247 - A chegada da caravana Lula pelo Rio de Janeiro à
cidade de Maricá foi celebrada com uma noite de muita emoção. Lula
chegou na Praça da Matriz acompanhado da presidenta eleita Dilma
Rousseff, que se juntou à caravana nesta quarta-feira (6). Ao lado de
Dilma, ele elencou as conquistas dos governos petistas perante uma
multidão aglomerada no centro da cidade.
O ex-presidente pregou a conciliação do Brasil. "Aqueles que
foram bater panela, aqueles que foram para as ruas apoiar o golpe, não
têm mais panela para bater. Estão batendo a cabeça na parede de
arrependimento. Não vamos tratá-los com indiferença. Vamos estender a
mão e dizer 'vem para cá, companheiro'", afirmou Lula, acrescentando que
"é sempre tempo para a gente aprender".
Durante o discurso, Lula ressaltou a importância de se
recuperar o otimismo do povo brasileiro e afirmou que, caso seja
confirmado candidato às eleições de 2018, deseja "voltar para provar que
o Brasil pode voltar a ser feliz".
"Meu diploma é a minha relação com o povo brasileiro. Eu sei
o que é acordar com fome, com a casa cheia d'água, com rato tentando
subir na cama, com merda boiando no quarto. Eles não sabem e é por isso
que eles não cuidam do povo. Eles não conhecem vocês", afirmou Lula.
O ex-presidente voltou a criticar o mercado e a imprensa por
promover "terrorismo" sobre sua eventual candidatura. "Mesmo se eu
marcar um gol de bicicleta a imprensa não vai dar, preferem transmitir o
gol de canela do adversário", brincou. Sobre sua relação com o mercado,
Lula foi enfático. "Eu não preciso do mercado, eles que vão precisar do
meu governo".
A presidenta eleita Dilma Rousseff ressaltou que a
perseguição a Lula faz parte da continuação do processo do golpe. "Estão
querendo tirar o Lula do processo eleitoral porque eles não têm ninguém
para concorrer contra ele. Para mim, inventaram as pedaladas; para ele,
um processo sem crime", relatou.

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