Ao desembarcar na China,
para a reunião do G20, Michel Temer minimizou a decisão do Senado que
mantém os direitos políticos da presidente afastada Dilma Rousseff.
"Não se tratou de uma
manobra, tratou-se de uma decisão que se tomou. Desde o começo, ainda
como interino, digo sempre que aguardo respeitosamente a decisão do
Senado Federal. Se o Senado tomou essa decisão, certa, errada, não
importa, o Senado tomou a decisão", disse nesta sexta (2), noite de
quinta no Brasil.
Temer disse estar
acostumado a "acompanhar permanentemente esses pequenos embaraços, que
logo são superados em seguida". "Ontem mesmo, antes de sair de lá, falei
com os companheiros do PMDB, PSDB, DEM, e essa questão toda será
superada."
O PMDB, no entanto,
subscreveu a ação que pede, no Supremo Tribunal Federal, que seja
revista a decisão que mantém os direitos políticos da presidente
afastada Dilma Rousseff, enquanto ela, por sua vez, requer a anulação da
sessão do impeachment.
Leia, abaixo, reportagem da Agência Brasil a respeito:
Mariana Jungmann - Repórter da Agência Brasil
O PMDB decidiu apoiar e subscrever a
ação que será protocolada hoje (2) pelos advogados do PSDB no Supremo
Tribunal Federal pedindo que seja anulada a segunda parte do julgamento
da presidenta Dilma Rousseff. O mandado de segurança a ser impetrado
argumenta que ao ser condenada pelo Senado e perder o mandato, Dilma
também deve ficar automaticamente inabilitada para assumir funções
públicas por oito anos.
O senador Romero Jucá (RR) disse que a decisão de subscrever a ação é do partido e não tem relação com o governo de Michel TemerMarcelo Camargo/Agência Brasil
Ontem, os senadores do PT apresentaram um destaque para que essa decisão sobre a perda dos direitos da ex-presidenta fosse votada separadamente e ela foi absolvida na segunda votação.
O senador Romero Jucá (RR) disse que a decisão de subscrever a ação é do partido e não tem relação com o governo de Michel TemerMarcelo Camargo/Agência Brasil
Ontem, os senadores do PT apresentaram um destaque para que essa decisão sobre a perda dos direitos da ex-presidenta fosse votada separadamente e ela foi absolvida na segunda votação.
A ação é assinada por PSDB, DEM, PPS
e agora também pelo PMDB - que teve boa parte da bancada no Senado
votando a favor de Dilma neste quesito. Segundo a assessoria do
presidente do partido, senador Romero Jucá (RR), a decisão de subscrever
a ação é do partido e não tem relação com o governo de Michel Temer.

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