Em nota à imprensa, a ex-presidente Dilma Rousseff rebateu
declarações do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar
Mendes. Ele disse que a campanha de reeleição de Dilma teria custado
quatro vezes mais do que o valor efetivamente declarado, superando a
marca de R$ 1,3 bilhão.
"A campanha da reeleição em 2014 teve custo de R$ 330 milhões. A
prestação de contas foi aprovada por unanimidade do TSE, com parecer
favorável do Ministério Público. As cifras citadas pelo ministro Gilmar
Mendes não têm o menor amparo nos fatos. Aliás, é espantoso que um
ministro da mais alta corte eleitoral do País trate de questões
processuais relativas à campanha presidencial fora dos autos. Mais ainda
que seja em um evento no exterior. É uma conduta inadequada a um
magistrado. Como presidente da Corte, o ministro Gilmar Mendes deve
abster-se de fazer prejulgamentos e de externá-los, como determina a
lei", afirmou Dilma.
Ela ressalta que "a Constituição Federal é clara ao impedir
manifestações políticas e partidárias expressas por magistrados que
violem a imparcialidade no processo legal" e alerta que o país está
vivendo "tempos sombrios que turvam o Estado Democrático de Direito".
Abaixo a nota:
A respeito das declarações do presidente do Tribunal Superior
Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, em Washington, nos Estados Unidos, de
que a campanha de reeleição teria custado quatro vezes mais do que o
valor efetivamente declarado, superando a marca de R$ 1,3 bilhão, a
ex-presidenta Dilma Rousseff esclarece:
1. "A campanha da reeleição em 2014 teve custo de R$ 330 milhões. A
prestação de contas foi aprovada por unanimidade do TSE, com parecer
favorável do Ministério Público.
2. As cifras citadas pelo ministro Gilmar Mendes não têm o menor
amparo nos fatos. Aliás, é espantoso que um ministro da mais alta corte
eleitoral do País trate de questões processuais relativas à campanha
presidencial fora dos autos. Mais ainda que seja em um evento no
exterior. É uma conduta inadequada a um magistrado.
3. Como presidente da Corte, o ministro Gilmar Mendes deve abster-se
de fazer prejulgamentos e de externá-los, como determina a lei.
4. A Constituição Federal é clara ao impedir manifestações políticas e
partidárias expressas por magistrados que violem a imparcialidade no
processo legal.
5. Vivemos tempos sombrios que turvam o Estado Democrático de Direito no Brasil".

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