Cidadão Jardinense define o perfil dos candidatos em Jardim de Piranhas

O blog recebeu uma matéria do professor Jair Eloi, filho dessa terra, que fundamenta o perfil dos candidatos a prefeito de Jardim de Piranhas. Segue abaixo na íntegra:

JARDIM DE PIRANHAS: O EMBATE DAS ELEIÇÕES, COM A PALAVRA O ELEITOR QUE QUER CIDADANIA!...


Jair Eloi de Souza*

No lusco-fusco da hora da noite da última quinta-feira junina – 28 próximo passado, estava formalizado o quadro competitivo das eleições municipais em Jardim de Piranhas. Duas candidaturas se arvoram na condição de maiores protagonistas; Rogério couro fino e Elídio Queiroz, obviamente estabelecendo como seus respectivos coadjuvantes, os partidos de menor densidade eleitoral, em sede de disputa majoritária e proporcional, para o fim de preencher as cadeiras do Pretor-mor e do parlamento mirim, numa posterior funcionalidade executiva e legislativa, que venham corresponder às expectativas do bravo e inteligente povo jardinense.

O quadro se apresenta com propostas, que a partir das suas origens, já estabelecem diferenças que a olho nu, ou mesmo com a utilização de tosca luneta, embora capitaneadas por operosos da tenda empresarial, ofertam uma leitura de que: a primeira, do pleiteante Couro-fino, nutre-se de uma decisão do alto clero político jardinense, que após esperneios, desmentidos, idas e vindas, e ainda trocas de catilinárias com tintura de reverbérios, ancorara na enseada da reflexão de que; ou os caciques “tiravam” uma única fotografia, num cênico coletivo de aparente apaziguamento e acomodação, pelo menos até o pleito, ou haveria uma debandada de seus simpatizantes, de conseqüências irremediáveis.

Antepondo-se ao projeto situacionista, surge a pretensão de Elídio Queiroz; que em todo o seu processo de formação, ou seja, desde o seu nascedouro fático até a formalização na estação convencional, decanta-se em apelo popular e numa empatia no seio de numerosas famílias, clãs, seguimentos da sociedade civil e por não dizer de uma leva de descontentes, vítimas desse efeito sanfonado ou morde-e-assopra, patrocinado pelos feudos dirigentes de Jardim. Por isso, a candidatura de Elídio Queiroz passara por verdadeira via-crúcis, quando o assunto dizia respeito a encontrar o partido para instrumentalizar-se como candidato nas eleições que se avizinham, posto, que ocorreram gestões que o excluíram do direito de exercer sua cidadania política partidária, principalmente o legítimo direito de ser votado pelos seus compatrícios, muitos deles seus colegas de infância, de adolescência, com os quais sempre tivera a mais salutar leveza no convívio.

Sem precisar de qualquer exercício de reinvenção para justificar o quadro que se apresenta, onde, como já foi frisado, sobressaem-se duas faccões antagônicas. Tem-se como conseqüência, uma candidatura com forte traço de participação popular na sua formatação, com visível presença dos que ainda fazem o trabalho na faina agropastoril, de onde saíra o candidato Elídio Queiroz, da duo-centenária “Três Riachos”, patamar e templo sacro do logradouro, lugar das primeiras orações de nosso santo Padre João Maria, portanto de uma simbologia de reconhecida vocação dos que têm fé e resina cristã. E ainda, com uma convivência com muita leveza junto aos bolsões de centenas e mais centenas de conterrâneos, principalmente habitantes dos arredores de Jardim, desassistidas nas condições de cidadania, como esgotos, galerias para escoamento, áreas para os mais simples exercícios ou prática de lazer, e desprovidas de oficinas-bibliotecas, com orientadores docentes, facilitadores para patrocinar um reforço de ensinamento escolar, na confecção dos deveres-de-casa junto aos alunos desnivelados e que não contam com os pais para auxiliá-los, em razão do envolvimento destes no trabalho para o sustento da família.

A formação das duas chapas converge para uma arena, onde inevitavelmente deverá transcorrer uma luta visando a conquista de simpatizantes e a conseqüente conferência do poder. De um lado a justaposição de dois grupos que historicamente tiveram uma convivência entremeada de tapas e beijos, mas, que antevendo a possibilidade de surgimento de uma terceira via, e o conseqüente exaurimento de um ciclo, superam as desavenças intestinais e firmam trincheira para que não venham perder o status de mando, e tudo continue sendo solucionado nos limites do alto clero político, com vedação a participação popular, a não ser em circunstâncias em que o comboio já esteja na estrada.

De outro lado a formação de chapa noviça e inovadora, no contexto da coligação: DIGA SIM A JARDIM, onde alberga as candidaturas de Elídio Queiroz e Naná Rodrigues, deve trilhar pela inclusão de sua Senhoria o eleitor, no seu papel de sujeito da história, verticalizando forte cumplicidade para com uma Jardim feliz, limpa na alma e no cênico, elevada no seu brio, orgulhosa dos que conduzem os seus destinos, pelo bom trato para consigo, seus munícipes e seu patrimônio histórico, cultural, empreendedor de suas vocações laborais.


*É professor de Direito da UFRN

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