Poder, fama e riqueza adoecem governantes e políticos

A humanidade está indignada frente a tantos desmandos, incompetência, imoralidade, corrupção, mentiras, comunicação contaminada e nocividade de toda ordem, praticados principalmente por governantes doentios por poder, fama e riqueza. Onde há democracia e liberdade, as tecnologias de informação e recursos de comunicação se esforçam para acompanhar de perto ações e decisões de gestores públicos, políticos, educadores, comunicadores, religiosos, lideranças e profissionais liberais.
Mesmo assim, jeitinhos e mentiras confundem os cidadãos de boa fé. Megalomania e prepotência de alguns ameaçam o desenvolvimento, a ordem e a paz. Quem é submetido a interrogações por práticas ilícitas contra a população raramente é claro e sincero nas respostas. A comunicação deveria ter a função de esclarecer e comprovar a verdade, mas não é bem isso que acontece nos dias de hoje.
Desigualdades, insegurança, pobreza, dominações, injustiças, guerras, revoluções vão persistir, enquanto não forem derrotadas a mentira, a decadência moral e a traição do bem. As telecomunicações têm poder corretivo gigantesco no campo político, econômico, social, cultural e educacional. Podem facilitar aos cidadãos melhor leitura sobre declarações distorcidas.
As causas e raízes mais profundas de todos os males que afetam a humanidade são a mentira e a linguagem deturpada. Normalmente, o corrupto é também habilidoso corruptor da linguagem. Ele ascende a mentira até o mais abstrato, salta das coisas específicas às situações mais gerais, emite opiniões elegantes, passa de questões observadas à não observadas, do particular ao geral, do geral ao particular.
Comunicação, poder institucional e ética são forças motrizes da ordem, crescimento, segurança e rumos pacíficos da sociedade. A linguagem clara e compreensível legitima a verdade. Comunicação e ética são processos que abrem horizontes para a justiça social, a paz e o bem estar pessoal, familiar e coletivo. Vê-se no Brasil e em várias partes do universo que as crises se agravam por conta da degenerescência da linguagem e das atitudes antiéticas de quem detém poder institucional.
À luz dos fatos, debates, cursos de graduação e pós-graduação realizados ao longo dos últimos 40 anos, nas áreas de economia, educação, religião e comunicação, pressente-se a urgente necessidade de começar alfabetizar a mocidade para a verdade. A mentira desconcerta, atrapalha e interfere, até, na formação do caráter e da personalidade da criança e do jovem. Portanto, há nova missão para as famílias, escolas, Igreja e imprensa escrita e falada: alertar para a mentira pública e corrupção da linguagem. 
Fonte:  Pedro Antônio Bernardi
Jornalista, economista e professor.

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