16 janeiro 2017

Meirelles admite que desemprego ainda vai crescer em 2017

 
Após a Organização Internacional do Trabalho afirmar que, em 2017, um em cada três demitidos no mundo será brasileiro, o ministro da Fazenda admitiu o inevitável: o desemprego no Brasil, que durante a gestão de Michel Temer e Meirelles atingiu seu maior nível —com mais de 12 milhões de pessoas sem emprego— ainda deve crescer em 2017. Apesar do cenário econômico desolador, o ministro espera convencer investidores e a comunidade internacional no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, de que o pior da crise já passou e de que o Brasil "finalmente, está enfrentando seus problemas". Meirelles embarcou para o país europeu para participar do encontro levando como "vitrine" da gestão Temer a PEC do teto, que foi criticada por diversos mecanismos internacionais, inclusive a ONU.
As informações de entrevista feita por Marcelo Moraes na Coluna do Estadão.
Meirelles ainda faz uma ginástica matemática para justificar de onde virá o crescimento. 
"É importante mencionar que estamos partindo de uma base muito baixa na economia. Então, quando comparamos a média do PIB prevista para 2017 com a média do PIB para 2016, a diferença acaba sendo pequena. Mas se compararmos a projeção do quarto trimestre de 2017 com o quarto trimestre de 2016, então, estamos prevendo um crescimento de 2%. É um crescimento forte. A nossa avaliação é que o Brasil vai crescer no primeiro trimestre de 2017.
O emprego reage de maneira defasada em relação à atividade econômica. Tanto que em 2014, quando a economia já estava começando a mergulhar, o emprego ainda estava altíssimo. É a mesma coisa agora. Já estamos crescendo nesse trimestre e, no entanto, o desemprego ainda sobe um pouquinho. Devemos ter a recuperação do emprego apenas no segundo semestre".

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