Brasília 247 – A
operação para salvar o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), idealizador do
golpe parlamentar de 2016 e um dos principais aliados de Michel Temer,
foi preparada pelo deputado João Carlos Bacelar (PR-BA) e conta com
total apoio do Palácio do Planalto.
Bacelar deve apresentar um voto em
separado, propondo que Cunha seja suspenso de suas funções por 90 dias, e
não cassado definitivamente.
Com isso, os mais de 200
parlamentares que devem favores, inclusive financeiros ao ex-presidente
da Câmara, poderão alegar que ele não foi absolvido.
"É um escárnio", diz o deputado
Paulo Pimenta (PT-RS). "Vão criar uma interpretação absurda do regimento
para buscar um voto em separado derrotado no Conselho de Ética que
permitirá que ela seja suspenso por 90 dias."
Cunha é investigado no Supremo
Tribunal por corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. No
conselho de ética, ele é acusado de mentir sobre contas no exterior que o
beneficiam e por onde escorreram milhões de reais.

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