05 junho 2017

A INFINITA PACIÊNCIA DE DEUS!

A parábola dos vinhateiros homicidas deixa patente a infinita misericórdia de Deus para com a humanidade pecadora. Por isso, o texto evangélico é tecido de situações inverossímeis que dificilmente se encontram no âmbito das ações humanas. A lição nele contida é clara: quando se trata de salvar, Deus não mede esforços; a condenação só acontece no final de um longo processo de paciente tentativa de levar as pessoas à reconciliação.
É inexplicável que o proprietário, depois de plantar sua vinha com tanto cuidado, não tenha jamais retornado para vê-la, contentando-se em enviar seus servos, após vários anos, para receber a parte da colheita que lhe cabia. Não se concebe por que o proprietário tenha continuado a mandar "muitos outros", embora sabendo que os primeiros tinham sido tratados duramente.
A hostilidade dos arrendatários era evidente, e se radicalizava sempre mais: pegaram o primeiro enviado, espancaram-no e o mandaram embora sem nada; o segundo foi ferido na cabeça e coberto de injúrias, e o terceiro, assassinado. Daí para frente, os enviados eram espancados ou mortos.
Por que o proprietário não pôs um basta nesta covardia, logo no princípio? Por que teve a coragem de enviar seu filho e herdeiro, sabendo da fúria dos arrendatários? Seu comportamento foi paradoxal. No seu afã de conduzir a humanidade aos caminhos da salvação, Deus se serve dos expedientes mais inesperados. Importa sermos capazes de percebê-los e acolhê-los com amor.

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