247 - O vídeo do escracho ao senador Romero Jucá em um avião comercial em Brasília está bombando nas redes desde esta quinta.
A mulher, no caso, é Rúbia Sagaz, assistente social no
Instituto Federal Catarinense, que aproveitou a presença do político
para expor para todos(as) os(as) passageiros(as) que ali estava “um
criminoso, um corrupto assumidamente criminoso”.
As imagens foram gravadas pela própria Rúbia, que perguntou
ao político sobre uma gravação feita pelo ex-presidente da Transpetro,
Sérgio Machado, à Polícia Federal e divulgada no ano passado: “E aí,
senador, conseguiu estancar a sangria?”. No áudio, Jucá afirma que é
preciso “estancar a sangria” atribuída à Operação Lava Jato. Em
resposta, no avião, o senador tenta retirar o celular da mão de Rúbia,
mas não consegue.
“Meu objetivo era expor para todos que ali conosco viajava
um criminoso, um corrupto assumidamente criminoso, e dizer, na verdade
resgatar, através das próprias falas dele, as formas como ele costuma
negociar os nossos direitos. Ele foi baixo, tentou me desestabilizar me
chamando de petista, como se isso fosse o motivo para eu estar
atacando-o. Tentou desmoralizar os meus argumentos e, agressivamente,
tentou tirar o celular da minha mão. Achei que a reação dele foi digna
do crápula que ele é e teria sido muito pior, caso as pessoas não
tivessem saído em minha defesa”, relata Rúbia.
Elogiada por pessoas de todo o Brasil pela coragem e garra,
ela está muito orgulhosa com a repercussão dos fatos: “estou emocionada
com o retorno das pessoas. Eu quero dizer com esse vídeo que a gente não
pode e não deve nunca perder a capacidade de se indignar. O nossa país
está na lama e nós precisamos nos tornar protagonistas da nossa
história. Chega de esperar que eles tenham piedade de nós, eles jamais
terão. Essa luta é nossa e é todo dia! Quero aproveitar para fazer um
chamado à Greve Geral do dia 05/12: vamos parar este país, não temos
mais condições de continuar neste caminho. Avante!”.
A servidora pública, que é filiada ao SINASEFE, diz ainda
que, para mudar a realidade tenebrosa a qual o Brasil está mergulhado,
somente com a organização da classe trabalhadora. “Não há outra forma
senão a de consciência de classe. É necessário também o protagonismo
efetivo, chega dessa democracia que nunca nos representou”, finaliza a
guerreira.
As informações são do Sinasefe.

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