RS 247 – A mobilização
em defesa do ex-presidente Lula programada para o julgamento do dia 24
de janeiro sofreu um revés nesta quinta-feira 28.
Decisão assinada pelo juiz
Osório Ávila Neto proíbe acampamento do MST em Porto Alegre nas
proximidades do TRF-4, onde três desembargadores julgarão Lula em
segunda instância.
"É dado notório que se
aprazou para o dia 24 de janeiro o julgamento de recurso penal
envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no âmbito do
Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que funciona em prédio lindeiro
ao deste foro. Informações de imprensa também dão conta de que
movimentos sociais identificados com o ex-presidente mobilizam-se para
comparecer no local de julgamento, a fim de promover suas manifestações
de apoio ao político", diz o juiz.
"Protestar é um ato
midiático, exige perfeita remessa entre a ação de protesto e o
destinatário da agitação. A foto deste grupo protestando em frente ao
Tribunal dirá muito mais à coletividade mundial do que a foto deste
mesmo grupo em praça a centenas de metros de distância", prossegue o
magistrado.
"Ante o exposto, defiro
parcialmente a liminar pleiteada, para o fim de (a) que seja
estabelecida área de isolamento para o trânsito e permanência dos
manifestantes, correspondente à área formada pelo polígono entre as
vias: Rua Edvaldo Pereira Paiva, Avenida Loureiro da Silva e Avenida
Augusto de Carvalho; (b) proibir, imediatamente e até três (03) dias
após o julgamento do recurso, a formação de acampamento no interior do
Parque Maurício Sirotski Sobrinho (Parque Harmonia) e em seus terrenos e
estacionamentos lindeiros ao parque e ao Tribunal Regional Federal e às
instituições públicas situadas nas adjacências".
Embora o Judiciário pareça
estar fechado para consumar mais um atentado à democracia brasileira,
depois do golpe de 2016, um manifesto com mais de 80 mil assinaturas
aponta abusos do Judiciário com a finalidade de excluir Lula – líder em
todas as pesquisas – da disputa presidencial de 2018.
Saiba mais aqui sobre o manifesto.

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