DA SABEDORIA DO POVO, À LUZ DA JUSTIÇA!... ELÍDIO DE NOVO!...

Jair Eloi de Souza*

Era uma noite chuvosa, na silhueta do mar,
Com tino e lucidez, eu ví o que me convém,
Uma senhora esguia, de venda no seu olhar,
Dando sóbria ao homem, direito que ele tem.

O lacrimejar dos nimbos, molhava as véstias suas,
Ela firme e vigilante, entoava uma canção do além,
Da pretensão do processo, só restava a sepultura,
Pois a Diva quer o justo, sem sofrimento de alguém.

Morada da alma pura, reduto do bem comum,
Pesaroso e entristecido, seria o mundo sem ela,
Canção da terra arrasada, o castelo só com um,
fantasma sem voz e canto, sem porta e janela.

*Professor de Direito e vate da cena sertaneja.

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