Em entrevista publicada neste fim de
semana, nas páginas amarelas de Veja, o interino Michel Temer afirma
que seu governo não será tragado pela Operação Lava Jato.
Numa escala de zero a dez, definiu
como "zero" a possibilidade de que seu governo seja abalado pela
operação, muito embora três ministros – Romero Jucá, Fabiano Silveira e
Henrique Alves – tenham caído em função dela.
"O que houve é que fui presidente do
partido por muito anos. Entravam doações, todas oficiais. Há uma
tendência para criminalizar doações oficiais. É preciso separar bem o
que é propina do que foi doação legal", diz Temer.
Em sua delação, o ex-presidente da
Transpetro, Sergio Machado, acusa Temer de lhe pedir R$ 500 mil para a
campanha de Gabriel Chalita. Embora o valor tenha entrado como doação
oficial, Machado diz que Temer sabia da origem ilícita dos recursos.
O interino disse ainda que sua
esposa, Marcela, está "preparadíssima" para a vida pública, podendo
passar a cuidar de questões sociais do governo.
Sobre seu aliado Eduardo Cunha,
ontem acusado de comandar um esquema milionário de propinas no FI-FGTS,
Temer disse ser normal o encontro fora da agenda, no Palácio do Jaburu,
domingo à noite. "Mas, veja, ele é deputado, embora afastado é
presidente da Câmara, é do meu partido, ficou muito tempo afastado
dessas questões todas..."
A entrevista ocorreu antes da prisão
do empresário Lúcio Funaro, braço direito de Cunha, que cogita fazer
delação premiada – o que implodiria todo o PMDB.

Claro! A mídia não apura, toda a sujeira desse senhor, prefere atacar delações!
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