No dia 28 de outubro deste ano, uma
sexta-feira, a Folha de S. Paulo desovou o capítulo da delação da
Odebrecht referente ao chanceler José Serra. Era uma bomba: em 2010, o
então candidato do PSDB à presidência da República, recebeu R$ 23
milhões da empreiteira numa conta secreta na Suíça, que, ao que consta,
ainda não teve seu sigilo quebrado (leia mais aqui).
Antes disso, no domingo 23 de
outubro, o alvo havia sido o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Seu "presente" da Odebrecht havia sido nada menos que o Itaquerão – o
que virou motivo de piada, uma vez que o Corinthians deve mais de R$ 900
milhões à construtora pela obra (leia mais aqui).
Agora, em mais um domingo, a Folha
retomou a carga contra o ex-presidente Lula. O "mimo" teria sido uma
reforma num patrimônio público: a piscina do Palácio do Alvorada, que
hoje pode ser usada por Michel Temer, que chegou sem votos à presidência
(leia aqui).
Assim como no caso do Itaquerão, a
reforma da piscina como exemplo de corrupção também caiu no ridículo.
"Surreal e kafquiana, para dizer o mínimo, a nova investigação em curso
para saber se a Odebrecht teria 'beneficiado' Lula fazendo, de graça,
consertos na piscina do Palácio do Alvorada. 'Beneficiado', como? Lula,
agora, virou dono do Palácio do Alvorada? Se a construtora consertou a
piscina do palácio, ótimo. Ela arrumou e valorizou o patrimônio público.
Nesse caso, qual foi o prejuízo para o erário?", questiona o experiente
jornalista Mauro Santayanna (leia aqui).
Para o cientista político Luis
Felipe Miguel, da Universidade de Brasília, a nova denúncia demonstra
que ainda não se conseguiu encontrar elementos consistentes contra o
ex-presidente Lula (leia aqui).
Ou seja: ainda não se encontrou nada
que possa fazer sombra às acusações que pesam contra políticos como
José Serra e muitos outros que integram o governo Temer. Mas como Serra
ainda não foi incomodado pela Justiça ou pela imprensa, ele chegou até
dizer que considera plausível a ideia de que Lula esteja pensando em
fugir do País.

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