05 julho 2017

Relator é mais ligado a Maia do que a Temer

 
247 – Há sinais de que Michel Temer, que traiu a presidente legítima Dilma Rousseff, será também traído.
Embora seja do mesmo partido de Michel Temer, o deputado Sergio Sveiter (PMDB-RJ), relator da denúncia apresentada por Rodrigo Janot por corrupção passiva contra o ocupante da presidência da República, é muito mais ligado a Rodrigo Maia (DEM-RJ), que assumiria o comando do País se a peça vier a ser aceita pela Câmara.
Sveiter se elegeu pelo PSD e só migrou para o PMDB a convite do ex-prefeito Eduardo Paes, que iniciou sua carreira como secretário de Cesar Maia, pai de Rodrigo Maia.
Sveiter tem prometido independência e aliados de Temer reagiram mal a sua escolha para a relatoria na Comissão de Constituição e Justiça. "Agora acabou", teria dito um aliado de Temer.
Sveiter também mantém boas relações com a Globo, que quer a queda de Temer e sua substituição por Maia.
Leia, abaixo, notas publicadas na coluna Painel:
Impressão digital A escolha de Sérgio Zveiter (PMDB-RJ) como relator do pedido de denúncia de Michel Temer na Comissão de Constituição e Justiça é um aceno para o grupo que pode se beneficiar com a queda do peemedebista. Zveiter é aliado de Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara e principal cotado para assumir o governo caso Temer sucumba. O Planalto diz que sua nomeação não é notícia necessariamente ruim. Boa não é. A essa altura, isso já significa muito.
Começo do fim Após a formalização da escolha de Zveiter, fatia importante da base aliada na Câmara aparentou abatimento. Deputados próximos a Temer que, até então, mostravam otimismo disseram, em tom fúnebre, que “agora acabou”.
Leia, ainda, reportagem da Reuters:
BRASÍLIA (Reuters) - Escolhido pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, Rodrigo Pacheco (PMDB-MG), relator da denúncia contra o presidente Michel Temer, o deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ) afirmou na noite desta terça-feira que vai atuar com "independência" e destacou que o seu compromisso é com o país.
Zveiter desconversou sobre se o Palácio do Planalto teria a comemorar o fato de ele ser também do PMDB, partido de Temer, "Não sei dizer", afirmou. Pouco antes, o presidente da CCJ minimizara esse fato. "A questão de ser do PMDB não o descredencia, não há vedação regimental", destacou Pacheco.
O relator da denúncia disse que vai se reunir com o presidente da comissão para avaliar o trâmite da denúncia, uma vez que é a primeira vez que a Câmara se depara com a análise a respeito da autorização para que o Supremo Tribunal Federal (STF) julgue se receberá a acusação criminal contra o presidente. Segundo ele, há lacunas que precisam ser resolvidas sobre o rito a ser adotado.
O deputado indicou que a CCJ poderá adotar o mesmo rito do processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff ano passado. Zveiter não quis antecipar se as cinco sessões regimentais previstas para a tramitação do processo é pouco ou muito para a sua análise.
Zveiter também não adiantou se vai aceitar pedidos feitos da oposição de produção de provas. Disse apenas que existe essa possibilidade, mas tal matéria será analisada no devido tempo. Destacou apenas que a última palavra, após a manifestação da CCJ, será do plenário da Câmara.
O relator é advogado de carreira e de uma família com forte atuação no Judiciário brasileiro. Ele presidiu a seccional fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Tanto parlamentares do governo, quanto da oposição elogiaram a escolha. O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) destacou o fato de Zveiter não ser um peemedebista orgânico. Em seu segundo mandato, o relator está na terceira legenda - já passou pelo PDT e pelo PSD e desde o ano passado está no PMDB.
"São vínculos menos fortes com o partido", avaliou Molon.
Um dos vice-líderes do PMDB e indicado recentemente pela CCJ, o deputado Carlos Marun (MS) avaliou positivamente a escolha. Disse que o relator é sereno, responsável e tem conhecimento jurídico.
"Não vejo a mínima possibilidade de ele inventar provas", afirmou.
A base aliada de Temer quer votar a análise na próxima semana, enquanto a oposição atua para atrasar, ao máximo, a tramitação do caso. 
Fonte: Ricardo Brito

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