Interessante como um adolescente sem conteúdo pode parecer em
muito com um Chimpanzé. Principalmente quando as drogas envolvem suas atitudes.
Em defesa de um viciado eles se revoltam, e são capazes de atentar contra eles
mesmos. Mas não percebem que estão sendo
usados como marionetes. Imortais? Sim, eles pensam que são, mas logo vão descobrir
que não são. Pobres pais, que irão lamentar não ter conduzido a vida dos filhos
por caminhos de vida e valores, e deixaram eles serem tragados pela mão da
morte.
Ninguém consegue penetrar nos redutos de nossa alma, a fim de
guarnecê-la com barricadas e trancas... Querendo ou não, somos senhores de
nosso reino mental e livres, na esfera íntima, para controlar e educar o nosso
modo de ser. Por isso acho muito complicado entender certos ataques idiotas.
Será que um cérebro com dois neurônios ainda não percebeu que essa estratégia é
furada? Acho que não, afinal, enquanto existir marionetes debilitadas e que
estejam sempre à disposição da “Baleia burra” (certo mentor intelectual, se é
que isso pode ser considerado intelectualidade), esse será o modelo de ataque.
Um dia o senhor Baleia foi adolescente, também mimado, cheio
de vontades atendidas, e tratamento VIP dentro de casa. Ele conseguiu se juntar
aos iguais o profetizarão fazer uma revolução contra o modelo do sistema que os
“antenados” eram contrários. Uma revolução sem causa e padrão ideológico,
talvez concebida e desenvolvida após horas de implante da maconha na mente que
já não era muito boa. O senhor Baleia, sempre foi gordo, desajeitado, com um pensamento inóspito
e meio vigarista. Aliás, Vigário Geral é o local de sonho e consumo da sua alma
capenga, não fosse é claro a sua dupla nacionalidade, ele teria certamente
nascido lá, sim um belo lugar. Mas a milonga é também sua alma.
A expressão pobre adora gritar, é baseada em suas gritas pelo
bairro que acidentalmente foi morar e nascer. Porém, nesses dias tão conturbados,
ele foi surpreendido por um neguinho com cara de mau: Se liga mano! Aqui não é
igual tua casa que tu tem sempre a razão! Aqui a parada é mais sinistra
vacilão! Pensou que o neguinho estivesse de bobeira, mas logo sentiu a rasteira
seca e cega jogá-lo ao chão. Apanhou do neguinho, chorou sozinho no canto do
seu Playground, lá onde termina todo menino classe média, média mesmo. Sozinho
questionando onde foram parar as horas de Jiu-jitsu brasileiro, as horas de
aulas de judô, as horas de levantamento de peso na academia do bairro, onde? E
quanto foram gastos na sua brilhante educação, para ver um neguinho arremessá-lo
no chão?
A resposta é simples: Na vida homem não pode voltar a ser
menino e menino não pode se apressar para ser homem. A maldade das ruas, nunca
será igual ao joguinho do computador, nas ruas as balas são reais, e o corpo
sangra até morrer. O pai que não doutrina isso aos filhos é um pai
descompromissado com o futuro da família. O que vai restar é a saudade do filho
e culpa por não ter apostado na mudança daquele destino enquanto se podia
tentar...


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