Para o economista e presidente do Insper, Marcos Lisboa, o presidente
interino Michel Temer demonstra uma relativa dubiedade: "Se por um lado
tem falado em sacrifícios, em fazer reformas como a da Previdência, em
propor o teto para os gastos e enfrentar uma série de problemas
essenciais para superar o problema fiscal, por outro, no varejo, tem
cedido aos grupos de pressão. Este parece ser um governo fraco, que cede
a grupos de pressão. E ceder é ir na contramão do ajuste".
Em entrevista à "Folha de S. Paulo", ele afirma que a "grande
pergunta" é saber se medidas como o reajuste do funcionalismo (ao custo
de
R$ 67,7 bilhões até 2018) seriam só consequência do fato de Dilma
Rousseff ainda não ter sido afastada definitivamente. "Espero que a
interinidade não tenha sido um mau prelúdio", diz.
Diz ainda que há um cenário externo mais favorável aos preços de
commodities no Brasil, as coisas pararam de piorar em termos de
atividade e talvez exista a oportunidade de uma pequena recuperação no
ano que vem (leia aqui).


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