O comunicado emitido hoje pelo governo de Raul
Castro convocando 1672 médicos cubanos que atuam no programa Mais
Médicos para que retornem à ilha. O governo de Cuba já estabeleceu
inclusive um cronograma: os médicos cubanos que estão atuando no
programa cujos contratos vencem este ano devem retornar a Havana até o
dia 9 de novembro. Muitos profissionais estão chateados porque
acreditavam poder renovar o contrato e permanecer no Brasil por mais
três anos. Não se sabe ainda se eles serão de fato substituídos por
outros.
A nota oficial do ministério da Saúde de Cuba diz que "de 1 a 2 de
novembro retornarão à pátria em dois voos, um por dia, com o fim da
missão, os 347 médicos que restam do grupo de 400 (alguns já retornaram e
outros, por outras causas, já não estão na missão). De 4 a 9 de
novembro sairão em um voo diário, da mesma forma, os 1325 médicos que
restam do grupo dos 2000 (alguns já retornaram à pátria e outros, por
outras causas, já não estão na missão)”. A nota não faz referência aos
outros cubanos que atuam no Mais Médicos, cerca de 11 mil no total.
Os médicos cubanos foram proibidos de comentar com os colegas
brasileiros o conteúdo do comunicado, que não deixa claro se o contrato
com o governo brasileiro, sob a presidência de Michel Temer, será mesmo
renovado, com a vinda de outros médicos em substituição a estes. "Ficam
terminantemente proibidos comentários na presença do pessoal brasileiro.
Esclarecemos que o Brasil esteve na melhor disposição de prorrogar o
contrato com os mesmos médicos, mas devido a estratégias de trabalho, o
Ministério da Saúde de Cuba não aprovou que a renovação do contrato
fosse com os mesmos médicos".

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