SOMOS CIGARRAS OU FORMIGAS?

Algumas campanhas eleitorais entraram para a História de Jardim: a de 07/12/1952, como a que elegeu o primeiro prefeito, Oswaldo Lobo; a de 15/11/1972, como a disputada por um único candidato, Zacarias Medeiros; a de 2000, como a mais acirrada e cara, elegendo Galbê Maia por uma diferença de apenas quatro votos.
Na última enquete realizada por este blog, 80% dos que dela participaram consideraram que as próximas eleições não serão tranquilas, não elegerão os candidatos mais preparados, mas, infelizmente, ficarão marcadas por falsas promessas e decididas pela força do dinheiro.
Temo que essas previsões se confirmem em 2012. Todo jardinense, que verdadeiramente ama esta terra, não deseja uma reedição do pleito de 2000. Não queremos novamente assistir a famílias divididas, amizades desfeitas, fanatismo exacerbado, troca de acusações e ameaças, votos comprados a peso de ouro, carros de som trafegando diuturnamente pela cidade.
Não é disso que Jardim de Piranhas precisa. O município, há muito tempo, perdeu o caminho do desenvolvimento sustentável. Não soubemos aproveitar duas grandes riquezas: água potável em abundância e nível zero de desemprego. Acomodamo-nos com o lucro fácil e nos esquecemos de planejar o futuro. Fomos cigarras em vez de formigas e, hoje, pagamos o preço de toda essa indolência.
As próximas eleições representam uma grande oportunidade para que retomemos o curso do progresso. Trocar o debate acerca dos graves problemas que nos afligem por pão e circo significará condenar Jardim a permanecer no atraso. Muitas cidades vizinhas largaram antes de nós, apresentando resultados que saltam aos olhos de quem as visita. Só para se ter uma ideia, não há um único jardinense cursando Direito na UFRN/Campus de Caicó. Nesse quesito, somos superados por São Fernando, Cruzeta, Jardim do Seridó e Acari, dentre outros.
Ainda há tempo para alterar esse cenário. Afinal, somos nós os personagens principais, que conduzirão os fatos, farão as devidas escolhas e, com inteligência e sobriedade, interferirão no curso dos acontecimentos, escrevendo, no próximo ano, o mais importante capítulo de nossa História, mostrando, de forma indefectível, que não foi por acaso que aqui nasceram Amaro Cavalcanti e o Padre João Maria.
Alcimar Araújo

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