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Minas 247 - Com mais de 10% dos senadores ausentes, o
risco de o senador Aécio Neves (PSDB-MG) sair derrotado na votação sobre
seu afastamento cresceu nos bastidores e aliados já discutiam a
possibilidade de adiar, mais uma vez, a sessão no plenário do Senado
prevista para esta terça (17).
O senador mineiro está afastado, por determinação do STF
(Supremo Tribunal Federal), do mandato e impedido de deixar sua casa à
noite desde o fim de setembro. Decisão do mesmo tribunal, na semana
passada, deu aval para o Senado votar se mantém ou revoga a medida.
Dos 80 senadores em exercício do mandato, pelo menos 11 não
chegarão a Brasília a tempo da sessão prevista para o fim da tarde desta
terça.
O senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) diz que faltará por ter
sofrido um acidente de mula. O líder do governo no Senado, Romero Jucá
(PMDB-RR), também se ausentará. Ele tem consultas marcadas em São Paulo
após ter passado por uma cirurgia para tratar uma diverticulite.
Outros nove senadores não comparecerão: Jorge Viana (PT-AC),
Gladson Cameli (PP-AC), Vanessa Grazziotin (PC do B-AM), Ricardo
Ferraço (PSDB-ES), Armando Monteiro (PTB-PE), Cristóvam Buarque
(PPS-DF), Sérgio Petecão (PSD-AC), Gleisi Hoffmann (PT-PR) e Roberto
Muniz (PP-BA). Eles estão em viagem à Rússia ou aos Emirados Árabes em
missão oficial.
Pelas últimas contas, ao menos 30 senadores mostram
disposição em votar contra Aécio, pela manutenção das cautelares
impostas pelo STF.
Para recuperar o mandato, o tucano precisa de ao menos 41
votos dos 81 senadores para reverter a decisão do Supremo. Por isso, as
ausências contam de forma desfavorável ao tucano.
As informações são de reportagem de Talita Fernandes e Angela Boldrini na Folha de S.Paulo.
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