Rio 247 - Agentes da Polícia Federal e da
força-tarefa do Ministério Público Federal do Rio realizaram na manhã
desta quinta-feira (17) a Operação Calicute para prender o ex-governador
do Rio Sergio Cabral (PMDB), acusado de liderar um grupo que desviou
cerca de R$ 224 milhões em contratos com diversas empreiteiras, dos
quais R$ 30 milhões referentes a obras tocadas pela Andrade Gutierrez e a
Carioca Engenharia.
A ex-primeira-dama Adriana Ancelmo é um dos alvos, porém, ela será
levada para depor na sede da PF local em condução coercitiva. Além de
Cabral, outras nove pessoas também foram presas nesta manhã. Cabral foi
alvo de dois mandados de prisão preventiva, uma do juiz Marcelo Bretas,
da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro, e outro do juiz Sergio Moro, da
Lava Jato, em Curitiba.
São alvos da operação também o ex-secretário de Governo Wilson
Carlos, o ex-secretário de Obras Hudson Braga, o ex-assessor do
governador Carlos Emanuel de Carvalho Miranda, o Carlinhos, ex-marido de
uma prima de Cabral.
O grupo chegou à casa de Cabral, no Leblon, na Zona Sul do Rio, por
volta das 6h. O ex-governador e os outros alvos dos mandatos são
suspeitos de receber propina em troca da concessão de obras públicas
como a reforma do Maracanã e a construção do Arco Metropolitano.
Delações da Andrade Gutierrez e da Carioca Engenharia viabilizaram a
acusação.
Apenas a Carioca Engenharia comprovou o pagamento de mais de R$ 176
milhões em propina para o grupo. Segundo os ex-executivos da Andrade
Gutierrez Rogério Nora de Sá e Clóvis Peixoto Primo, Cabral cobrou
pagamento de 5% do valor total do contrato para permitir que a
construtora se associasse à Odebrecht e à Delta, no consórcio que
disputaria a reforma do Maracanã, em 2009. A Delta pertencia a Fernando
Cavendish, amigo de Cabral preso em julho deste ano.

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