
Para os que irão votar pela primeira vez em 2012 e eram, naquela época, muito jovens para se lembrar daquele patético espetáculo, vou rememorar algumas cenas que nunca me saíram da memória:
1) vi famílias divididas, chegando ao ponto de casais se separarem devido a divergências políticas;
2) vi nossas Igrejas, tanto a Católica quanto a Assembleia de Deus, separadas em dois grupos, segundo as preferências eleitorais de cada um;
3) vi um clima de guerra entre os eleitores, inebriados por tamanha paixão que os impedia de conviver harmoniosamente;
4) vi uma campanha em que o poder econômico mostrou toda sua força e, também, todas as desagradáveis transformações por que passam as pessoas quando se veem diante de muito dinheiro;
5) vi idosos se comportando como adolescentes, pulando e dançando em passeatas apenas para mostrar ao seu líder político o quanto estavam com ele alinhados, sem se importarem com as sequelas físicas do esforço despendido;
6) vi, por fim, todo tipo de manobras sujas, propagação de boatos infundados, divulgação de notícias falsas, pressão sobre pessoas indefesas e humildes, e, o que é pior: uma cidade inteira em pé de guerra, prestes, a qualquer momento, a explodir numa verdadeira guerra civil.
Não sou dos que defendem a aliança feita entre os grupos que dominam a política local. Defendo, como sempre fiz, a existência de uma oposição firme, corajosa, justa, honesta e comprometida com o bem estar da sociedade. Entretanto, se o preço que temos de pagar para que essa oposição renasça em Jardim é mergulharmos em outra campanha como a de 2000, então é melhor ficarmos como estamos.
Fonte: Blog Alcimar
Fonte: Blog Alcimar

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