Diante do aprofundamento da crise política e do naufrágio da
popularidade do presidente Michel Temer (PMDB), partidos da base aliada
na Câmara já sinalizam que vão deflagrar uma rebelião contra propostas
de interesse do Palácio do Planalto. As siglas do chamado "centrão", que
reúne partidos médios como PP, PSD e PTB, discutem o boicote a medidas
do governo, como a reforma da Previdência e outras iniciativas que podem
ser consideradas impopulares. Em paralelo, um grupo dentro do PSB
passou a pressionar pela saída imediata do partido da administração
federal, o que, se concretizado, seria a primeira perda na base de apoio
do presidente no Congresso Nacional desde que ele assumiu o Palácio do
Planalto, em maio.
As informações são da Folha de S.Paulo.
"No sábado (10), o diretório estadual do PSB no Rio Grande do Sul
aprovou moção pelo desembarque da legenda do governo federal por não
concordar com os rumos da gestão peemedebista.
A iniciativa preocupou o presidente, que discutiu o tema nesta
segunda-feira (12) com o ministro Fernando Bezerra Filho (Minas e
Energia), do PSB.
Ele garantiu a Temer que a pressão é restrita à seção do Rio Grande
do Sul e não terá apoio do restante do partido neste momento.
O governo quer conter este movimento do PSB para evitar que outras
legendas aliadas possam fazer o mesmo tipo de ameaça contra o Palácio do
Planalto, visando garantir benefícios federais.
O presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, também negou que
uma saída imediata seja discutida pela cúpula nacional da sigla.
Ele reconheceu, no entanto, que o PSB tem divergências com o governo
federal em relação a pontos da reforma previdenciária apresentada pelo
Palácio do Planalto.
Nesta segunda-feira (12), inclusive, o partido decidiu obstruir
votação da admissibilidade da proposta na CCJ (Comissão de Constituição e
Justiça).
O líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE), reconheceu que a
movimentação da sigla contra a reforma previdenciária já tem repercussão
em outros partidos da base aliada".

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