como era a proposta original dos governadores.

Abaixo-assinado na Casa Branca pede que EUA não reconheçam Temer

REUTERS/Kevin Lamarque: <p>Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama faz declaração na Casa Branca sobre tiroteio em Oregon. 01/10/2015 REUTERS/Kevin Lamarque</p> 
Do jornal GGN Neste momento há um abaixo assinado no site da Casa Branca pedindo que os Estados Unidos denunciem o golpe e não reconheçam o governo Temer. Se conseguirmos 100 mil assinaturas até dia 26, eles são obrigados a discutir o assunto!
Tem que colocar email válido. Eles mandam um email pra verificar que você é de verdade e que assinou só uma vez.

Lições que aprendemos em um mês de governo Temer

Lula Marques/Agência PT: <p>Brasília- DF 02-03-2016 Deputado, Paulo Pimenta e outros deputados recebem o Músico e ativista, Tico Santa Cruz, que falou sobre ameaças de morte que vem sofrendo na internet. Foto Lula Marques/Agência PT</p> 
Por Tico Santa Cruz, no Brasil de Fato
Pessoas que postavam coisas nas redes sociais sobre política, principalmente sobre o impeachment, passaram a falar sobre gatos, cachorros, comidas, filhos, passeios, jogos de futebol etc.
Aqueles que diziam estar lutando contra a corrupção, em grande maioria, devem estar dormindo há um mês ou mudaram de país. Vejo poucos falando sobre Cunha, Temer, Jucá e Renan. Os que ainda falam só mencionam Lula e Dilma, ainda que Dilma não tenha sido inserida na Lava Jato.
Muita gente percebeu que o problema do Brasil é muito mais grave, que não basta mudar um presidente ou culpar um partido. Parece ter ficado claro que envolve praticamente todo o sistema e isso gerou uma descrença total.
Há um constrangimento sincero das pessoas sérias. Muitas delas estão indignadas e se sentem usadas por movimentos que se diziam contra a corrupção, mas que na verdade estavam atuando em nome dos interesses das pessoas que tomaram o poder.
Ficou evidente que o objetivo desse governo interino é acabar com a Lava Jato. Pois, o deputado federal afastado, Eduardo Cunha (PMDB), e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado podem acabar com a República se continuarem contando tudo o que sabem.
E depois de tudo isso, a grande imprensa ainda continua seu malabarismo para tentar viabilizar o governo interino.
Não adianta trocar as peças do jogo se as regras forem as mesmas. Só uma reforma política profunda poderá nos devolver a esperança de ver esse país entrar nos trilhos.