PALAVRA ESCRITA
A palavra falada tem muito valor, mas, quando é escrita, fica eternizada, sacramentada. A Bíblia é a Palavra de Deus no sacramento das Escrituras! Ao menos uma vez em sua vida, encontramos Jesus escrevendo! Quando surpreenderam aquela mulher em adultério e queriam apedrejá-la, foram até Jesus perguntar o que deveriam fazer. E, ao invés de responder com palavras faladas, o Mestre se inclinou e começou a escrever com o dedo no chão. E eles insistiam com palavras faladas, agressivas! E, então, Ele olhou nos olhos daqueles homens e disse: "Quem dentre vós não tiver pecado, atire a primeira pedra"! E voltou-se, novamente, para o chão e continuou a escrever. Não sabemos o quê que o Mestre escreveu, mas sabemos que, um a um, aqueles homens foram se retirando. A palavra escrita tem poder (Jo 8,1-11).
Pe. Joãozinho, scj

Evangelho (Jo 8,1-11)

'Quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra'.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 8,1-11

Naquele tempo, Jesus foi para o monte das Oliveiras. De madrugada, voltou de novo ao Templo. Todo o povo se reuniu em volta dele. Sentando-se, começou a ensiná-los. Entretanto, os mestres da Lei e os fariseus trouxeram uma mulher surpreendida em adultério. Levando-a para o meio deles, disseram a Jesus: "Mestre, esta mulher foi surpreendida em flagrante adultério. 5Moisés na Lei mandou apedrejar tais mulheres. Que dizes tu?"
Perguntavam isso para experimentar Jesus e para terem motivo de o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, começou a escrever com o dedo no chão. Como persistissem em interrogá-lo, Jesus ergueu-se e disse: "Quem dentre vós não tiver pecado, seja o primeiro a atirar-lhe uma pedra". E tornando a inclinar-se, continuou a escrever no chão.
E eles, ouvindo o que Jesus falou, foram saindo um a um, a começar pelos mais velhos; e Jesus ficou sozinho, com a mulher que estava lá, no meio, em pé. Então Jesus se levantou e disse: "Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?" Ela respondeu: "Ninguém, Senhor". Então Jesus lhe disse: "Eu, também, não te condeno. Podes ir, e de agora em diante não peques mais".
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Reflexão do Evangelho:
UM JULGAMENTO FRUSTRADO - A verdadeira religião não condena as pessoas, mas as perdoa. Não temos o direito de colocar as leis e normas acima da misericórdia. Devemos, sim, respeitar todas as pessoas e tratá-las sem prejulgamentos. Nossa missão, dada por Jesus, é a de levar o Reino de Deus a todas as pessoas. Ora, o outro nome do Reino de Deus é Reino do Amor. É pelo amor que devemos educar as crianças. É pelo amor que se dialoga, principalmente com as pessoas de casa, e nunca pela violência. Jesus veio ao mundo para salvar-nos, e não para condenar-nos.

 

JESUS CONSERVADOR
Engana-se quem pensa que Jesus veio para mudar tudo. Ele valorizou o que deveria ser conservado! Quando alguém lhe perguntou se ele veio abolir tudo, Ele respondeu que não veio abolir a Lei, os profetas, mas dar pleno cumprimento. Jesus ensinou a cumprir os mandamentos! Hoje, vivemos um tempo em que muitas pessoas se consideram conservadoras. E isso é muito bom desde que se conservem as florestas e as matas, as fontes puras de água! Desde que se conserve a vida, da sua origem, do seu nascimento até o seu ocaso natural! Desde que se conserve os bons costumes e a educação! Desde que se conserve a paz. Então, seremos conservadores, como foi Jesus de Nazaré (Mt 5,17-19).
Pe. Joãozinho, scj

Evangelho (Mt 5,17-19)

Aquele que praticar e ensinar os mandamentos, este será considerado grande.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 5,17-19

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: "Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento. Em verdade, eu vos digo: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo se cumpra. Portanto, quem desobedecer a um só desses mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém, quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus".
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Reflexão do Evangelho:
GRANDE E PEQUENO NO REINO - Queremos seguir pelo caminho de Jesus. Muito bem! Mas, por qual caminho? Nosso Salvador nos ensina: "Se alguém me quer seguir, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me" (Mc 8,34). É todo um programa de vida, amplo e universal, que abrange todas as situações que vivenciamos, ao cumprirmos a missão que Deus nos deu! Mas como o Senhor conhece nossas fraquezas, Ele nos indica o que nos é essencial: "Amai-vos uns aos outros. Como eu vos tenho amado, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisso todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros" (Jo 13,34-35). O assunto é tão urgente que Jesus nos diz no texto de hoje: "Aquele que violar um destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar assim aos homens, será declarado o menor no Reino dos Céus. Mas aquele que os guardar e os ensinar será declarado grande no Reino dos Céus" (v. 19). Neste ponto, talvez nos perguntemos: como faremos para não só guardar o Mandamento do Amor que nosso Mestre nos deu, mas, além disso, ensiná-lo aos outros, se corremos o dia todo? Jesus nos responde: por meio do nosso exemplo de vida! Nossa fidelidade em seguir o Mestre é sentida por todos.

 

 MATEMÁTICA DO AMOR

O amor não soma nem divide; sempre multiplica. Cresce na pluralidade e sempre permanece na unidade. Certa ocasião, Pedro perguntou a Jesus quantas vezes deveria perdoar o seu irmão. E até arriscou uma resposta: "Até sete vezes"? Isso lhe parecia muito, mas Jesus foi além e lhe disse: "Eu não te digo sete vezes, mas setenta vezes sete"! Na matemática do amor, sempre se multiplica! Não é para menos que, lá no princípio, quando Deus criou o homem à sua imagem e semelhança, e imagem e semelhança do próprio amor, Ele deu uma ordem à humanidade: "Crescei e multiplicai-vos"! O amor nunca divide; sempre multiplica (Mt 18,21-35).
Pe. Joãozinho, scj

Evangelho (Mt 18,21-35)

Não te digo perdoar até sete vezes, mas até setenta vezes sete.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 18,21-35

Naquele tempo, Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: "Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?" Jesus respondeu: "Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida.
O empregado, porém, caiu aos pés do patrão, e, prostrado, suplicava: 'Dá-me um prazo! E eu te pagarei tudo'. Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida.
Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: 'Paga o que me deves'. O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: 'Dá-me um prazo! E eu te pagarei'. Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia.
Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: 'Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. Não devias tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?' O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão".
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Reflexão sobre o Evangelho:

ATÉ QUANDO PERDOAR - Que alívio e quanta alegria quando nos é perdoada pelo credor uma dívida grande! Que peso nos é tirado do coração quando pedimos perdão a quem ofendemos, e ele não só nos perdoa, mas reata nossa antiga amizade! Que paz quando nos aproximamos do Sacramento da Penitência e fazemos uma boa confissão. Em resumo, é o que, neste trecho do Evangelho, Jesus deseja para nós quando responde a São Pedro, que lhe perguntou: "Senhor, quantas vezes devo perdoar o meu irmão, quando ele pecar contra mim?" (v. 21). E o Mestre lhe ensina que deveria perdoar sempre (cf. v. 22). Sem esse sentimento de humildade, a oração do "Pai-Nosso" é falsa: "Perdoa-nos nossas dívidas (nossa ofensas), assim como nós perdoamos aos que nos devem (ofenderam)". Pedimos que o Pai nos fortaleça com sua graça, a fim de que não nos deixemos levar pelas tentações do mundo, que ensina a pagarmos o mal com o mal e a beneficiarmos somente aqueles que nos fizeram bem. Jesus insiste: "Se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará!" (cf. Mt 6,9-15). Sigamos a vontade de Deus!

 

 

 

PROFETAS EM CASA

O mais difícil é ser profeta em seu próprio lar, para os familiares e pessoas de sua casa! Até mesmo Jesus, certa ocasião, teve dificuldades em Nazaré, quando pregou na sinagoga, e muitos não o reconheceram. Aliás, chegaram até mesmo a expulsá-lo da cidade! Muitas vezes, quando questionamos as pessoas de nossa casa: "Por que não se reza antes daquela refeição? Por que não fazer uma celebração no dia do Natal"? Podemos também receber a rejeição dos profetas que evangelizam dentro do seu próprio lar, dos pais que são catequistas dos seus próprios filhos (Lc 4,24-30).
Pe. Joãozinho, scj

Evangelho (Lc 4,24-30)

Jesus, como Elias e Eliseu, não é enviado só aos judeus.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Lucas 4,24-30


Jesus, vindo a Nazaré, disse ao povo na sinagoga: "Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. De fato, eu vos digo: no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e houve grande fome em toda a região, havia muitas viúvas em Israel. No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva que vivia em Sarepta, na Sidônia. E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o sírio".
Quando ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até o alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício. Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho.
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Reflexão sobre o Evangelho:

O PROFETA REJEITADO - Jesus começava a anunciar o Reino de Deus. As autoridades judaicas se animaram, pensando que, enfim, o Enviado de Deus confirmaria as Leis do Decálogo e todas as outras pequenas leis ditadas por eles. O Mestre sabia que estas eram em tal número que engessavam os pobres e não lhes permitiam ficar puros, conforme o modo de ver dos fariseus, levitas e sacerdotes. Assim, quando o chefe da sinagoga lhe passou o rolo do livro do profeta Isaías, Jesus desenrolou-o e escolheu o capítulo 61, versículos 1 e 2 para ler: “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu; e enviou-me para anunciar a Boa-Nova aos pobres, para sarar os contritos de coração, para anunciar aos cativos a redenção, aos cegos a restauração da vista, para pôr em liberdade os cativos, para publicar o ano da graça do Senhor” (Lc 4,17- 9). Ora, a “Boa-Nova” anunciada por Jesus beneficiava os pobres e nunca alguém lhes havia dito aquilo. Por isso, “lhe davam testemunho e se admiravam das palavras de graça que saíam de sua boca” (v. 22). E a novidade da libertação dos pobres se estendia a outras nações como foi para Elias e Eliseu. E Jesus foi expulso pela sinagoga, mas sua mensagem permanece: ajudar os pobres.

 

 

Com o agravamento da crise do coronavírus e a dificuldade do governo federal de agilizar uma ampla campanha de vacinação, pela primeira vez movimentos de esquerda e direita convocaram carreatas neste fim de semana em diversas cidades do país com uma pauta em comum: pressionar o Congresso Nacional a iniciar um processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro.
O formato de carreatas, que acaba excluindo grande parte da população que não é motorizada, foi escolhido para reduzir o risco de contágio da covid-19 durante os atos.
Por enquanto, as manifestações serão separadas. Grupos como o Movimento Brasil Livre (MBL) e o Vem Pra Rua — organizações que protagonizaram a mobilização pela derrubada da então presidente Dilma Rousseff em 2016 — chamaram atos pelo país na manhã de domingo (24/1).
Já organizações de esquerda, como sindicatos e movimentos populares reunidos na Frente Povo Sem Medo, decidiram nesta semana convocar carreatas para sábado (23/1).
Em cidades como Belo horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro, essa mobilização da esquerda está convergindo com a convocação iniciada na semana passada por integrantes do movimento Acredito — grupo de renovação política que não se coloca como de direita ou esquerda, mas como uma organização progressista, e do qual fazem parte os deputados federais Tabata Amaral (PDT-SP) e Felipe Rigoni (PSB-ES) e o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE).
Lucas Paulino, integrante do movimento Acredito em Belo Horizonte que iniciou essa mobilização pelo Twitter, contou à BBC News Brasil que foi feito contato com o MBL tentando unificar as manifestações no sábado, mas os grupos de direita preferiram manter sua programação original.
Adelaide Oliveira, porta-voz do MBL, disse à reportagem que a recusa não foi por divergência ideológica, mas pelo fato de o movimento reunir em São Paulo muitas pessoas do setor de comércio que trabalham sábado e, por isso, preferem atos aos domingos. Já o Acredito e a Frente Povo Sem Medo não quiserem marcar no domingo por causa da segunda etapa do Enem, que ocorre em todo o Brasil a partir de 13h30.
Para Oliveira, é possível que no futuro grupos com diferentes visões ideológicas compartilhem a rua contra Bolsonaro. "Eu consigo imaginar plenamente a avenida Paulista com várias pautas (visões ideológicas) e a esquerda no seu lugar, no seu papel ali, em torno da mesma pauta (de impeachment do Bolsonaro)", disse, ao ser questionada sobre essa possibilidade pela reportagem.
Pontos de aproximação e divergências
Conversando com lideranças dos diversos movimentos, a BBC News Brasil encontrou como motivação em comum na defesa da queda do presidente a indignação com a falta de uma ampla campanha de vacinação para imunizar a população contra o coronavírus, além do agravamento da crise com a escassez de oxigênio em Manaus e outras cidades do Norte do país para tratar pacientes com covid-19, o que já levou dezenas de pessoas a morrerem sufocadas.
No entanto, a reportagem identificou também resistências à convergência de grupos que têm estado em campos opostos desde 2016.
Por um lado, lideranças de esquerda querem atos com agendas mais amplas, que, além de pedir impeachment e vacinação, cobrem mudanças na política econômica liberal e a volta do auxílio emergencial, pautas rejeitadas pelos movimentos de direita, que defendem redução do rombo fiscal e do tamanho do Estado.
Do outro lado, a convocação do Vem Pra Rua e do MBL se coloca como apartidária e pede que os manifestantes levem apenas a bandeira do Brasil, excluindo bandeiras de partidos ou movimentos sociais. Para a esquerda, esse tipo de postura "criminaliza a política" e alimentou a vitória de Bolsonaro em 2018.
Embora a tentativa de unificar os atos neste fim de semana não tenha obtido sucesso, integrantes do Acredito esperam que a proposta "amadureça" após os atos de sábado, caso as carreatas "sejam um sucesso".
Eles citam como inspiração o movimento Diretas Já, que no início dos anos 1980 uniu diferentes partidos e grupos políticos a favor do fim da ditadura militar e da volta da eleição direta para presidente. Em abril de 1984, um comício em São Paulo com a participação de Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Henrique Cardoso, Leonel Brizolla e Ulysses Guimarães atraiu centenas de milhares de pessoas.
"Propomos uma manifestação suprapartidária, que inclua todo mundo que é oposição a Bolsonaro, de forma plural, sem preconceitos, sem distinção ideológica. Eu acho que o ideal é que todo mundo esteja na mesma rua. A gente precisa construir maioria (em favor do impeachment), e a maioria não vai vir nem só da direita, nem só da esquerda", diz Lucas Paulino.
"Gostaríamos de conseguir colocar na mesma mesa a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e o MBL para conversar e sair dali com um consenso pra impeachment", disse também Marco Martins, que está em contato com lideranças dos movimentos de esquerda e direita em São Paulo.
A mobilização para sábado teve início com um tuíte de Paulino propondo a carreata em Belo Horizonte — a partir daí foram criados grupos no WhatsApp e o Telegram para organizar atos em diferentes cidades.
A partir da unificação com a mobilização da Frente Povo Sem Medo, há atos previstos em ao menos 25 municípios das cinco regiões do Brasil, incluindo Brasília, Belém, Rio Branco, Porto Alegre, Curitiba e João Pessoa.
"Acho que é positivo que todos os setores se manifestem pelo impeachment nesse momento. Isso mostra a ampliação do desgaste do governo Bolsonaro. Diversos setores têm dito que, nesse momento, a luta pelo impeachment é uma luta para retomar a democracia no país e para retomar também condições sanitárias mínimas no combate à pandemia", afirma Josué Rocha, que integra a Frente Povo Sem Medo e é da coordenação nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto.
"Esse debate (sobre atos unificados com grupos de direita) ainda vai se desenrolar, naturalmente, mas existem pautas bastante diferentes, principalmente sobre direitos dos trabalhadores, que vão provavelmente dificultar essa ação mais unitária", ressaltou.
A secretária-geral da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Carmen Foro, tem posicionamento semelhante — ela não descartou uma convergência mais à frente, mas enfatizou a diferença de agendas políticas.
"Há uma janela importante aberta de pedido de saída do Bolsonaro, por vários setores, por interesses diferenciados, mas tem uma janela aberta. Vamos fazer no sábado e eles no domingo. Dessa vez não serão carreatas antagônicas, serão carreatas que acumulam para um projeto futuro", acrescentou.
Torcidas organizadas, que realizaram atos "em defesa da democracia" em junho, não estão convocando para as carreatas do fim de semana porque a maioria dos seus integrantes não têm carro, disse à BBC News Brasil Danilo Pássaro, integrantes da Gaviões da Fiel.
Segundo ele, o grupo continuará realizado ações pontuais buscando dar "visibilidade" à campanha pelo impeachment, como o ato realizado no último domingo em São Paulo, em que uma faixa gigante "Fora Bolsonaro" foi levada para o Minhocão, no centro da cidade, gerando um panelaço na região. Na terça, a mesma faixa foi levada pelo movimento para Brasilândia, comunidade na zona norte paulistana.
Vem pra Rua é o mais recente a embarcar no impeachment
Dentro da esquerda, há pedidos pelo impeachment desde 2019, enquanto o MBL entrou nesse coro em abril do ano passado. Já o Vem Pra Rua está pela primeira vez mobilizando seus seguidores pela retirada de Bolsonaro, motivado pela falta de uma ampla campanha de vacinação.
No domingo (17/01), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso emergencial de duas vacinas — a da Astrazeneca/Oxford e a Coronavac, desenvolvida pela chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, órgão do Estado de São Paulo.
No entanto, somente a vacinação com a Coronavac começou, ainda assim com apenas 6 milhões de vacinas, devido à dificuldade do Butantã e da Fiocruz (que produzirá a da Astrazeneca/Oxford) de conseguir importar insumos ou vacinas prontas da China e da Índia, problema que os críticos do governo atribuem à incompetência diplomática da administração Bolsonaro.
Além disso, o governo demorou a buscar outros fornecedores, como Pfizer, cuja vacina já está sendo usada em dezenas de países.
"Com todas as evidências que vieram à tona no manuseio da vacina, fica mais do que caracterizado o crime de responsabilidade de Bolsonaro de não zelar pela segurança e por direitos individuais do brasileiro. Isso começa a trazer de forma mais explícita quais são as consequências dos atos atuais de Bolsonaro: mais desemprego e mais mortes", disse Rogério Chequer, líder do Vem Pra Rua, que declarou voto em Bolsonaro no segundo turno da eleição de 2018.
"O que estamos observando em termos de cenário é que uma enorme parte da população que antes simplesmente não gostava de Bolsonaro hoje está revoltada com Bolsonaro. O que a gente vê hoje é um aumento no nível da revolta da população, do inconformismo. E esses componentes, quando começaram a aparecer no impeachment de Dilma, começou a aumentar a velocidade do processo", compara.
Ele também descartou, no momento, a realização de atos conjuntos entre esquerda e direita por serem " movimentos com premissas de governo completamente diferentes".
"Estamos num momento onde a gente precisa de mais união e menos polarização. Eu acho que dois movimentos que não têm a mesma convergência política podem estar defendendo a mesma coisa. Se vão estar fisicamente um ao lado do outro, isso eu acho que é menos importante", acredita.
Aliança com Centrão pode proteger Bolsonaro
Já foram apresentados mais de 60 pedidos de impeachment contra Bolsonaro, a maioria deles após a crise do coronavírus. Um processo, porém, só pode ser iniciado pelo presidente da Câmara, e o atual, Rodrigo Maia, disse não ter levado a ideia adiante argumentando que o foco do Congresso deveria estar no enfrentamento da pandemia.
No início de fevereiro, a Câmara elege seu sucessor e os candidatos que aparecem com mais condições de vencer são os deputados Arthur Lira (PP-AL), que concorre com apoio de Bolsonaro, e Baleia Rossi (MDB-SP), que é apoiado por Maia e tem se colocado como independente do governo.
Grupos defensores do impeachment têm pressionado parlamentares também pelas redes sociais. A conta no Twitter @sosimpeachment está contabilizando a posição dos deputados e, até a manhã de quinta-feira (21/01), indicava haver 111 favoráveis ao afastamento de Bolsonaro, 58 contra e 344 sem posicionamento público.
A Câmara só autoriza o afastamento de um presidente para ser julgado pelo Senado quando há 342 votos pelo impeachment. Hoje, Bolsonaro parece ter uma base capaz de impedir esse cenário — após um início de governo com embates com o Parlamento, a partir de maio de 2020 o presidente passou a fortalecer sua aliança com partidos do Centrão, trocando apoio político por indicações para cargos na administração federal.
Na avaliação de Rogério Chequer porém, "o nível de fidelidade dele (Bolsonaro) e do Centrão é muito baixo", podendo essa aliança se romper a depender das circunstâncias políticas e da pressão popular contra o presidente.
Além da aliança política, o apoio que Bolsonaro mantém com parte da sociedade pode ser um empecilho para o andamento do impeachment. Sua popularidade atingiu seu auge em meados de 2020, puxada pelo programa de auxílio emergencial. Pesquisas de opinião mostram que a avaliação positiva vem caindo a partir do final do ano passado, mas ainda não estão em patamares tão baixos quanto a de Dilma Rousseff atingiu quando a petista foi derrubada.
Segundo pesquisa Ibope de dezembro, o governo Bolsonaro era avaliado como bom ou ótimo por 35% da população contra 40% três meses antes. Já pesquisa XP/Ipespe divulgada na terça-feira (19/01) mostrou que a avaliação de Bolsonaro como ótimo e bom caiu de 38% para 32%, enquanto o ruim e péssimo subiu de 35% para 40%.
Nos últimos dias, apoiadores de Bolsonaro reagiram à mobilização pelo impeachment com a hashtag #QueroBolsonaroAte2026, enquanto os apoiadores das carreatas usaram #dia23ImpeachmentJa e #CongressoPauteOImpeachment.
O que os movimentos esperam do vice Mourão?
Um eventual impeachment de Bolsonaro levaria o vice-presidente Hamilton Mourão, general da reserva do Exército, ao comando do país. Apesar do aumento da mobilização contra o atual presidente, não há uma empolgação com um governo do vice entre os movimentos ouvidos pela reportagem.
Para Carmen Foro, da CUT, o ideal seria que o Congresso elegesse um presidente para concluir o mandato de Bolsonaro. No entanto, isso só aconteceria se a chapa Bolsonaro-Mourão fosse cassada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) — existem ações que questionam a legitimidade da eleição dos dois em andamento na Corte, mas sem previsão de conclusão.
"Não acho que Mourão, que os militares, é a saída política para alguma coisa", diz Foro.
Na visão de Lucas Paulino, do Acredito, a aprovação do impeachment seria uma sinalização clara para Mourão "do padrão de conduta que não é tolerada para um presidente".
"Então, se as bases jurídicas e políticas forem o extremismo antidemocrático do Bolsonaro e seu negacionismo científico, o Mourão já assumiria com essa bagagem e teria que agir de modo diferente para que não corra o risco de sofrer o mesmo processo", afirma. "Mas temos que ver se ele vai romper com o presidente e apresentar uma agenda própria. O vice tem que se colocar para sucessão até para o êxito do impeachment no Congresso."
Já para Rogerio Chequer, do Vem Pra Rua, não é a "qualidade" do vice que deve influenciar o andamento ou não de um processo de impeachment.
"A gente acredita que temos que ajudar no amadurecimento da democracia tirando aqueles governantes que não estão trabalhando para o povo, independentemente de quem seja o vice", argumenta. "Não éramos a favor de Michel Temer (vice de Dilma), não estamos fazendo nenhum movimento pró-Mourão. O que estamos fazendo é tentar tirar do poder uma pessoa que é hoje uma ameaça para o povo brasileiro."

 
O argentino, Alberto Fernández, tornou-se o primeiro presidente a ser vacinado na América Latina para dar o exemplo aos que duvidam da eficicácia da imunização. Foi vestido com uma camisa que exibia a imagem de um jacaré. Depois de tomar o imunizante russo Sputnik V disse, ironicamente, que "ficou com vontade de beber vodka".
O presidente argentino, de 61 anos, tomou a primeira de duas doses do imunizante russo Sputnik V para dar um exemplo contra o medo dos que ainda temem, 24 horas depois de a vacina ser aprovada na Argentina para maiores de 60 anos.
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"O presidente reafirmou a segurança e a eficácia da vacina, e que a sua prioridade é que chegue à maioria dos argentinos no menor tempo possível", disse a Presidência argentina em nota.
Durante a vacinação nesta quinta-feira (21) no hospital Posadas, na zona oeste da região metropolitana de Buenos Aires, Alberto Fernández exibiu uma camisa da marca Lacoste cujo símbolo é um jacaré.
O presidente argentino não informou se a imagem do jacaré fazia alguma alusão ao seu inimigo ideológico, o presidente Jair Bolsonaro. 
A enfermeira responsável pela aplicação da vacina, Marcela Yanni, revelou que Alberto Fernández fez piadas e que, depois de vacinado, brincou: "Agora fiquei com vontade de tomar vodka. Será esse um efeito colateral?".
Yanni também contou que Alberto Fernández estava muito descontraído e, enquanto aguardava na sala de espera, "conversou com as pessoas sobre a importância de as pessoas não terem medo".
"Trata-se de uma ação para dar o exemplo à população para que perca o medo à vacina", acrescentou a enfermeira Yanni sobre a atitude do presidente argentino.
Camisa com jacaré
Pelas redes sociais, vários se perguntavam se a camisa escolhida por Alberto Fernández tinha sido uma mera coincidência ou mais uma provocação indireta ao presidente Jair Bolsonaro.
Em dezembro, Bolsonaro referiu-se aos eventuais efeitos colaterais das vacinas, tomando como exemplo a da Pfizer: "Se você virar um jacaré, é problema seu", disse o presidente brasileiro, depois que o laboratório tivesse imposto, como condição para um contrato de fornecimento de vacinas, a imunidade jurídica em caso de efeitos colaterais.
Ao mesmo tempo, Bolsonaro garante que "não vai tomar a vacina e ponto final" porque já está imunizado ao ter contraído coronavírus.
"Eu não vou tomar. Alguns falam que estou dando péssimo exemplo. Ô imbecil, ô idiota, que está dizendo do péssimo exemplo, eu já tive o vírus, eu já tenho anticorpos. Para que tomar vacina de novo?", questionou.
Não seria a primeira vez que Alberto Fernández manda uma mensagem subliminar a Bolsonaro. Em julho do ano passado, quando o presidente brasileiro contraiu a covid-19, Alberto Fernández mandou uma carta a Bolsonaro com traços de ironia e oportunismo político.
Na carta, o presidente argentino enfatizou a necessidade de "ter cuidados extremos" perante a ameaça e destacou que o vírus não diferencia "governantes de governados".
Fernández preferiu ressaltar o povo brasileiro -e não o seu líder- pela forma de enfrentar a pandemia e enviou um distante "cumprimento" a Bolsonaro, reforçando "toda a sua solidariedade com o povo do Brasil"; não com o seu presidente.
População desconfia
Segundo a ANMAT, a agência reguladora argentina equivalente à ANVISA brasileira, a vacina Sputnik mostrou uma eficácia de 91,8% em pessoas acima de 60 anos.
Porém, a vacina russa, ainda sem publicações científicas suficientes, gera desconfiança em boa parte da população argentina. Ao contrário das demais vacinas aplicadas nos países desenvolvidos, a informação sobre os ensaios clínicos da Sputnik V é escassa.
"Na Argentina, 30% das pessoas diziam antes da chegada da Sputnik que não se vacinariam com nenhuma, mas a vacina russa, particularmente, caiu na polarização que divide a sociedade. Como vem da Rússia, um país aliado deste governo, a outra metade rejeita porque também desconfia da falta de informação", indica o analista político e consultor em opinião pública, Jorge Giacobbe.
Para combater esse ceticismo, o presidente Alberto Fernández decidiu ser vacinado.
Aprovação sem ensaios adicionais
Ao contrário do Brasil, que rejeitou a aprovação da Sputnik por não ter realizado ensaios clínicos em seu território, a Argentina aprovou o uso emergencial da vacina russa, única disponível no país, sem ensaios adicionais realizados localmente. Bastou a informação enviada pelo instituto russo Gamaleya, responsável pelo imunizante.
Essa aprovação sem ensaios adicionais foi seguida na região por Bolívia, Venezuela e Paraguai. A vacina russa será fabricada no Brasil para ser exportada a esses países.
A Argentina começou a vacinar pessoal da saúde em 29 de dezembro com o primeiro lote de 300 mil vacinas. O segundo lote com a segunda dose chegou ao país no final de semana.
O governo tinha anunciado que, ainda em janeiro, chegariam outras cinco milhões de doses e, em fevereiro, mais 14,7 milhões, totalizando 20 milhões, suficientes para 10 milhões de pessoas. No entanto, poucos acreditam que os prazos sejam cumpridos. A previsão é de 51 milhões de doses ao longo do ano entre todos os acordos com farmacêuticas, a maioria ainda em negociação.


 6 milhões de doses da Coronavac foram distribuídas

O Ministério da Saúde confirmou nesta terça-feira (19) a entrega de 6 milhões de doses da CoronaVac para todos os estados e o Distrito Federal. A vacinação já começou em quase todo país. 
A vacinação teve início pelos grupos prioritários da chamada fase 1: trabalhadores de saúde, pessoas institucionalizadas (que residem em asilos) com 60 anos de idade ou mais, pessoas institucionalizadas com deficiência e população indígena aldeada.
Ontem (18), a Agência Brasil já havia registrado o início da vacinação em Goiás, Piauí e Santa Catarina, além de São Paulo, no domingo.
Acre
A enfermeira Maria José Monteiro, de 66 anos, foi a primeira imunizada contra covid-19 no Acre, nesta terça-feira (19). Além dela, mais três profissionais da saúde e um idoso de 85 anos foram vacinados. O estado recebeu 41 mil doses da Coronavac. 
Segundo o governo do Acre, estão aptos a receber a vacina no estado 244 pessoas com 60 anos ou mais institucionalizadas, 12.815 indígenas e 6.343 profissionais da saúde, totalizando 19.402 pessoas na primeira fase. Além de Rio Branco, doses da vacina estão sendo encaminhadas ainda hoje para Sena Madureira, Manoel Urbano, Santa Rosa do Purus, Jordão e Cruzeiro do Sul.
Alagoas
A assistente social Marta Antônia de Lima, de 50 anos, que atua no SUS há 22 anos, foi a primeira pessoa em Alagoas a receber a vacina na manhã de hoje (19), no Hospital Metropolitano de Maceió.
Alagoas recebeu 87.760 doses da CoronaVac. Serão vacinados, neste primeiro momento, profissionais da saúde que atuam na linha de frente do combate ao novo coronavírus (covid-19) e pessoas com mais de 75 anos de idade. Para esse grupo estão disponíveis 71.080 doses. Já para os indígenas aldeados, são 16.680 doses.
Amapá
A enfermeira Kátia Regina Marinho, de 55 anos, foi a primeira a ser vacinada contra a covid-19 no Amapá, durante cerimônia nesta terça-feira (19), no Palácio do Setentrião, sede do governo local. Além de Kátia, o líder indígena e também enfermeiro Demétrio Tiryó, de 36 anos, da aldeia do Parque do Tumumaque, foi imunizado durante o evento. A idosa Brasiliana Lacerda Trindade, 68 anos, foi vacinada no Abrigo São José, simultaneamente, como representante dos idosos do grupo de risco.
Segundo o governo do estado, os profissionais da linha de frente fazem parte do grupo prioritário e totalizam 18.558, que devem ser imunizados na primeira fase da campanha de vacinação. Ao todo, o Amapá recebeu 31 mil doses da CoronaVac para esta primeira etapa de imunização.
Amazonas
A indígena Vanda Ortega, da etnia Witoto, foi a primeira pessoa a ser vacinada no Amazonas. Vanda Ortega é técnica de enfermagem, foi vacinada na segunda-feira (18) e, para ela, a imunização representa vida e orgulho para os povos indígenas. "Esse momento representa muito para os povos indígenas desse País. Essa vacina é importante para o nosso povo, é importante para todos os brasileiros, e para os indígenas não seria diferente. A imunização representa vida e orgulho para os povos indígenas", disse
O estado recebeu 256 mil doses de vacina contra a covida-19. Segundo governo do Amazonas, neste primeiro momento, será feita a distribuição das doses com foco em alcançar trabalhadores da saúde que estão na linha de frente do enfrentamento da Covid-19 e a população indígena aldeada maior de 18 anos. O estoque de vacina atual entregue ao Amazonas pelo Ministério da Saúde (MS) é suficiente para aplicar a primeira e a segunda dose em 128 mil pessoas dos dois grupos prioritários. 
Bahia
Uma enfermeira de 53 anos, uma idosa de 83, um médico de 30, todos negros, e uma índia do povo Tuxá, de 31 anos, foram as quatro primeiras pessoas a serem vacinadas contra a covid-19, na Bahia, na manhã desta terça-feira (19). 
Ao todo, foram enviadas 376 mil doses do imunizante para o estado. Os imunizantes são suficientes para vacinar, inicialmente, cerca de 188 mil baianos. Segundo o governo da Bahia, os imunizantes já foram enviados em aeronaves para cidades-polo baianas, de onde devem partir em veículos como vans e caminhões para os municípios menores em todas as regiões do estado.
Ceará
A técnica de enfermagem Maria Silvana Souza Reis, de 51 anos, foi a primeira a ser vacinada no Ceará. Ela atua no Hospital Leonardo da Vinci, na linha de frente de combate à doença. Ela foi escolhida para ser a primeira pela idade e por trabalhar direto com os pacientes e porque se locomove para o trabalho de ônibus.
As primeiras 218 mil doses da vacina CoronaVac chegaram a Fortaleza no fim da tarde desta segunda-feira (18) e, imediatamente, foram distribuídas para os municípios cearenses. No estado, a prioridade será para profissionais de saúde da linha de frente de combate à covid-19 de unidades públicas e privadas, que serão imunizados nos locais de trabalho, e idosos institucionalizados. Todos os grupos da fase 1 serão vacinados na medida que cheguem mais lotes nas próximas semanas.
Distrito Federal 
A primeira pessoa a ser vacinada no Distrito Federal foi a enfermeira do Hospital Regional da Asa Norte (Hran) Lídia Rodrigues Dantas, de 31 anos (foto principal). Ela atua desde o início da pandemia no combate ao novo coronavírus. A imunização começou na manhã desta terça-feira (19).
O DF recebeu 106.160 doses da CoronaVac, que vão imunizar, em duas etapas, 53.080 pessoas. No primeiro momento, serão contemplados trabalhadores da saúde que estão na linha de frente no combate à pandemia, idosos e deficientes que se encontram em instituições de internação, cuidadores que atuam nessas instituições e indígenas. A vacinação ocorre em 16 unidades de referência.
Espírito Santo
A primeira capixaba a ser imunizada foi a técnica de enfermagem Iolanda Brito da Silva dos Santos, de 55 anos, que atua no Hospital Estadual Dr. Jayme dos Santos Neves, referência no tratamento de pacientes da doença. 
O governo do Espírito Santo iniciou a campanha de vacinação contra a covid-19 na noite de segunda-feira (18). Foram disponibilizadas 101.320 mil doses da vacina, pelo Ministério da Saúde.
Goiás
Em Goiás, a aposentada Maria Conceição da Silva, de 73 anos, foi a primeira goiana a ser vacinada. A vacinação foi feita na cidade de Anápolis na segunda-feira.
De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES/GO), Goiás recebeu 87.172 doses do imunizante, que serão divididos da seguinte forma: pessoas com 60 anos ou mais que vivem em asilos (8.828); pessoas com deficiência que também vivem em unidades de acolhimento (475); população indígena vivendo em terras indígenas (320); e trabalhadores de saúde (77.549).
Maranhão
A técnica em enfermagem Egle Martins foi a primeira pessoa a ser vacinada contra covid-19, no Maranhão, na noite desta segunda-feira (18). Ao todo, foram enviadas 164.240 doses do imunizante nesta etapa, sendo duas para cada pessoa.
As doses da CoronaVac estão sendo transportadas para todos os municípios maranhenses por três aviões, três helicópteros e 30 automóveis, desde o início da manhã desta terça-feira (19). A estimativa do governo do estado é que a vacina esteja em todas as cidades do Maranhão até quarta-feira (20). São 2.124 salas de vacinação em todo o estado, sendo possível ampliar para 2.500.
Mato Grosso
A primeira vacina contra a covid-19 em Mato Grosso foi aplicada na técnica de enfermagem Luiza Batista Silva, que atua na linha de frente do combate ao coronavírus. O ato ocorreu no Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, na manhã desta terça-feira (19). Também foram vacinados outros nove profissionais de saúde. 
Segundo o governo local, o lote de 126 mil doses do imunizante chegou em Mato Grosso no início da noite de ontem (18) e foi armazenado no Centro de Distribuição em Cuiabá. De lá, as vacinas serão distribuídas para os polos regionais, de forma a chegarem em todos os municípios, proporcionalmente.
Mato Grosso do Sul
Dois profissionais da saúde, uma indígena e uma idosa que mora em instituição de longa permanência, foram os primeiros imunizados em Mato Grosso do Sul na noite de segunda-feira (18). 
Segundo o governo do estado, as 158.760 doses já foram distribuídas para todos os 79 municípios de Mato Grosso do Sul entre a noite de ontem (18) e as primeiras horas desta terça-feira (19). 
Minas Gerais
A primeira imunizada contra a covid-19 no estado de Minas Gerais foi a técnica de enfermagem Maria Bom Sucesso Pereira, de 57 anos, que há mais de uma década atua no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Eduardo de Menezes, na capital mineira. O início da vacinação aconteceu na noite de segunda-feira (18). 
Foram enviadas 577.480 mil doses dos imunizantes ao estado neste primeiro lote de vacinas, que permitirão a imunização de cerca de 280 mil pessoas. Em Minas Gerais, caberá aos 853 municípios retirarem as doses dos imunizantes em 28 Superintendências Regionais de Saúde. 
Pará
A técnica de enfermagem, Shirley Maia, de 39 anos, foi a primeira paraense a receber a vacina contra a Covid-19 no Pará na manhã desta terça-feira. De acordo com o governo do estado, mais dois profissionais de saúde que atuam na linha de frente também foram vacinados: a técnica de enfermagem Marielza Monteiro, de 57 anos, que também atua no Hospital de Campanha do Hangar, e o enfermeiro João Bernardo, de 37 anos, que é servidor de Ananindeua. 
As 173.240 mil doses da vacina chegaram em Belém às 23h de segunda-feira (18). Desse total, 48.680 serão destinadas à população indígena, e o restante será direcionado para profissionais em saúde que atuam na linha de frente no combate a Covid-19 e idosos, que vivem em instituições de longa permanência. Segundo o governo, os 144 municípios devem receber as vacinas ainda hoje.
Paraíba
A técnica de enfermagem Marineide Gouveia, de 60 anos, e o indígena Genildo Alencar, 44 anos, foram os primeiros paraibanos a serem imunizados no estado, nesta terça-feira (19).
Na primeira fase, 54.689 pessoas receberão a vacina, sendo 42.925 trabalhadores da saúde, 10.432 indígenas aldeados, 1.212 pessoas idosas em instituições e 120 pessoas com deficiência institucionalizadas, atendendo os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde. A segunda dose da vacina deverá ser aplicada 28 dias após a primeira.
Paraná
A enfermeira Lucimar Josiane de Oliveira, de 44 anos, foi a primeira pessoa vacinada contra a covid-19 no Paraná na noite de segunda-feira (18). A profissional recebeu a imunização junto com outros sete colegas, que desde o início da pandemia atuam na linha de frente no Complexo Hospitalar do Trabalhador. 
O Paraná recebeu, para a primeira etapa da vacinação, 265.600 doses do imunizante. Segundo o governo do estado, as doses já começaram a ser enviadas aos municípios, que serão responsáveis pela estratégia de vacinação.
Pernambuco
A técnica de enfermagem Perpétua do Socorro Barbosa dos Santos, de 52 anos, foi a primeira pernambucana vacinada contra a covid-19 em Pernambuco, na noite de segunda-feira (18).
De acordo com governo do estado, as 270 mil doses da CoronaVac chegaram à capital às 19h40 de segunda-feira (18) e seguiram para a sede do Programa Estadual de Vacinação, no bairro de Casa Amarela, onde foram separadas para serem enviadas às 12 gerências regionais de Saúde do Estado nas próximas 24 horas.
Piauí
O médico obstetra Joaquim Vaz Parente, de 75 anos, foi o primeiro a receber a vacina contra a covid-19 no Piauí na segunda-feira. Também ontem, as enfermeiras Sheyla Barbosa dos Santos, de 33 anos, e Ana Maria Brito dos Santos, de 52 anos, e as técnicas de enfermagem Marta Regina de Sousa Madeira, de 42 anos, e Modestina Bezerra da Silva, de 60 anos, também foram vacinadas.
O Piauí recebeu do Ministério da Saúde 61.160 doses da vacina CoronaVac. A Secretaria Estadual de Saúde (Sesapi) esclareceu, em nota, que serão 28.651 mil doses para profissionais da saúde, 10 para pessoas com deficiência institucionalizadas, 460 doses para pessoas com mais de 60 anos que vivem em instituições de longa permanência e 21 para indígenas vivendo em terras demarcadas.
Rio de Janeiro
A vacinação no Rio de Janeiro começou na segunda-feira aos pés do Cristo Redentor, onde foram vacinadas a técnica de enfermagem Dulcinea da Silva Lopes, 59 anos, e a idosa Teresinha da Conceição, 80 anos.
O estado do Rio receberá 487.520 doses, direcionadas aos grupos prioritários: trabalhadores da saúde que atendem pacientes de covid-19, idosos em abrigos de longa permanência e indígenas aldeados.
Rio Grande do Norte
Maria das Graças Pereira de Oliveira, de 57 anos, foi a primeira vacinada no estado, hoje (19). A técnica de enfermagem do Hospital Giselda Trigueiro, central de combate à covid-19 no estado, continuou trabalhando apesar de ter comorbidades. “Estou muito feliz, depois de ver tanto sofrimento. A vacina era um sonho e agora há a esperança de que tudo vai dar certo”, disse ela ao portal do governo local.
Chegaram no estado, neste primeiro momento, 82.440 doses da vacina. A estimativa da Secretaria de Saúde do Rio Grande do Norte é vacinar 39.259 pessoas com o lote entregue ontem pelo Ministério da Saúde. O estado decidiu vacinar primeiro trabalhadores de saúde e pessoas idosas residentes em instituições de longa permanência, além dos vacinadores.
A fase 1 de vacinação do estado não está completa com as 82 mil vacinas que chegaram ontem ao estado. A previsão é receber um total de 239 mil doses apenas para a fase 1. Nas próximas etapas de vacinação desta fase serão incluídos os trabalhadores de saúde que não tenham sido vacinados, além de idosos com 75 anos ou mais. O prazo de distribuição das vacinas aos municípios é de 72 horas. A previsão de início da campanha no estado é amanhã (20), às 10h.
Rio Grande do Sul 
Cinco gaúchos de grupos de risco receberam juntos as primeiras doses da vacina contra a covid-19 no Rio Grande do Sul. Eloina Gonçalves Born, de 99 anos, moradora do Residencial Geriátrico Donna Care; Jorge Amilton Hoher, 68 anos, médico-chefe do Serviço de Medicina Intensiva da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre; Carla Ribeiro, 32 anos, da etnia kaingang e residente da Aldeia Fag Nhin, na Lomba do Pinheiro; Joelma Kazimirski, 48 anos, auxiliar de higienização do Grupo Hospitalar Conceição; e Aline Marques da Silva, 40 anos, técnica de Enfermagem CTI Covid do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) foram os primeiros imunizados no estado na noite desta segunda-feira (18).
O RS recebeu 341,8 mil unidades. Dessas, 170,8 mil serão encaminhadas para o interior, a partir de Porto Alegre, nesta terça-feira (19) por via terrestre e aérea.
Inicialmente, o público a ser vacinado são os profissionais de saúde da linha de frente em hospitais, da Atenção Básica e da rede de urgência e emergência; pessoas acima de 60 anos que vivem em Instituições de Longa Permanência de Idosos (ILPI) – asilos – e populações indígenas aldeadas.
Rondônia
A primeira remessa de vacinas chegou hoje (19) a Rondônia. Os primeiros imunizados do estado foram a médica Karina Negrão Zingra, o enfermeiro do Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron), Márcio James Jorge Santos e o indígena, Elivar Karitiana.
Os primeiros vacinados em Rondônia serão profissionais de saúde da linha frente (atendimento com suspeita/confirmação), índios aldeados e idosos com mais de 60 anos que moram em casas de repouso ou asilos. O secretário da Saúde esclareceu que vai reservar, nesta primeira remessa, a segunda dose para o público prioritário. Segundo o governo do estado, foram “quase 50 mil doses” entregues pelo governo federal esta semana.
As vacinas serão distribuídas para os cinco centros regionais de Rede de Frio localizados nos municípios de Ariquemes, Ji Paraná, Rolim de Moura, Cacoal e Vilhena. Esses centros deverão distribuir aos seus municípios de abrangência, fazendo chegar às 52 cidades do estado.
Roraima
Roraima recebeu 87.720 mil doses da vacina e, segundo o governador, Antonio Denarium, a vacinação começa hoje mesmo, com a distribuição de doses para o município de Boa Vista e os Distritos Leste e Yanomami. Amanhã os outros municípios receberão as doses.
A indígena Iolanda Pereira da Silva foi a primeira roraimense a ser vacinada contra a Covid-19. Os indígenas estão entre os grupos prioritários do estado, junto com idosos residentes em instituições de longa permanência e trabalhadores de saúde. O governo espera vacinar todos os profissionais de saúde até a próxima sexta-feira (22).
Santa Catarina
Em Santa Catarina, o enfermeiro Júlio César Vasconcellos de Azevedo foi a primeira pessoa a ser vacinada contra a covid-19. Também receberam o imunizante o aposentado João de Jesus Cardoso, de 81 anos, e a indígena Kerexu Yxapyry.
Segundo a Secretaria Estadual da Saúde, Santa Catarina recebeu, nesta primeira fase, um total 144.040 doses da Coronavac, que serão usadas para imunizar 68.580 pessoas. O primeiro grupo a receber as vacinas em SC é formado por trabalhadores da saúde, a população idosa a partir dos 75 anos de idade, pessoas com 60 anos ou mais que vivem em instituições de longa permanência, como asilos e instituições psiquiátricas, e população indígena que vivem em aldeias.
Sergipe
A enfermeira Sônia Aparecida Damásio foi a primeira pessoa a ser vacinada contra covid-19 em Sergipe, na manhã desta terça-feira.
Ao todo, estão sendo distribuídas 23.453 vacinas correspondentes à primeira dose. Estão nesta faixa prioritária os profissionais de saúde (22.760), idosos de 60 anos ou mais institucionalizados (240), pessoas com deficiência institucionalizadas (22) e indígenas aldeados (250). O Ministério da Saúde enviou 48 mil doses do imunizante ao estado.
São Paulo
A enfermeira Mônica Calazans, de 54 anos, foi a primeira pessoa a tormar a vacina contra a covid-19 em São Paulo. Ela tomou o imunizante no domingo (17), pouco após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ter aprovado o uso emergencial da CoronaVac, vacina contra o novo coronavírus produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. Também foram vacinados a indígena Vanuzia Costa Santos, 50 anos.
Segundo o Ministério da Saúde, São Paulo receberá 646.206 doses da vacina. Deste total, 598.518 serão destinados para profissionais da saúde que atuam na linha de frente do combate à covid-19, 3.727 para índigenas que vivem em reservas, 1.357 para pessoas com deficiências que moram em abrigos e 42.604 para idosos que moram em abrigos.
Tocantins
A enfermeira Edileuza Ferreira dos Santos, de 52 anos, a técnica de enfermagem Jocília Tito Barbosa, de 50 anos e José Arnaldo, 30 anos, da etnia Xerente, da Aldeia Funil, localizada em Tocantínia, foram os três primeiros imunizados contra o novo coronavírus no Tocantins, na noite de segunda-feira (18).
O Ministério da Saúde enviou 44 mil doses da vacina CoronaVac ao estado, que serão utilizadas na primeira e segunda doses da imunização dos trabalhadores da saúde, população indígena vivendo em terras indígenas e idosos com 60 anos ou mais, que estejam em instituições de longa permanência nos 139 municípios do Tocantins.
Vacinação
Confira o número de pessoas a serem vacinadas em cada região neste primeiro momento:
Norte: 337.332
Nordeste: 683.924
Sudeste: 1.202.090
Sul: 357.821
Centro-Oeste: 273.393
Confira a quantidade de doses que estão sendo enviadas para cada região:
Norte: 708.440
Nordeste: 1.436.160
Sudeste: 2.524.360
Sul: 751.440
Centro-Oeste: 574.160

 

CONSERVADORES
Cuidado para não ser tão conservador a ponto de não abrir o vidro de conservas na hora da refeição! É muito saudável conservar: conservar a natureza, conservar os bons costumes, conservar aquele vidro de palmito, aquele vidro de pêssego! É muito saudável, mas tudo isso é feito para poder abrir na hora certa quando vier a fome. O próprio Jesus conservou os bons costumes. Ele disse que veio para manter e conservar a tradição, mas não foi prisioneiro dela, tanto que, naquele dia, em que seus discípulos tiveram fome, mesmo sendo dia de sábado, Ele permitiu que eles colhessem espigas de trigo para se alimentar. O verdadeiro conservador, conserva e sabe a hora de se alimentar (Mc 2,23-28). 
Pe. Joãozinho, scj
Evangelho (Mc 2,23-28)

O Filho do Homem é Senhor também do sábado

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 2,23-28

Jesus estava passando por uns campos de trigo, em dia de sábado. Seus discípulos começaram a arrancar espigas, enquanto caminhavam. Então os fariseus disseram a Jesus: "Olha! Por que eles fazem em dia de sábado o que não é permitido?"
Jesus lhes disse: "Por acaso, nunca lestes o que Davi e seus companheiros fizeram quando passaram necessidade e tiveram fome? Como ele entrou na casa de Deus, no tempo em que Abiatar era sumo sacerdote, comeu os pães oferecidos a Deus, e os deu também aos seus companheiros? No entanto, só aos sacerdotes é permitido comer esses pães".
E acrescentou: "O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado. Portanto, o Filho do Homem é senhor também do sábado".
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Reflexão sobre o Evangelho:
SUPERANDO O LEGALISMO - Os fariseus, sob o pretexto de zelar pelo cumprimento da Lei, cercavam-na de inúmeras pequenas leis, com limites insuportáveis para o povo. Eles mesmos, por sua vez, não as observavam. Contra isso, Jesus falou certa vez: "Os escribas e os fariseus sentaram-se na cadeira de Moisés. Observai e fazei tudo o que eles dizem, mas não façais como eles, pois dizem, mas não fazem. Atam fardos pesados e esmagadores e com eles sobrecarregam os ombros dos homens, mas não os querem movê-los sequer com o dedo" (Mt 23,2-4). Em contrapartida, Jesus assim se apresentou: "Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei". Tomai meu jugo sobrevós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas. Porque meu jugo é suave e meu peso é leve (Mt 11,28-30). Comprometidos com o Reino de Deus, tenhamos cuidado para não querer dominar as outras pessoas, pois todos somos discípulos do mesmo Mestre.