15 janeiro 2017

Gaspari lança Cármen Lúcia para presidente já em 2017

 
O jornalista Elio Gaspari, um dos porta-vozes do establishment econômico no Brasil, lançou a ministra Cámen Lúcia para a presidência da República, já em 2017, no artigo Cármen Lúcia, presidente. Ou seja: ele leva em consideração a hipótese de queda da "pinguela" Michel Temer, nome citado nas delações de empreiteiras como a Odebrecht.
"Havia um vazio em Brasília e ele foi ocupado pela ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal. Pudera, está no Planalto o vice de uma governante deposta, cujo futuro depende de um julgamento do TSE. Do outro lado da praça, há um Senado presidido por Renan Calheiros e uma Câmara até há bem pouco tempo comandada por Eduardo Cunha", diz Gaspari.
"Na prática, a mineira miúda e frugal sentou-se na cadeira com disposição para iniciativas audaciosas, cenografias batidas (depois do massacre do Compaj foi a Manaus e criou um grupo de trabalho), retórica bíblica ('Quem tem fome de justiça tem pressa') e atitudes angelicais (no Dia da Criança recebeu um grupo de meninos e meninas carentes)", reforça o jornalista. "Em apenas cinco meses, Cármen Lúcia deu nova dimensão à presidência do tribunal. Ora com frases retumbantes: 'Onde um juiz for destratado, eu também sou'. Ora com raciocínios cortantes: a questão não é se devemos bloquear celulares nos presídios, eles não podem é entrar."
"O desembaraço e a exposição conseguidos pela ministra seriam apenas um asterisco se o nome dela não estivesse na lista de prováveis candidatos a presidente da República. Numa eventual eleição indireta para substituir Temer, com certeza. Na disputa de 2018, talvez", diz ainda Gaspari.
Ou seja: Carmen Lúcia é um dos nomes do establishment para o pós-Temer, já em 2017.

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