A presidente Dilma Rousseff concedeu uma nova entrevista exclusiva nessa semana, desta vez ao jornalista Kiko Nogueira, do Diário do Centro do Mundo.
Na conversa, ela se mostrou otimista com o resultado da votação do
impeachment no Senado, prevista para agosto, apesar de ter clareza da
dificuldade de escapar da condenação no processo, conforme relata o
entrevistador.
Imaginando um cenário favorável, ela faz planos para a volta ao
poder: "Não vou mais fazer aquela composição. O presidencialismo de
coalizão terminou". "Teremos outras formas de relação com a população e o
Congresso", detalhe. Segundo ela, a tal "governabilidade" não pode ser
motivo para impedimento. "O Obama governa sem maioria e ninguém tentou
tirá-lo porque é uma democracia madura", diz. "Aqui teremos também de
lidar com esse fato. Não se trata de minha pessoa".
Sobre o plebiscito, afirma que "não depende da vontade do presidente e
eu não posso, sozinha, propor algo sem ter o apoio necessário".
Questionada sobre a escolha de Michel Temer como vice-presidente, indica
que não tinha como prever sua traição: "Faz parte da traição a pessoa
não mostrar suas reais intenções. Se mostrasse, não seria traidor".
Dilma também nega que deveria ter negociado com Eduardo Cunha na
presidência da Câmara para evitar a crise política. "Não se negocia com o
Cunha. Ele tem uma agenda que é dele. Ou você está de acordo com ele ou
não tem acordo", afirma. "Eu cometi erros, mas não fui insensata",
atesta.
A íntegra da entrevista será exibida no próximo domingo 3, às 20h, no programa do DCM na TVT. Assista aqui a alguns trechos.

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