A exemplo do Tribunal Russell, que nos anos 1960 julgou os crimes dos
EUA na Guerra do Vietnã, partidários de Dilma Rousseff organizam um
tribunal para julgar o impeachment da presidente, segundo o colunista
Ancelmo Gois.
O processo está previsto para ocorrer nos dias 19 e 20 de julho, no
Oi Casagrande, no Rio de Janeiro. O júri será formado por personalidades
dos EUA, México, França, Itália, Espanha e Costa Rica.
O presidente será o argentino Adolfo Pérez Esquivel, vencedor do
Prêmio Nobel da Paz de 1980, que esteve com Dilma, em abril, para
manifestar apoio contra o golpe.
"A oposição aponta contra Dilma procedimentos contábeis já praticados
por governos anteriores, e inclusive por muitos dos acusadores da
presidente. Trata-se de uma situação semelhante aos golpes brancos que
já vimos recentemente em Honduras e no Paraguai", disse ele, na época.
Segundo Pérez, as organizações sociais brasileiras resistem com
esperança, pois sabem que a luta é justa: "Elas contam com a
solidariedade de várias entidades internacionais. Não queremos mais
golpes de Estado na América Latina".

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