Nos meios políticos, sempre se diz que os parlamentares são sensíveis à voz das ruas. Se
isso é verdade, o interino Michel Temer será despachado de volta para o
Palácio do Jaburu no início do mês de setembro, quando ocorrerá a
votação final do impeachment.
Basta fazer contas simples para notar que nada menos que 72% dos brasileiros são favoráveis à rejeição do impeachment. Isso
porque 20% defendem que a presidente Dilma Rousseff volte e conclua seu
mandato, enquanto 52% são favoráveis a novas eleições – o que também
passa pelo retorno de Dilma.
Enquanto isso, o apoio à permanência
do interino Michel Temer conta com a adesão de apenas 16% dos
brasileiros e pode diminuir ainda mais durante as Olimpíadas do Rio de
Janeiro, que já estão sendo palco até de protestos de atletas na Vila
Olímpica (leia aqui).
Como a presidente Dilma irá incluir na carta aos brasileiros que discute com senadores seu compromisso com novas eleições (leia aqui),
os senadores, se forem mesmo fiéis à voz das ruas, só têm uma saída:
rejeitar o impeachment e mandar Temer de volta para o Jaburu.
Outro fator que fortalece a volta de
Dilma é a tendência de que Henrique Meirelles permaneça no cargo,
contribuindo para que o Brasil recupere sua democracia, sem maiores
turbulências nos mercados.

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