247 e Agência Brasil - Depois de colocar o Brasil na
maior crise econômica de sua história, com o golpe parlamentar de 2016 e
com sua incapacidade de indicar um caminho para a recuperação da
atividade, o presidente Michel Temer sinalizou que trará mais medidas
amargas. Em discurso para a base aliada em um jantar no Alvorada na
noite de quarta, Temer defendeu as mudanças nas aposentadorias e a
aprovação da PEC do teto dos gastos e diz que não é possível esperar
"medidas simples e doces" para combater uma recessão econômica.
“O primeiro passo é tirar o país da recessão, depois, sim, começa o
crescimento. Dai, sim, do crescimento nascer o emprego. Então, não vamos
ter a ilusão de que você combate a recessão com medidas simplesmente
doces, precisa de medidas amargas. Essas medidas visam ao futuro, não
visam ao presente”, discursou o presidente.
Com elogios ao Congresso, a quem disse que governa junto com a
Presidência da República, Temer confirmou que após a aprovação da PEC
55/2016, que limita os gastos públicos pelos próximos 20 anos, serão
necessárias reformas na Previdência e trabalhista.
“O passo seguinte, é a [reforma] da Previdência. Vai ser difícil,
vai, mas creio que já há uma consciência nacional, as pesquisas revelam,
que ela é indispensável. Não há como fugir dela. Nós estamos fora do
planeta. Os outros países têm regras de natureza previdenciária
completamente diversas das nossas e já admitidas. Sequencialmente,
precisamos ir para uma reformulação de natureza trabalhista que, aliás, o
Supremo Tribunal Federal começou a promover em decisões em que o
acordado prevalece sobre o legislado”.
Para Temer o país não pode encarar com naturalidade o déficit de R$
170 bilhões previsto para este ano, nem o rombo de R$ 139 bilhões para
2018. Para convencer os senadores aliados da importância da aprovação da
PEC, o presidente disse que após controlar as contas, o país voltará a
crescer. “Quando começarmos a sair da recessão vamos, evidentemente,
para a busca do emprego que virá pouco a pouco”.
Protesto
Desde o início da noite, cerca de 80 manifestantes, segundo a Polícia
Militar do Distrito Federal, bloquearam um dos acessos ao Palácio da
Alvorada em protestam contra a PEC que limita os gastos públicos, a
medida provisória que reforma o ensino médio e o projeto de lei que
instituiu o programa escola sem partido. Eles tentavam impedir que os
convidados chegassem ao Alvorada.
A PMDF e a segurança da Presidência montaram uma cerca a cerca de
dois quilômetros do Alvorada por causa dos protestos. Apenas os
parlamentares, pessoas credenciadas e a imprensa foram autorizados a
passar.

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