247 - Os resultados da pesquisa Datafolha divulgada
nesta quarta (31) foram usados por parlamentares da base do governo como
um atestado de que votar a reforma da Previdência sob a impopular
gestão de Michel Temer será um suicídio político. Há, mesmo entre
líderes de partidos aliados, forte movimento para tirar o projeto de
pauta. Pressionado, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tenta
ganhar tempo. Disse que dará um sinal definitivo após o dia 7, quando
fará ampla reunião.
O muro que se ergueu sobre a mudança nas aposentadoria tem
muitos componentes. Somadas, a rejeição a Temer, a proximidade das
eleições e a inexistência de candidatura de direita que empolgue parcela
expressiva da população tornaram-se uma combinação difícil de
suplantar.
Maia, que tem se colocado como presidenciável, foi
fortemente aconselhado a abandonar a pauta previdenciária e se afastar
do governo, especialmente por aliados do Nordeste. Ele resiste. Ainda vê
na aliança pendular com o Planalto uma fonte de poder.
Mesmo marcando 1% no Datafolha, o presidente da Câmara
comemorou a pesquisa. A pessoas próximas, disse que a essa altura do
campeonato, o que deve ser observado é a rejeição do eleitorado. Nesse
quesito, bateu 21%, índice considerado baixo.
Os números obtidos em levantamentos internos mostram que a
população simplesmente não reconhece como um feito do governo a
recuperação econômica ou, pior, em temas importantes, sequer enxerga
melhora.
As informações são da coluna Painel da Folha de S.Paulo.

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