247 - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, fez um
cálculo político estratégico nas últimas semanas e decidiu investir de
forma mais incisiva em busca do apoio de Michel Temer e Rodrigo Maia à
sua candidatura em 2018.
Espremido pela disputa entre o PMDB de Temer e o DEM do
chefe da Câmara —que procuram um nome para as eleições do próximo ano—,
Meirelles avalia que precisa se consolidar como a opção de
centro-direita aclamada por Maia, ao mesmo tempo em que faz a defesa do
legado de Temer.
A recente influência do presidente da Câmara na
redistribuição de cargos no governo mirava a articulação de uma aliança
entre PMDB, DEM e partidos do centrão, como PR, PP e PSD, para as
eleições de 2018. O objetivo era bem claro: isolar Geraldo Alckmin,
provável candidato do PSDB à Presidência.
Filiado ao PSD, Meirelles resolveu se antecipar para
encabeçar essa possível chapa e estabeleceu um piso de 5% das intenções
de voto nas pesquisas de março como gatilho para se lançar na corrida ao
Palácio do Planalto —hoje ele tem 2%.
Caso não chegue a esse patamar no mês em que os ministros
que concorrerão às eleições precisam deixar os cargos no governo,
Meirelles pode desistir da disputa.
As informações são de reportagem de Marina Dias na Folha de S.Paulo.

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