Depois de ser citado 43 vezes na
delação de Claudio Melo Filho, a primeira da Odebrecht, num relato
confirmado por Marcelo Odebrecht, sobre um pedido de propina de R$ 10
milhões, Michel Temer apareceu novamente na delação da Odebrecht.
Quem o acusa é Marcio Faria, um dos executivos mais graduados da empreiteira, e que chegou a ser preso na Lava Jato.
Ele afirma que Temer lhe pediu
dinheiro na companhia de Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara, e do
lobista João Augusto Henriques, oferecendo como contrapartida a promessa
de contratos na Petrobras.
Cunha e Henriques estão presos em Curitiba.
A denúncia feita por Veja, com
requintes de crueldade até na escolha da foto, sinaliza que os dias de
Temer na presidência estão contados.
Abaixo, um trecho da reportagem:
Um dos principais executivos da
construtora Odebrecht, o empresário Márcio Faria da Silva disse à
Procuradoria-Geral da República que operacionalizou o repasse de
recursos a pedido do presidente Michel Temer e do ex-deputado Eduardo
Cunha (PMDB-RJ). A liberação do dinheiro, segundo contou, estava
vinculado à execução de contratos da empreiteira com a Petrobras. A
informação consta do acordo de delação premiada assinado pelo executivo.
Em 2010, Michel Temer recebeu, em seu escritório político em São Paulo,
Márcio Faria da Silva para uma conversa, da qual também participaram
Eduardo Cunha e o lobista João Augusto Henriques, coletor de propinas
para o PMDB dentro da Petrobras.
O Palácio do Planalto confirmou o
encontro, mas informou que foi Cunha quem pediu a conversa a Temer,
dizendo que o executivo gostaria de conhecê-lo. A assessoria do
presidente acrescentou que na reunião, que teria durado cerca de 20
minutos, não se tratou de questões financeiras, mas só de formalidades.
Nada além disso. "Se, depois da conversa de apresentação do empresário
com Temer, Eduardo Cunha realizou qualquer acerto ou negociou valores
para campanha, a responsabilidade é do próprio Eduardo Cunha", afirmou a
assessoria de Temer.

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