A renúncia de Eduardo Cunha à presidência da Câmara poderá complicar a
situação dele no Supremo Tribunal Federal (STF). Os processos contra o
deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB) vão ser julgados na Segunda Turma
do STF, formada pelos ministros Celso de Mello, Dias Toffoli, Gilmar
Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki, e não mais no plenário do
tribunal, composto por 11 ministros.
De acordo com o Regimento Interno do STF, o plenário é responsável
pelo julgamento de ações envolvendo presidentes da Câmara e do Senado.
No caso dos demais parlamentares, cabem às duas turmas, cada uma
composta por cinco ministros, a análise de questões envolvendo deputados
e senadores.
Nas turmas, as decisões costumam ser mais rápidas. Desde a abertura
dos primeiros inquéritos, advogados de Cunha têm apresentado uma série
de recursos para retardar a tramitação das investigações.
Pesam contra ele um pedido de prisão, dois processos por corrupção,
quatro inquéritos em andamento e dois pedidos de abertura de inquérito.
Cunha é acusado de receber US$ 5 milhões em propina para viabilizar a
contratação de dois navios-sondas da Samsung Heavy Industries pela
Petrobras.
Também há indícios de que recebeu pelo menos R$ 52 milhões para
facilitar a liberação de recursos do Fundo de Investimentos (FI), do
FGTS, a partir de uma estrutura controlada por Fábio Cleto,
ex-vice-presidente da Caixa Econômica Federal.

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