11 maio 2016

Começou a repressão?

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Os policiais militares em Brasília atacaram os manifestantes que protestam contra o golpe, na noite desta quarta-feira (11). Eles usaram bombas de gás que provocam vômito nas pessoas. Mulheres que participavam da 4ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, foram agredidas com puxões de cabelo, ofensas, bombas de gás lacrimogênio e sprays de pimenta. Até uma jornalista foi atacada.
Segundo relato dos Jornalistas Livres, os policiais "fizeram uma barreira na Esplanada, na altura do Ministério da Justiça, para impedir a marcha pela democracia de se aproximar do Congresso". "Aí um bando de policiais resolveu deixar a barreira, avançar sobre os manifestantes e escolher alguns a dedo para revistar de maneira agressiva. Nem é preciso dizer que a maior parte dos escolhidos foram jovens negros pobres", informa.
A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) comentou a ação da PM do Distrito Federal. Para Jandira, é de se esperar o fortalecimento de repressões às manifestações e aos movimentos sociais, que estarão cada vez mais presentes na rua, para o desgosto dos golpistas.
Neste link relato do ataque à repórter fotográfica Paula Fróes.
A polícia recebeu o reforço da tropa de choque, inclusive de um caminhão, e sete carros da Rotam estão estacionados no Ministério da Justiça, prontos para agir. 
Os manifestantes estão concentrados ao lado do carro de som e, por enquanto, a confusão acabou. A polícia ordenou que as pessoas se afastem da barreira policial e, quando alguém se aproxima, os policiais disparam o gás de efeito moral.
Sobre o incidente, a Secretaria de Segurança Pública informou que manifestantes contrários ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff arremessaram garrafas e rojões contra os policiais militares que faziam a barreira de isolamento na altura do Ministério da Justiça. Para conter o distúrbio, a PM usou gás de pimenta. No momento, há quatro mil manifestantes no lado do muro contra o impeachment e mil no lado oposto, a favor.

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