Em sua primeira entrevista, o novo presidente da Petrobras, Pedro
Parente, falou da venda de ativos da estatal e admitiu estudar o
controle compartilhado com o setor privado de algumas subsidiárias, como
a BR Distribuidora ou a Transpetro - embora se afirme contra a
privatização da estatal. "Não acho que a sociedade brasileira esteja
madura para sequer discutir, isto sim é dogma, a privatização da
Petrobras."
“Vemos valor nas parcerias. Reduzem riscos, a necessidade de aporte
de capital, trazem tecnologias e cultura diferentes. A grande discussão
que se coloca neste momento: controle ou cocontrole (controle
compartilhado)?”, afirmou ele, em entrevista à "Folha de S. Paulo",
lembrando que isso será feito obedecendo a três condições: maximizar o
valor dos ativos, preservar a empresa verticalizada e manter os seus
interesses estratégicos.
Ele também fez críticas à política de conteúdo nacional e defendeu a
abertura do pré-sal a empresas estrangeiras: "O modelo de partilha é o
menos favorável para as empresas. Mas isso é questão de política de
governo."
Sobre a Lava Jato, afirmou que os diretores envolvidos no petrolão
"foram escolhidos com a intencionalidade" de praticar crimes e apontou
que uma das razões da crise da estatal foi "fazer deliberadamente a
escolha desses desonestos para liderar a empresa" – leia aqui.

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