Pouco depois de ser
cassado, o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, prometeu revelar, em
livro, todos os bastidores do golpe parlamentar que afastou a presidente
eleita Dilma Rousseff, feriu a democracia e manchou a imagem do Brasil
no mundo.
"Eu vou contar,
obviamente, tudo o que aconteceu no impeachment, diálogos com todos os
personagens que participaram de diálogos comigo em relação ao
impeachment. Esses serão tornados públicos na sua integralidade", disse
ele.
Indagado se havia gravado essas conversas, Cunha respondeu: "Tenho boa memória".
No impeachment, Cunha se
aliou com o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB-MG) e
acolheu uma representação sobre "pedaladas fiscais", preparada pelos
tucanos. Dilma acabou sendo afastada, mas jornais do mundo inteiro
condenaram o golpe que equiparou o Brasil a países de democracia frágil,
como Honduras e Paraguai.
Cunha disse, ainda, que
não tem medo de Sergio Moro, o juiz que conduz a Lava Jato. "Eu não
tenho que temer ninguém. Eu só temo a Deus, eu tenho temor a Deus. E eu
vou me defender como eu venho me defendendo. Eu não tenho preocupação
com isso. Eu tenho defesa, eu sou inocente. Como inocente, eu vou me
defender", disse.

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