O perdão é o melhor testemunho que podemos dar!
O que nunca pode faltar na vida de um cristão é o testemunho do perdão. "O Senhor respondeu: 'Se vós tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira: Arranca-te daqui e planta-te no mar, e ela vos obedeceria'" (Lucas 17,6).
Devemos evitar todo tipo de escândalo. Uma vida discreta e serena é melhor do que uma vida espetacular e escandalosa. Vivemos num mundo totalmente conectado, em que é muito fácil ficar famoso por algo ruim, por um escândalo; Jesus disse que os escândalos fragilizam a vida e a fé dos mais fracos, dos pequenos, e isso é perverso, por isso é preciso ter prudência no que dizemos e no que fazemos, para que as pessoas não fiquem escandalizadas, isso não impede de falar a verdade, doa a quem doer, mas com palavras serenas, nunca escandalosas. (Lc 17,1-6)
Pe. Joãozinho, scj

Evangelho (Lc 17,1-6)

Se ele pecar contra ti sete vezes num só dia, e sete vezes vier a ti, dizendo: 'Estou arrependido', tu deves perdoá-lo.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 17,1-6

Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos: "É inevitável que aconteçam escândalos. Mas ai daquele que produz escândalos! Seria melhor para ele que lhe amarrassem uma pedra de moinho no pescoço e o jogassem no mar, do que escandalizar um desses pequeninos.
Prestai atenção: se o teu irmão pecar, repreende-o. Se ele se converter, perdoa-lhe. Se ele pecar contra ti sete vezes num só dia, e sete vezes vier a ti, dizendo: 'Estou arrependido', tu deves perdoá-lo".
Os apóstolos disseram ao Senhor: "Aumenta a nossa fé!" 6O Senhor respondeu: "Se vós tivésseis fé, mesmo pequena como um grão de mostarda, poderíeis dizer a esta amoreira: 'Arranca-te daqui e planta-te no mar', e ela vos obedeceria".
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Reflexão sobre o Evangelho:
EVITAR OS ESCÂNDALOS - No Evangelho, Jesus apresenta aos discípulos a necessidade da fé, para que saibam dar o perdão e evitem os escândalos. Ele fala que escândalos são inevitáveis, mas seria melhor que não houvesse. Fala do perdão que deve ocorrer sempre, não importando a quantidade de vezes que se perdoa. Para viver dessa forma, os discípulos sentem a necessidade de possuir mais fé, para que, na hora necessária, tenham a segurança de Deus. Que nossa fé seja como um grão de mostarda, que cresce com o tempo e, fortalecida, ajude a superar os momentos difíceis.
Usar a boa fé das pessoas para lucrar ou transformar a religião em negócio é um sacrilégio, uma profanação. Igreja é lugar de partilha e oração. É claro que estamos no mundo e precisamos pagar as nossas contas e por isso os cristãos partilham e é preciso administrar o templo de Deus, mas isso não significa construir templos para lucrar com a boa fé do povo. Quando pequenas igrejas se tornam grandes negócios, não há mais ali a fé verdadeira, o que existe é uma troca chamada prosperidade: eu ajudo Deus financeiramente e determino que Ele deverá me ajudar; aqui não existe mais fé verdadeira. (Jo 2,13-22)
Pe. Joãozinho, scj
Evangelho (Jo 2,13-22)

Jesus estava falando do Templo do seu corpo.
+ Leitura do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 2,13-22

Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém. No Templo, encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas e os cambistas que estavam aí sentados. Fez então um chicote de cordas e expulsou todos do Templo, junto com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas. E disse aos que vendiam pombas: "Tirai isto daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!" Seus discípulos lembraram-se, mais tarde, que a Escritura diz: "O zelo por tua casa me consumirá". Então os judeus perguntaram a Jesus: "Que sinal nos mostras para agir assim?" Ele respondeu: "Destruí este Templo, e em três dias o levantarei". Os judeus disseram: "Quarenta e seis anos foram precisos para a construção deste santuário e tu o levantarás em três dias?" Mas Jesus estava falando do Templo do seu corpo. Quando Jesus ressuscitou, os discípulos lembraram-se do que ele tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra dele.
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Reflexão sobre o Evangelho:
Hoje somos convidados a celebrar a festa da dedicação da Basílica de Latrão, a Igreja do Papa e Catedral de Roma; portanto, a Mãe de todas as igrejas. Dessa forma, compreendemos que essa celebração ocorre para recordar nossa filiação à igreja de Roma, que se torna igreja da Urbe e do Orbe. Mas recordar essa igreja-templo, como sinal externo de nossa unidade e proximidade, não significa que a religião está no templo, pois é em Jesus, o verdadeiro templo, onde se realiza o mais profundo encontro com Deus e no coração de cada pessoa.
No mundo é preciso lançar as redes, é preciso buscar as ovelhas do redil de Jesus. "Assim haverá, no Céu, mais alegria por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão".(Lucas 15,7).

Sentimos uma alegria imensa quando encontramos algo perdido; Deus sente uma alegria semelhante quando nos deixamos encontrar e saímos da perdição. E a alegria do Senhor é a nossa força. Aquela mulher perdeu uma moeda, varreu a casa toda e finalmente, naquele cantinho, encontrou a moeda e sentiu um alívio e uma alegria; aquele pastor perdeu uma ovelha, ele saiu em busca da ovelha perdida e ficou muito feliz quando a encontrou, presa naqueles ramos, machucada e ferida; e o pai na porta da casa esperava o filho voltar, o filho pródigo, o filho perdido, sentiu imensa alegria quando o filho voltou. Temos muitas perdições, às vezes estamos em caminhos errados e o Senhor nos convida a voltar para o encontro da alegria, o encontro da misericórdia, o encontro da paz. (Lc 15,1-10)
Pe. Joãozinho, scj

Evangelho (Lc 15,1-10)

Haverá alegria no céu por um só pecador que se converte.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 15,1-10.

Naquele tempo, os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus. "Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles".
Então Jesus contou-lhes esta parábola: "Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto, e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria, e, chegando à casa, reúne os amigos e vizinhos, e diz: 'Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!'
Eu vos digo: Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão. E se uma mulher tem dez moedas de prata e perde uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e a procura cuidadosamente, até encontrá-la? Quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas, e diz: 'Alegrai-vos comigo! Encontrei a moeda que tinha perdido!' Por isso, eu vos digo, haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte".
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Reflexão sobre o Evangelho:
A ALEGRIA DE DEUS - Temos a reflexão de Jesus sobre a ovelha perdida, em que ele, o pastor, vai ao encontro de apenas uma, para que também ela esteja segura junto do pastor. Uma reflexão que surge é olharmos a história da humanidade, na qual nossos irmãos que nos precederam já estão junto de Deus (são as noventa e nove ovelhas), e nós, que ainda peregrinamos na terra, somos essa única ovelha, a que o pastor vai ao encontro. Deus constantemente vem ao nosso encontro, para que, vivendo a santidade, possamos um dia merecer o prêmio eterno de estarmos definitivamente junto dele.
Aceite alguns convites com gentileza, simplicidade e gratidão; não alimente o vício de rejeitar todos os convites. Somos todos os dias convidados para algumas coisas, nem tudo é possível aceitar, mas quando você perceber que está rejeitando todos os convites pode ser que tenha se instalado um vício, então é necessário curar-se desse mal aceitando alguns convites com simplicidade. Deus nos convida para tantas coisas, é preciso dizer sim para participar da festa do Reino, Ele nos convida para a celebração, para ouvir a palavra. Diga sim, o sim é uma bênção. (Lc 14,15-24)
Pe. Joãozinho, scj

Evangelho (Lc 14,15-24)

Sai pelas estradas e atalhos, e obriga as pessoas a virem aqui, para que minha casa fique cheia.
 
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 14,15-24.

Naquele tempo, um homem que estava à mesa disse a Jesus: "Feliz aquele que come o pão no Reino de Deus!" Jesus respondeu: "Um homem deu um grande banquete e convidou muitas pessoas. Na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados: 'Vinde, pois tudo está pronto'.
Mas todos, um a um, começaram a dar desculpas. O primeiro disse: 'Comprei um campo, e preciso ir vê-lo. Peço-te que aceites minhas desculpas'. Um outro disse: 'Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-las. Peço-te que aceites minhas desculpas'. Um terceiro disse: 'Acabo de me casar e, por isso, não posso ir'.
O empregado voltou e contou tudo ao patrão. Então o dono da casa ficou muito zangado e disse ao empregado: 'Sai depressa pelas praças e ruas da cidade. Traze para cá os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos'.
O empregado disse: 'Senhor, o que tu mandaste fazer foi feito, e ainda há lugar'. O patrão disse ao empregado: 'Sai pelas estradas e atalhos, e obriga as pessoas a virem aqui, para que minha casa fique cheia'. Pois eu vos digo: nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete".
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Reflexão sobre o Evangelho:
A parábola que Jesus nos conta no Evangelho se encaixa perfeitamente em nossa realidade presente. Ele próprio é quem prepara e convida para a ceia: "Felizes os convidados para a ceia do Senhor". Mas quantas vezes fazemos como os personagens da parábola e, por meio de muitas desculpas, não nos aproximamos da ceia, com medo dos compromissos que essa participação gera na vida. Que, por meio dessa liturgia, possamos refletir sobre o convite que se faz a nós, e nossa adesão a Deus, por meio da vivência na comunidade e da experiência da caridade com os necessitados. 
 
A missa dominical é o centro da vida da Igreja: ali encontramos o Senhor ressuscitado, ouvimos a sua palavra, nos alimentamos à sua mesa e assim nos tornamos Igreja.
Papa Francisco
O amor puro e verdadeiro não age por interesse nem desejo de retribuição; não é troca, mas entrega. É assim o amor de Deus, amor gratuidade. Jesus contou uma história, para que nós pudéssemos entender o significado desse amor puro, Ele disse: "Quando você for dar uma festa, não convide parentes e amigos que depois vão poder te convidar também, convide os pobres, aqueles que não vão poder te retribuir, então você será feliz, justamente porque eles não podem retribuir e então a sua recompensa está reservada no céu. O amor puro é gratuito, não busca interesse, porque senão se transforma em paixão. (Lc 14,12-14)
Pe. Joãozinho, scj

Evangelho (Lc 14,12-14)

Não convides teus amigos mas, os pobres e os aleijados.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 14,12-14

Naquele tempo, dizia Jesus ao chefe dos fariseus que o tinha convidado: "Quando deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos nem teus irmãos nem teus parentes nem teus vizinhos ricos. Pois estes poderiam também convidar-te e isto já seria a tua recompensa. Pelo contrário, quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. Então serás feliz! Porque eles não te podem retribuir. Tu receberás a recompensa na ressurreição dos justos".
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Reflexão sobre o Evangelho:
A RETRIBUIÇÃO DIVINA - Hoje vemos a importância da gratuidade. Jesus faz um convite para que a ação cristã seja realizada sem interesses, pois a verdadeira recompensa será recebida no céu. Em alguns momentos, essa proposta de viver a gratuidade na vida torna-se difícil, pois o ser humano espera sempre uma retribuição para aquilo que faz; seja num cumprimento ou num favor, sempre vamos esperar uma resposta à nossa saudação, ou um agradecimento pelo favor realizado. Dessa forma, o Evangelho propõe a gratuidade integral, pois tudo o que se realiza deve ser guiado pelo amor gratuito e desinteressado.
 
Na sua origem a palavra "defunto" significava: "missão cumprida"; que bom chegar ao fim da vida e reconhecer que cumprimos nossa missão. Cada um de nós vem a este mundo e recebe uma missão, temos um tempo para cumprir esta tarefa, esta missão; e Jesus disse que no final da vida seremos julgados pelo amor com que nós tratamos os pobres, os famintos, os pequenos, aqueles que sofrem todo tipo de carência no corpo e na alma; uma das nossas missões é cumprir as obras de misericórdia; e então o Senhor nos olhará nos olhos e dirá: "Venha para cá, bendito de meu Pai, você foi fiel no pouco cumpriu sua missão, muito receberá, o céu é sua herança". (Mt 25,31-46)
Pe. Joãozinho, scj

Evangelho - Mateus 25,31-46

Aleluia, aleluia, aleluia.
Benditos do Pai, apossai-vos do reino, que foi preparado bem desde o começo! (Mt 25,34).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
Naquele tempo, disse Jesus: "Quando o Filho do Homem voltar na sua glória e todos os anjos com ele, sentar-se-á no seu trono glorioso.
Todas as nações se reunirão diante dele e ele separará uns dos outros, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos.
Colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda.
Então o Rei dirá aos que estão à direita: 'Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do Reino que vos está preparado desde a criação do mundo,
porque tive fome e me destes de comer; tive sede e me destes de beber; era peregrino e me acolhestes; nu e me vestistes; enfermo e me visitastes; estava na prisão e viestes a mim'.
Perguntar-lhe-ão os justos: 'Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer, com sede e te demos de beber?
Quando foi que te vimos peregrino e te acolhemos, nu e te vestimos?
Quando foi que te vimos enfermo ou na prisão e te fomos visitar?'
Responderá o Rei: 'Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes'.
Voltar-se-á em seguida para os da sua esquerda e lhes dirá: ‘Retirai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno destinado ao demônio e aos seus anjos.
Porque tive fome e não me destes de comer; tive sede e não me destes de beber; era peregrino e não me acolhestes; nu e não me vestistes; enfermo e na prisão e não me visitastes'.
Também estes lhe perguntarão: 'Senhor, quando foi que te vimos com fome, com sede, peregrino, nu, enfermo, ou na prisão e não te socorremos?'
E ele responderá: 'Em verdade eu vos declaro: todas as vezes que deixastes de fazer isso a um destes pequeninos, foi a mim que o deixastes de fazer.
E estes irão para o castigo eterno, e os justos, para a vida eterna'.
Palavra da Salvação.
Glória a vós Senhor
Reflexão sobre o Evangelho:
A comemoração dos Fiéis Defuntos conheceu ampla expansão a partir de 988, com Santo Odilon (abade de Cluny, França). Ora, milhares de mosteiros beneditinos dependiam de Cluny; o fato estendeu esta comemoração para outras partes da Europa. Em Roma, a celebração estabeleceu-se oficialmente em 1311. O Catecismo da Igreja Católica apresenta o sentido dessa comemoração: "A Igreja terrestre, desde os tempos primevos da religião cristã, venerou com grande piedade a memória dos defuntos. (…) Já que é um pensamento santo e salutar rezar pelos defuntos para que sejam perdoados de seus pecados (2Mc 12,46), a Igreja também oferece sufrágios em favor deles"(n. 958). Jesus indica a prática do amor fraterno como caminho certo "para a vida eterna".

Não imagine que ganhará o céu por multiplicar rezas e devoções; tudo isso deve ser o fruto maduro de um coração que ama e crê. Sem fé e amor a religião vira crendice, vira um conjunto de práticas, símbolos, devoções, códigos de verdades; mas a verdadeira religião é seguir a pessoa de Jesus, que é o caminho verdadeiro para a vida, seguir a palavra de Deus, que muito mais do que um livro é uma pessoa. Jesus é a palavra que se fez carne e habitou no meio de nós, aderir à pessoa de Jesus, que está vivo no meio de nós, é a verdadeira religião, ser o Seu discípulo e ter Jesus no coração para amar como Jesus amou e viver como Jesus viveu, é a verdadeira fé, isso leva para o céu. (Lc 13,22-30)
Pe. Joãozinho, scj

Evangelho (Lc 13,22-30)

Virão do oriente e do ocidente, e tomarão lugar à mesa no Reino de Deus.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 13,22-30

Naquele tempo, Jesus atravessava cidades e povoados, ensinando e prosseguindo o caminho para Jerusalém. Alguém lhe perguntou: "Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?" Jesus respondeu: "Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita. Porque eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão". Uma vez que o dono da casa se levantar e fechar a porta, vós do lado de fora começareis a bater, dizendo: 'Senhor, abre-nos a porta!' Ele responderá: 'Não sei de onde sois'.
Então começareis a dizer: 'Nós comemos e bebemos diante de ti, e tu ensinaste em nossas praças!' Ele, porém, responderá: 'Não sei de onde sois. Afastai-vos de mim todos vós que praticais a injustiça!' Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac e Jacó, junto com todos os profetas no Reino de Deus, e vós, porém, sendo lançados fora.
Virão homens do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e tomarão lugar à mesa no Reino de Deus. E assim há muitos que serão primeiros, e primeiros que serão últimos".
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Reflexão sobre o Evangelho:
QUEM SE SALVARÁ? No Evangelho, vemos Jesus fazer o convite para que nos esforcemos em passar pela porta estreita. Após longa caminhada terrena, somos convidados a passar pela porta estreita para entrar no céu. Mas antes de chegarmos à porta, Jesus faz contínuos apelos à conversão, pois, para entrar pela porta estreita, é necessário o exercício contínuo do desapego, tanto dos bens materiais, quanto dos títulos e reconhecimentos humanos. O caminho até a porta deve ser feito, acumulando tesouros nos céus, dos quais vamos usufruir quando lá chegarmos.
Mídia NINJA 
Do Brasil de Fato - A população brasileira insatisfeita com a ascensão da extrema direita ao poder no Brasil vai às ruas nesta terça-feira (30), para protestar contra a ruptura democrática representada pela eleição de Jair Bolsonaro (PSL), no último domingo, com 55% dos votos válidos. Cerca de 58 milhões de votos garantiram a vitória do capitão reformado – outros 89 milhões de brasileiros não aderiram ao projeto conservador.
Ao todo, são seis atos, que vão começar entre 16h e 18h.
Confira a lista completa:
São Paulo: Masp, a partir das 18h, na Avenida Paulista, em São Paulo
Ceará: Praça Gentilândia, a partir das 16h, na rua Paulino Nogueira, em Fortaleza
Distrito Federal: Praça Zumbi dos Palmares, a partir das 17h, em Brasília
Rio Grande do Sul: Esquina da Democracia, a partir das 18h, em Porto Alegre
Pernambuco: Praça do Derby, a partir das 17h, no Recife
Rio de Janeiro: Cinelândia, a partir das 17h, no Rio de Janeiro
Confira a convocatória feita pela Frente Brasil Popular e pela Frente Povo Sem Medo:
A eleição terminou, mas a luta está apenas começando: seguimos de cabeça erguida resistindo pelo Brasil!
Vivemos um processo eleitoral totalmente atípico. Desde o encerramento do período militar não tínhamos a prisão política de um líder, como a de Luiz Inácio Lula da Silva, injustamente condenado, e que teve sua candidatura impugnada pelo Tribunal Superior Eleitoral. Um processo em que forças que atuavam, até então, nos porões do país, emergiram a disputa presidencial provocando uma grande onda de ódio e violência contra o povo brasileiro.
Nossa candidatura foi uma resposta democrática ao arbítrio que contamina o cenário político desde o golpe parlamentar que, em 2016, derrubou a presidenta Dilma Rousseff. Enfrentamos abusos e patifarias praticados por correntes comprometidas com mesquinhos interesses antipopulares, antidemocráticos e antinacionais.
A eleição de Bolsonaro representa uma ruptura política, cujos sinais estão representados no assassinato de Marielli, de Moa Katendê – líder capoeirista, Charlione – jovem cearense que ainda ontem participava de uma carreata. Eles ameaçam as nossas vidas por lutarmos por um país igual e justo.
Mesmo sob balas, resistimos em defesa da soberania nacional, violentada de tantas maneiras nos últimos dois anos. Protegido por setores do sistema judicial e da mídia monopolista, o candidato deputado Bolsonaro ficou de mãos livres para financiar sua máquina de mentiras com dinheiro clandestino, incitar a violência contra seus adversários, fugir de debates públicos e burlar regras eleitorais.
Essas forças, através da tramoia e da truculência, com manobras ainda sujeitas a investigações e julgamentos, chegaram à Presidência da República.
Apesar de tantos obstáculos, nossa aliança organizou uma poderosa resistência por todo o país, que levou à realização do segundo turno e a um formidável movimento em defesa da civilização contra a barbárie, da democracia contra a ditadura, do amor contra o ódio.
Nesse segundo turno, que hoje se encerra, homens e mulheres de todos os quadrantes se manifestaram a favor dos pilares constitucionais de nosso país. Essa jornada jamais teria sido possível, porém, sem a dedicação e a valentia dos movimentos sociais e setores democráticos da sociedade.
Continuaremos a defender a Constituição, a tolerância, um Brasil de todos e a combater o perigo da ditadura, a eliminação das conquistas sociais, a venda do patrimônio público, a entrega das riquezas nacionais, o racismo e a misoginia, a homofobia e a ameaça da violência institucionalizada.
Neste momento, é fundamental continuarmos juntos e coesos em torno da democracia, da soberania nacional e dos direitos. Portanto, orientemos que na próxima semana se organizem plenárias em todas as cidades, reunindo a militância e todos aqueles que se somaram nessa batalha. Onde for possível devemos também organizar manifestações, tal como já está marcado para a próxima terça-feira, 30 de outubro em São Paulo.
Não devemos deixar nos abater pelo medo, pois temos uns aos outros. Diferente do que eles pensam, o povo brasileiro saberá resistir.
28 de outubro de 2018
Frente Brasil Popular
Frente Povo Sem Medo 
Ricardo Stuckert 
SÃO PAULO (Reuters) - Em seu primeiro recado ao PT depois do final das eleições, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao partido para ter calma, esperar a poeira baixar e não se precipitar na avaliação do cenário pós-eleição, e reafirmou a posição de liderança no partido que o presidenciável da sigla, Fernando Haddad, conquistou depois do segundo turno.
Convocada pela presidente do partido, senadora Gleisi Hoffmann, a Executiva da sigla, acrescida de parlamentares e outros petistas graúdos, se reúne nesta terça-feira em São Paulo para fazer uma primeira avaliação de cenário. No entanto, embalada pelo recado de Lula, a tendência Construindo um Novo Brasil (CNB) —da qual o ex-presidente e Haddad fazem parte— ecoa a posição lulista.
"A maioria (da CNB) avaliou que a reunião de amanhã é precipitada. Vamos recomendar que não se tenha nenhuma avaliação. Precisamos ter calma", defendeu o presidente do PT do Rio, Washington Quaquá. "Todo mundo que ganha uma eleição tem legitimidade democrática. Precisamos fazer oposição a coisas concretas".
Um dos coordenadores da campanha de Haddad, o deputado Emídio de Souza esteve nesta segunda-feira com Lula em Curitiba e fez um relato aos membros da CNB em uma reunião nesta tarde. O recado do ex-presidente foi entendido.
Sua avaliação foi de que o resultado eleitoral não foi bom, obviamente, pela derrota, mas permitiu ao PT liderar um processo que reuniu gente para além dos partidos, em uma frente que envolveu a sociedade, e ir além do que se esperava em uma eleição em que Lula foi impedido de concorrer pela Lei da Ficha Limpa.
Antes de definir um discurso de atuação, o partido tem que decidir como trabalhar para manter isso, contou uma fonte. 
Haddad foi derrotado no segundo turno da eleição presidencial para Jair Bolsonaro (PSL), que teve 55,1 por cento dos votos válidos, contra 44,9 por cento do petista. Apesar da derrota, foram 47 milhões de votos.
O ex-presidente coloca Haddad, que foi seu substituto na chapa, no centro das discussões daqui para frente. Recomendou que o ex-prefeito de São Paulo seja consultado sobre seus planos e como planeja liderar essa frente de oposição ao governo Bolsonaro.
Alinhada com os desejos do ex-presidente, a CNB —e outros petistas aliados diretamente a Haddad— avaliam que o ex-candidato conquistou um espaço que precisa ser usado para que o PT possa continuar liderando essa frente de oposição.
"Haddad saiu como uma grande liderança, saiu com estatura para ser uma liderança nacional. Antes só tinha Lula", disse Quaquá. "Haddad passa a ser um grande interlocutor com a sociedade e se credenciou para liderar uma frente democrática. Essa é a posição do Lula também".
O tamanho e o papel que Haddad irá desempenhar nesse futuro PT está no centro das preocupações de Lula e do próprio partido. Seus defensores crêem que o tempo de resistências ao ex-prefeito acabou e reconhecem que foi a capacidade dele de conversar com diferentes setores que levou o partido a conseguir ampliar seu leque de apoios —além, claro, da rejeição a Bolsonaro.
Ainda assim, reconhecem fontes petistas, há setores no partido que temem a perda de liderança e de holofotes para um "novato".
"A discussão é mais complexa que uma avaliação de cenário. Que papel Haddad terá? Isso terá que ser discutido mais profundamente. Que espaço tem? Para cumprir esse papel virá para a estrutura do partido?", disse uma das fontes. "Precisa pensar o que vai ser feito... as coisas precisam ter um compasso".
Em seu discurso depois do anúncio da eleição de Bolsonaro, Haddad se colocou à disposição para liderar uma oposição mas, lembra a fonte, não foi conversado com ele ainda até que ponto pretende colocar seu envolvimento.
Nesta segunda, o ex-prefeito não foi à reunião da CNB. Pela manhã, saiu de casa apenas para ir até o Insper, onde dá aulas, e perguntado sobre o que faria daqui para frente, disse que voltaria a trabalhar porque tinha apenas tirado uma licença de 90 dias para a campanha.

Permita que essa pequena semente, desprezível aos olhos humanos, cresça na nossa vida e produza muitos frutos
"A que é semelhante o Reino de Deus, e com que poderei compará-lo? Ele é como a semente de mostarda, que um homem pega e atira no seu jardim. A semente cresce, torna-se uma grande árvore, e as aves do céu fazem ninhos nos seus ramos" (Lucas 13,18-19).
Grandes árvores já foram pequenas sementes; não despreze o que parece pequeno; seja um paciente semeador. As coisas não nascem grandes, é preciso um dia depois do outro; antes de falar para uma multidão é preciso falar para uma pessoa; faça o trabalho da formiguinha, faça o paciente trabalho da abelha, que vai de flor em flor, depois juntando todos os pequenos gestos você se surpreenderá ao acordar no dia seguinte, você plantou, mas Deus fez a semente crescer e com o tempo você olhará para aquela grande árvore, aquela grande família, aquele grande empreendimento e dirá: "Não nasceu assim, foi o fruto de pequenos esforços". (Lc 13,18-21)
Pe Joãozinho, scj

Evangelho (Lc 13,18-21)

A semente cresce, torna-se uma grande árvore.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 13,18-21.

Naquele tempo, Jesus dizia: "A que é semelhante o Reino de Deus, e com que poderei compará-lo? Ele é como a semente de mostarda, que um homem pega e atira no seu jardim. A semente cresce, torna-se uma grande árvore, e as aves do céu fazem ninhos nos seus ramos". Jesus disse ainda: "Com que poderei ainda comparar o Reino de Deus? Ele é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado".
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Reflexão sobre o Evangelho:
O GRÃO DE MOSTARDA E O FERMENTO - A liturgia faz um convite a refletirmos sobre a forma como o Reino de Deus se desenvolve em meio aos homens. Por meio de breves parábolas, Jesus mostra que a efetivação do Reino não se faz por obras grandiosas, mas por pequenas atitudes, que por diversas vezes são invisíveis aos olhos de muitos, mas que são construtoras do Reino. As parábolas ensinam o contraste entre o singelo início de algo e seu grandioso final. Da mesma forma é o Reino, que inicia sua construção com pequenas atitudes de amor e perdão, que se transformam na grandiosidade do Reino de Deus.
A lei é muito importante, mas o legalismo é uma doença terrível que não consegue ver para além da letra; é a cegueira do coração. O legalista, na verdade, usa a lei como espelho para ver ele mesmo, é uma forma de narcisismo e cumprindo a lei ele se acha melhor do que os outros, mas a lei é um instrumento de paz e de convívio social, a lei apenas um meio, ela é uma ponte que junta as duas margens, a lei é para as pessoas e não as pessoas para a lei; a dignidade da pessoa humana está acima da lei, por isso Jesus curou, até mesmo, uma mulher na sinagoga em dia de sábado, Ele colocou a caridade acima da Lei. (Lc 13,10-17)
Pe Joãozinho, scj

Evangelho (Lc 13,10-17)

Esta filha de Abraão, não deveria ser libertada dessa prisão, em dia de sábado?
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 13,10-17.

Naquele tempo, Jesus estava ensinando numa sinagoga, em dia de sábado. Havia aí uma mulher que, fazia dezoito anos, estava com um espírito que a tornava doente. Era encurvada e incapaz de se endireitar. Vendo-a, Jesus chamou-a e lhe disse: "Mulher, estás livre da tua doença". Jesus pôs as mãos sobre ela, e imediatamente a mulher se endireitou e começou a louvar a Deus.
O chefe da sinagoga ficou furioso, porque Jesus tinha feito uma cura em dia de sábado. E, tomando a palavra, começou a dizer à multidão: "Existem seis dias para trabalhar. Vinde, então, nesses dias para serdes curados, não em dia de sábado".
O Senhor lhe respondeu: "Hipócritas! Cada um de vós não solta do curral o boi ou o jumento, para dar-lhe de beber, mesmo que seja dia de sábado? Esta filha de Abraão, que satanás amarrou durante dezoito anos, não deveria ser libertada dessa prisão, em dia de sábado?"
Esta resposta envergonhou todos os inimigos de Jesus. E a multidão inteira se alegrava com as maravilhas que ele fazia.
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Reflexão sobre o Evangelho:

LIVRE DA OPRESSÃO - Para fazer o bem, não se pode ter hora nem lugar, pois todo o tempo é tempo de se fazer o bem; isso é o que Jesus nos ensina. Ele rompe com as normas, quando realiza a cura de uma mulher em dia de sábado, querendo nos mostrar que o cuidado com a pessoa encontra-se acima das normas ou leis, pois a vida humana é superior a tudo isso. A compaixão que Cristo sente o leva a romper com as velhas estruturas de seu tempo, mostrando a superioridade da vida.

Evangelho (Lc 12,54-59)

Vós sabeis interpretar o aspecto da terra e do céu.
Como é que não sabeis interpretar o tempo presente?
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 12,54-59.

Naquele tempo, Jesus dizia às multidões: "Quando vedes uma nuvem vinda do ocidente, logo dizeis que vem chuva. E assim acontece. Quando sentis soprar o vento do sul, logo dizeis que vai fazer calor. E assim acontece. Hipócritas! Vós sabeis interpretar o aspecto da terra e do céu. Como é que não sabeis interpretar o tempo presente? Por que não julgais por vós mesmos o que é justo?
Quando, pois, tu vais com o teu adversário apresentar-te diante do magistrado, procura resolver o caso com ele enquanto estais a caminho. Senão ele te levará ao juiz, o juiz te entregará ao guarda, e o guarda te jogará na cadeia. Eu te digo: daí tu não sairás, enquanto não pagares o último centavo".
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Reflexão sobre o Evangelho:
O olhar do que crê não se deposita só em Deus, na contemplação de sua glória e beleza, mas também nas coisas criadas. Deus se manifesta nas novidades que nos interpelam, nos novos desafios que se apresentam à nossa vida, no que acontece no mundo. Em tudo o que acontece o Senhor nos pede para darmos um passo a mais, que avancemos, que não fiquemos parados no passado. A Palavra de Deus quer iluminar a nossa vida, os diversos acontecimentos e isso só é possível se dermos espaço a Ela. Deus abençoe você!
 
247 - O senador Rodrigo Cunha (PSDB), mais votado de Alagoas, negou oficialmente apoio a Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno. A razão apontada por Cunha em uma carta publicada nas redes sociais é o apoio de Bolsonaro ao mandante do assassinato de sua mãe, Ceci Cunha, Talvane Albuquerque. Ceci Cunha é vítima de um dos crimes políticos mais conhecidos do país. Eleita deputada federal por Alagoas, ela e mais três pessoas de sua família foram executadas a mando de Talvane Albuquerque que era o seu suplente na Câmara dos Deputados. 
A reportagem do portal Yahoo destaca que as "investigações apontaram Talvane Albuquerque como mentor intelectual do crime. Ele acabou tendo o mandato de deputado federal cassado e foi preso posteriormente. Um dos poucos congressistas a votar contra a cassação foi Jair Bolsonaro. Em carta aberta publicada em seu perfil no Facebook, Rodrigo Cunha nega apoio aos dois presidenciáveis e —sem citar nominalmente Bolsonaro— diz que uma candidatura propõe soluções extremas que fragilizam a democracia. 'Como todos sabem, fui vítima da violência, mas nem por isso me associei a uma linha de pensamento propagadora do extremismo como instrumento de pacificação e como meio ameaçador da convivência plural entre os mais diversos segmentos da sociedade', diz trecho da postagem".
Leia a carta do senador Rodrigo Cunha, publicada em seu Facebook

Carta aberta aos alagoanos e brasileiros
A política tem como função central gerar bem-estar e liberdade para as pessoas e não pode ser instrumento de propagação de guerras ideológicas desarrazoadas. 
Devemos buscar incessantemente a convivência harmônica entre o respeito à diversidade e a preservação da individualidade; entre a busca da liberdade e a construção da igualdade e entre o desenvolvimento econômico e a assistência social.
Infelizmente, a polarização política no Brasil ganhou contornos insustentáveis e aponta para a necessidade urgente de um agir comunicativo inovador e que promova pontes entre os cidadãos brasileiros.
Do lado do espectro ideológico à direita, vemos uma candidatura apoiada em discursos que se aproveitam da insatisfação da população para propor medidas extremistas que fragilizam a democracia.
Como todos sabem, fui vítima da violência, mas nem por isso me associei a uma linha de pensamento propagadora do extremismo como instrumento de pacificação e como meio ameaçador da convivência plural entre os mais diversos segmentos da sociedade.
De outro lado do espectro ideológico mais à esquerda, vemos uma candidatura que não conseguiu aglutinar as forças progressistas e democráticas do Brasil a qual insiste em rotas políticas viciadas e em não reconhecer erros partidários históricos.
Quero ser o Senador do diálogo e da mediação política. Quero ser o Senador que colabore decisivamente para o Brasil recuperar um centro político propositivo, construtor de políticas públicas progressistas e geradoras de uma cidadania de resultado para os alagoanos e brasileiros.
Nosso povo pode continuar a esperar de mim a mesma independência, transparência e equilíbrio na minha atuação política. Foram elas os alicerces na minha estrada da vida.
E são estes mesmo atributos que não me fazem sentir representado por nenhuma das candidaturas postas para governar o Brasil, as quais aguçam extremos políticos que não fazem bem ao nosso país. 
Por isso, minha orientação é que os eleitores procurem pesquisar e analisar cuidadosamente, buscando sempre a verdade, direcionando o voto de acordo com seus princípios e consciência.
Sigo firme em nome dos valores democráticos e confiante de que atuarei no Senado em defesa de Alagoas, do Brasil e com muita independência e diálogo com a população.
Rodrigo Cunha
Ricardo Stuckert 
Da Agência Brasil – O candidato à Presidência da República pelo PT, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (25), em Recife, que tem feito todos os acenos possíveis para que Ciro Gomes (PDT), terceiro colocado no primeiro turno, declare apoio à sua candidatura. No último dia 7, Ciro disse que não votaria em Bolsonaro, mas em seguida viajou para a Europa e não chegou a participar da campanha de Haddad. Ele retorna ao país amanhã (26). O PDT, partido de Ciro, declarou "apoio crítico" à candidatura de Haddad, também sem participar de atos de campanha do petista.
"Vou continuar fazendo aceno porque boto o país acima de tudo. Temos que ter humildade, tem que partir de mim o exemplo, esses gestos, para demonstrar que vamos fazer um governo amplo, de unidade nacional, democrático e popular, que vai ter que tomar medidas, mas sempre olhando quem mais precisa do Estado", afirmou Haddad. O presidenciável disse ainda que conversou novamente com o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e pediu para que eles compartilhem o que chamou de "momento da virada" nas eleições.
O petista também comentou outros apoios recebidos nos últimos dias, como os da candidata derrotada no primeiro turno Marina Silva (Rede), do ex-presidente nacional do PSDB Alberto Goldman e do senador eleito por Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB). "Essas pessoas se vêem obrigadas a demonstrar, por gestos, esse risco que estamos correndo. Eles sabem o que representa o Jair Bolsonaro, saído do porão da ditadura, uma pessoa que enaltece a tortura, a violência, em todo o discurso", criticou Haddad.
O presidenciável também fez um apelo pelo voto dos indecisos e voltou a direcionar críticas ao adversário: "Entre erros e acertos, nossos governos mudaram a vida de dezenas de milhões de pessoas. Vamos corrigir os erros e manter os acertos. Agora o que eles querem é transformar acerto em erro. O Bolsonaro já se comprometeu com a política econômica do Temer. Por acaso está dando certo a política econômica do Temer? Antes da eleição ele já convidou o DEM para o governo. É o caminho do desastre".
Nordeste
Após conceder entrevista à imprensa, Fernando Haddad participou de um comício na Pátio do Carmo, no centro do Recife. Ele estava acompanhado da esposa, Ana Estela, do senador Humberto Costa (PT-PE), além do governador de Pernambuco, o aliado Paulo Câmara e o prefeito da capital do estado, Geraldo Júlio, ambos do PSB.
Durante seu discurso aos apoiadores, Haddad comentou o resultado da pesquisa do Instituto Datafolha, divulgado na noite de hoje e afirmou estar confiante em uma virada. "No Datafolha, em três dias, a distância entre nós caiu seis pontos. O Bolsonaro disse no domingo que vai varrer a oposição. Pois ele não vai ter oposição porque ele não vai ser governo. Nós vamos virar", disse. Segundo o levantamento, considerando os votos válidos, Bolsonaro tem 56% da preferência, enquanto Haddad aparece com 44%. No levantamento anterior, os candidatos tinham 59% e 41%, respectivamente.  
Haddad segue em agenda pelo Nordeste durante esta sexta-feira. Pela manhã, participa de uma caminhada no centro de João Pessoa. À tarde, embarca para Salvador onde terá um encontro, a partir das 16h, com artistas, no bairro de Ondina e depois também faz uma caminhada na região. Às 20h, participa da última sabatina antes das eleições, na TVE da Bahia, com transmissão simultânea pela Rádio Educadora da Bahia e redes sociais.  
 
247 - Os diretores do Datafolha Mauro Paulino e Alessandro Janoni afirmam que o presidenciável Jair Bolsonaro apresenta tendência de queda em quase todos os segmentos socioeconômicos e demográficos. Eles ressaltam que, apesar de cair em maior proporção entre os jovens, o deputado também desabou em estratos onde costumava ter desempenho positivo como no Sul, entre os homens, entre os mais escolarizados e, surpreendentemente, entre os mais ricos. Paulino e Janoni ainda destacam que o 'viés ditatorial' do candidato foi 'descoberto' pelo eleitor nessa reta final e que há chances consideráveis de a tendência de queda em sua candidatura se prolongar até o dia da votação.
A análise dos diretores do instituto, publicada no jornal Folha de S. Paulo, destaca que "a diminuição da diferença de Jair Bolsonaro (PSL) para Fernando Haddad (PT), de 18 para 12 pontos percentuais em curto espaço de tempo (uma semana), é acentuada em função da dicotomia que caracteriza o cálculo dos votos válidos nas disputas em segundo turno. São apenas dois candidatos —quando um ganha, o outro perde na mesma proporção".
Janoni e Paulino acrescentam: "com isso, ganha importância o contingente de eleitores sem candidato, isto é, aqueles que pretendem votar em branco, anular o voto ou se mostram ainda indecisos. A taxa (14%) é recorde para este período da disputa —em segundos turnos de eleições anteriores chegou no máximo a 10%. Caso parcela pretenda praticar voto útil, resta saber em que direção a atitude se dará".
Eles ainda lembram o estrago feito na candidatura do ex-militar pela reportagem de Patrícia Campos Mello: "a suspeita de caixa dois na contratação de serviços de WhatsApp, revelada por esta Folha, por exemplo, chegou ao conhecimento da maioria dos brasileiros, mas especialmente junto aos que mais têm recursos para consumir informação –os mais escolarizados e mais ricos, nichos dominados pelo capitão reformado desde o início da corrida presidencial".
E, finalmente, os pesquisadores apontam o autoritarismo como um elemento erosivo na campanha de olsonaro: "o outro vetor, talvez o principal, refere-se às turbulências que atingiram "a velocidade de cruzeiro" da candidatura do PSL desde a última pesquisa há sete dias –episódios que sugerem intervenções autoritárias em instituições nacionais, protagonizados por Bolsonaro, por seu filho Eduardo e aliados acabaram por corroborar a campanha do PT, que o vinha classificando de antidemocrático e violento".