Da Carta Maior, com informações do jornal uruguaio El Observador – "O que vimos foi a consumação de um golpe de Estado que estava
anunciado já há algum tempo", disse o ex-mandatário uruguaio José "Pepe"
Mujica, durante evento realizado na sede da organização PIT-CNT
(Plenária Intersindical de Trabalhadores – Convenção Nacional de
Trabalhadores, uma das mais importantes do país).
Mujica, de 81
anos, disse também que já viu "muitos castelos de ilusões irem ao chão",
em referência à possibilidade de que a conjuntura possa levar ao fim
dos programas sociais iniciados pelos governos de Lula da Silva e Dilma
Rousseff no Brasil. Em referência a outras situações políticas
conturbadas na América Latina e no mundo, o hoje senador uruguaio
afirmou que "a humanidade está diante de um desafio de proezas".
Durante o seu governo, Mujica manteve uma relação bastante próxima com a presidenta Dilma Rousseff. Ambos militaram na luta armada e foram presos políticos na época das ditaduras da segunda metade do Século XX, em seus respectivos países – Dilma fez parte da organização VAR-Palmares, sendo presa e torturada entre 1970 e 1972, enquanto Mujica foi integrante do grupo MLN, também conhecido como Tupamaros, e passou doze anos numa solitária, durante os anos da ditadura uruguaia (1973-1985).
"Pepe" Mujica expressou durante o encontro que "a luta pelo Brasil não é só uma questão de solidariedade, é uma questão de defesa dos interesses latino-americanos".
Para ele, "esta luta pelo Brasil também é nossa, e nós vamos acompanhá-la", sentenciou o ex-presidente e atual senador pelo partido MPP, que finalizou sua intervenção no evento indicando que a direita brasileira, que recuperou o poder no Brasil com a derrubada de Dilma, "não vai levar esse prêmio grátis, para eles tampouco vai ser fácil, sobretudo para convencer o povo a aceitar sua legitimidade".
Durante o seu governo, Mujica manteve uma relação bastante próxima com a presidenta Dilma Rousseff. Ambos militaram na luta armada e foram presos políticos na época das ditaduras da segunda metade do Século XX, em seus respectivos países – Dilma fez parte da organização VAR-Palmares, sendo presa e torturada entre 1970 e 1972, enquanto Mujica foi integrante do grupo MLN, também conhecido como Tupamaros, e passou doze anos numa solitária, durante os anos da ditadura uruguaia (1973-1985).
"Pepe" Mujica expressou durante o encontro que "a luta pelo Brasil não é só uma questão de solidariedade, é uma questão de defesa dos interesses latino-americanos".
Para ele, "esta luta pelo Brasil também é nossa, e nós vamos acompanhá-la", sentenciou o ex-presidente e atual senador pelo partido MPP, que finalizou sua intervenção no evento indicando que a direita brasileira, que recuperou o poder no Brasil com a derrubada de Dilma, "não vai levar esse prêmio grátis, para eles tampouco vai ser fácil, sobretudo para convencer o povo a aceitar sua legitimidade".

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